quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O Próximo e Nós - Emmanuel


Esperas ansiosamente encontrar o Senhor e um dia chegarás à Divina Presença;
entretanto, antes de tudo, a vida te encaminha à presença do próximo, porque o próximo
é sempre o degrau da bendita aproximação.
Mas quem é o meu próximo? - perguntarás decerto, qual ocorreu ao Doutor da Lei nas
luzes da parábola.
Todavia, convém saber que, além do próximo mais próximo a quem nomeias como sendo
o coração materno, o pai querido, o filho de nossa bênção, o irmão estimável e o amigo
íntimo, no clima doméstico, o próximo é igualmente o homem que nunca vista, tanto
aquele que te fixa indiferente em qualquer canto da rua. É a criança que passa, o chefe
que te exige trabalho, o subordinado que te obedece, o sócio de ideal, o mendigo que te
fala a distância...
É a pessoa que te impõe um problema, verificando-te a capacidade de auxílio; é quem te
calunia, medindo-te a tolerância; quem te oferece alegria, anotando-te o equilíbrio; é a
criatura que te induz à tentação, testando-te a resistência... É o companheiro que te
solicita concurso fraterno, tanto quanto o inimigo que se sente incapaz de pedir-te o mais
ligeiro favor.
Às vezes tem um nome familiar que te soa docemente aos ouvidos; de outras, é
categorizado por ti à conta de adversário, que não te aprova o modo de ser. Em suma, o
próximo é sempre o inspetor da vida que nos examina a posição da alma nos assuntos da
Vida Eterna. Entre ele e nós se destacam sempre a necessidade e a oportunidade a que
se referia Jesus na parábola inesquecível.
Isto porque o Bom Samaritano foi efetivamente o socorro para o irmão caído na estrada
de Jerusalém para Jericó, mas o irmão tombado no caminho de Jerusalém para Jericó foi
para o Bom Samaritano, o ponto de apoio para mais um degrau de avanço, no caminho
para o encontro com Deus.

Livro: Rumo Certo - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

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