quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Linhas de Evolução - Marco Prisco

"Caridade e humildade, tal a senda única da salvação."
(Alan Kardec. E.S.E. Cap.XV. Item 5.)


Observando os companheiros a quem você deseja ajudar, seja breve na exposição e demorado no socorro.
Sem o suor do exemplo, os mais belos comentários perdem a legitimidade.
Utilize-se do poço do caminho, sem lhe tisnar a limpidez das águas. Mais tarde você poderá necessitar dele novamente.
Seu vestuário desvela para os outros suas íntimas inclinações. Use a roupa, sem a ela escravizar-se.
Mantenha a higiene de seu corpo para preservar a saúde. No entanto, viver excessivamente preocupado com a limpeza é sintoma de desequilíbrio.
Cobiçando o melhor de cada dia, viva cada minuto nobremente, como se fosse o último a que você tivesse direito. O depois começa agora.
Pare para refletir, não obstante sabendo refletir para não parar. Quem avança, sem estacionar, pára sem forças para avançar.
Planifique, antes de agir, e demonstrará respeito pelo serviço. Evite, porém, planificar assoberbado de preocupações, pois que assim você jamais realizará algo.
Se você acredita em felicidade vivendo a sós, disponha-se para inquietantes aflições. A gota de orvalho no deserto reflete a glória de longínqua estrela, mas não dá vitalidade à terra onde se aquieta e consome, sem ajudar.
Em todas as conjunturas de sua vida, recorde-se da caridade, primeiro, e da humildade, logo depois.
"Caridade e humildade, tal a senda única da salvação."

De “Glossário Espírita-Cristão”
Marco Prisco & Divaldo Pereira Franco

Solução - André Luiz

Se você procura solução adequada ao seu problema, não olvide o grande remédio do Trabalho, doador de infinitos recursos, em favor do progresso do Homem e da Humanidade.
Seu cérebro vive cheio de perguntas?
Trabalhe e o serviço conferir-lhe-á respostas exatas.
Suas mãos permanecem paralisadas pelo desânimo?
Insista no trabalho e o movimento voltará.
Seus braços jazem fatigados?
Confie-se ao esforço novamente e a ação simbolizará para eles o lubrificante preciso.
Seu coração vive pesaroso e sem luz?
Procure agir no bem incessante e a alegria ser-lhe-á precioso salário.
Seus ideais encontraram sombra e gelo no grande caminho da vida?
Dê seu concurso às boas obras sem desfalecer e claridades novas brilharão no céu de seus pensamentos.
A parada que não significa descanso construtivo para recomeçar as atividades úteis é alguma coisa semelhante à morte.
Todos os males da retaguarda podem surpreender aquele que não avança. Mas se você acredita no poder do Trabalho, aceitando o serviço aos semelhantes, por norma de viver em paz, na obediência a Deus, o seu espírito terá penetrado realmente o verdadeiro caminho da salvação.

Francisco Cândido Xavier
Da obra: Endereços de Paz
Ditado pelo Espírito André Luiz.



Compaixão - Hammed

Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. É quando nos tornamos mais realistas, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias.
Compaixão — manifestação de um coração aberto.
“Há mais felicidade em dar que em receber” *1. De bem-aventurado vem a palavra beato — do latim beatus, que significa “feliz”. Beatificar alguém é declará-lo na plenitude da felicidade; por isso é que chamamos comumente de venturosas as pessoas felizes.
Cristo usava com frequência essa forma literária em seus discursos: “Bem-aventurados são aqueles que...”. Essas bem-aventuranças eram e são a fórmula que o Mestre Jesus recomendava para conquistar a verdadeira felicidade ou para alcançar uma vida plena.
Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. É quando nos tornamos mais realistas, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias.
Se quisermos a paz do mundo, sejamos pessoas felizes. O bem-aventurado é um agente da paz, pois as criaturas maduras possuem uma compassiva “noção de vida”. Por isso, afirmam os Espíritos Benevolentes: “(...) aquele que vê claramente as coisas tem uma ideia mais justa do que o cego. Os Espíritos veem o que não vedes; eles julgam, pois, de outro modo que vós, mas ainda uma vez, isto depende da sua elevação”*2.
Ao abrirmos o coração para alguém, vivenciamos uma forma de empatia — sentimos o que ele sentiria caso estivéssemos vivenciando a sua situação. Isso é uma questão de ressonância. Só podemos apoiar e cooperar se nossos estados interiores forem sensibilizados; apenas podemos compartilhar a alegria ou a tristeza de alguém se elas também nos tocarem. Se não nos permitimos sentir medo, amor, tristeza ou alegria, não podemos reagir a esses sentimentos diante das pessoas e podemos até duvidar de que elas os estejam experimentando.
Compaixão está associado a empatia. Perde o bom senso quem não estabelece limites nos bens que vai dar ou receber. Alguns de nós fazemos favores ou concedemos benefícios aos outros sem critério ou fundamentação alguma.
No entanto, empatia não é medir ou julgar alguém por nós. Não é nos colocarmos no lugar da criatura e ficarmos ilusoriamente imaginando seu sofrimento. Empatia é o contato direto do nosso coração com o coração de outro ser humano.
A ajuda verdadeiramente sapiencial é aquela que permite que as pessoas à nossa volta aprendam a se desenvolver, solucionando suas dificuldades por si mesmas.
O ser compassivo não invade a vida alheia. Os indivíduos só mudam quando estão prontos para mudar.
Algumas religiões podem distorcer nossa concepção de mundo, utilizando a culpa ou o fanatismo como forma de nos controlar ou de nos forçar a dar coisas. A viseira do emocionalismo pode nos levar à frustração e ao desapontamento. Podemos ser coagidos a conceder benefícios ou participar de doações materiais, usando uma forma distorcida de compaixão. Muitos de nós nos doamos porque esperamos receber em troca atenção e respeito de outras pessoas. Isso não é ajuda real nem mesmo está unido ao amor; mais se assemelha a uma forma de barganha, seguida de eterna cobranças.
Para que possamos cooperar efetivamente com alguém, é preciso abrirmos mão de nossa arrogância salvacionista, ou seja, acreditar que a redenção das almas que amamos depende, única e exclusivamente, de nosso desempenho e de nossa dedicação. Cada pessoa é uma obra-prima de Deus e, quando subestimamos a força divina que há no outro, nossos relacionamentos ficam anêmicos e áridos. A compaixão salvaguarda a liberdade de sentir, pensar e agir.
Os bem-aventurados aos quais se referia Jesus são felizes porque reconheceram que não devem viver de forma ególatra; devem viver, sim, uma existência de auxílio a si mesmo e ao bem comum. Compaixão é o desenvolvimento do sentimento de fraternidade que move o ser fraterno a ter uma noção ética com vistas à integração e à solidariedade entre pessoas.
*1. Atos, 20:35.
*2. Questão 241 (O Livro dos Espíritos). Os Espíritos tem do presente uma ideia mais precisa e mais justa que nós? “Do mesmo modo que aquele que vê claramente as coisas tem uma ideia mais justa do que o cego. Os Espíritos vem o que não vedes: eles julgam, pois, de outro modo que vós, mas ainda uma vez, isto depende da sua elevação.”

De “Os Prazeres da Alma”
Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O Espelho da Vida - Emmanuel

A mente é o espelho da vida em toda parte.
Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar.
Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca.
Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão.
O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a ideia.
A ideia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.
Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas
libertadoras da existência.
Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação.
Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.
Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos. Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso.
O reflexo mental mora no alicerce da vida.
Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.

Livro: Pensamento e Vida
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

Extinção do Mal - Bezerra de Menezes

Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.
Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações da Misericórdia Divina.
Nada de anátemas, gritos ou pragas.
A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.
A propósito, meditemos.
O Senhor corrige:
a ignorância: com a instrução;
o ódio: com o amor;
a necessidade: com o socorro;
o desequilíbrio: com o reajuste;
a ferida: com o bálsamo;
a dor: com o sedativo;
a doença: com o remédio;
a sombra: com a luz;
a fome: com o alimento;
o fogo: com a água;
a ofensa: com o perdão;
o desânimo: com a esperança;
a maldição: com a benção.
Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.
Simples ilusão.
O mal não suprime o mal.
Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem.

Bezerra de Menezes
Livro: Brilhe Vossa Luz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Não Falta - Emmanuel

“E, se os deixar ir em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe.” – Jesus. (Marcos, 8:3.)

A preocupação de Jesus pela multidão necessitada continua viva, através do tempo.
Quantas escolas religiosas palpitam no seio das nações, ao influxo do amor providencial do Mestre Divino?
Pode haver homens perversos e desesperados que perseveram na malícia e na negação, mas não se vê coletividade sem o socorro da fé. Os próprios selvagens recebem postos de assistência do Senhor, naturalmente de acordo com a rusticidade de suas interpretações primitivistas. Não falta alimento do céu às criaturas. Se alguns espíritos se declaram descrentes da Paternidade de Deus, é que se encontram incapazes ou enfermos pelas ruínas interiores a que se entregaram.
Jesus manifesta invariável preocupação em nutrir o espírito dos tutelados, através de mil modos diferentes, desde a taba do indígena às catedrais das grandes metrópoles.
Nesses postos de socorro sublime, o homem aprende, em esforço gradativo, a alimentar-se espiritualmente, até trazer a igreja ao próprio lar, transportando-a do santuário doméstico para o recinto do próprio coração.
Pouca gente medita na infinita misericórdia que serve, no mundo, à mesa edificante das idéias religiosas.
Inclina-se o Mestre ao bem de todos os homens. Cheio de abnegação e amor sabe alimentar, com recursos específicos, o ignorante e o sábio, o indagador e o crente, o revoltado e o infeliz.
Mais que ninguém, compreende Jesus que, de outro modo, as criaturas cairiam, exaustas, nos imensos despenhadeiros que marginam a senda evolutiva.


Livro: Pão Nosso
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

O Necessário - Emmanuel

"Mas uma só coisa é necessária." - Jesus. (Lucas, 10:42.)

Terás muitos negócios próximos ou remotos, mas não poderás subtrair-lhes o
caráter de lição, porque a morte te descerrará realidades com as quais nem sonhas de leve...
Administrarás interesses vários, entretanto, não poderás controlar todos os
ângulos do serviço, de vez que a maldade e a indiferença se insinuam em todas as tarefas,prejudicando o raio de ação de todos os missionários da elevação.
Amealharás enorme fortuna, todavia, ignorarás, por muitos anos, a que região da
vida te conduzirá o dinheiro.
Improvisarás pomposos discursos, contudo, desconheces as conseqüências de tuas palavras.
Organizarás grande movimento em derredor de teus passos, no entanto, se não
construíres algo dentro deles para o bem legítimo, cansar-te-ás em vão.
Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no
aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis.
Exaltarás o direito com o verbo indignado e ardoroso, todavia, é provável não
estejas senão estimulando a indisciplina e a ociosidade de muitos.
"Uma só coisa é necessária", asseverou o Mestre, em sua lição a Marta,
cooperadora dedicada e ativa.
Jesus desejava dizer que, acima de tudo, compete-nos guardar, dentro de nós
mesmos, uma atitude adequada, ante os desígnios do Todo-Poderoso, avançando,
segundo o roteiro que nos traçou a Divina Lei. Realizado esse "necessário", cada
acontecimento, cada pessoa e cada coisa se ajustarão, a nossos olhos, no lugar que lhes é próprio. Sem essa posição espiritual de sintonia com o Celeste Instrutor, é muito difícil agir alguém com proveito.

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Felicidade - André Luiz

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.
A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.
Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.
Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

André Luiz
Obra: Sinal Verde, 26

...E Viverás - Joanna de Ângelis

Estás extenuado...
Cansaço, dúvida, infortúnio são as expressões que enlutam os teus lábios.
Desencorajado pelos companheiros que abusaram das fontes generosas da
tua confiança pura, não te animas a encetar novas atividades.
Sabes, porém, que o desânimo é implacável inquilino do domicílio
espiritual.
Entretanto, acreditas em abandono e não reages.
Não ignoras que a lâmina aguçada não é responsável pelos cortes que
produz... Mas entregas o instrumento da produção à ferrugem, sem o
necessário esforço de movimentá-lo em sentido edificante...
Sempre podes recomeçar, amigo.
Interioriza a busca da felicidade e descobre os tesouros de que podes
dispor em favor dos outros.
Teu cansaço é também o cansaço de muitos que te deixaram a sós...
Tua dúvida é o resultado da aflição dos que fugiram do teu círculo...
Teu infortúnio é a desesperação daqueles outros que soçobraram nas ondas
encrespadas do testemunho...
Não creias necessário te ausentares do lar para ajudar a renovação do
mundo.
Renova-te primeiro, onde vives.
Tens, no reduto em que moras e nas ruas por onde transitas, mil
oportunidades de aprimoramento.
Vibre o verbo nos teus lábios, escorra a luz em teus olhos, movimente-se
a força em tuas mãos, divida-se o amor em teu coração, e distribuirás
tesouros em favor dos que estão contigo.
Sem que o saibas, és pedagogo para outros aprendizes.
Há consideração em redor dos teus passos.
O carinho aguarda momento de falar-te.
A alegria não é tua adversária.
Vai àqueles que não podem vir a ti.
Esquece mágoas que não tem fundamento.
Quem fere propositadamente está doente da razão.
Quem mantém inimigos ignora as leis de trocas que sustêm a vida em a
Natureza.
Todos necessitamos de algo ou de alguém para galgar os degraus na via de
ascensão.
Espírito algum se libertará da Terra a caminho de um céu pessoal, para
gozo próprio.
Não esqueças de que o bem que se faz é o único trabalho que faz bem, e
esse serviço em favor dos outros é a caridade única em favor de nós
mesmos, que pode atingir o cerne da alma, libertando-a para o sacerdócio
do soerguimento do mundo.
Encerrando a entrevista com o sacerdote que procurava confundi-lo, disse
o Mestre, na Parábola do Samaritano: "Vai e faze o mesmo!"
Não abandones a oportunidade de ajudar, somente porque o cansaço, a
dúvida e o infortúnio teimam em adquirir existência real para dominarem
tua alma, estrangulando-a nos vigorosos tentáculos da aflição
pessimista. Vence todo o mal e viverás.


Do livro “Messe de Amor”,
De Divaldo Pereira Franco,
Pelo Espírito Joanna de Ângelis.

Liberte a Você - André Luiz, Emmanuel

Lábios envenenados pelo fel da maledicência não conseguem sorrir com verdadeira alegria.
Ouvidos fechados com a cera da leviandade não escutam as harmonias intraduzíveis da paz.
Olhos empoeirados pela indiscrição não vêem as paisagens reconfortantes do mundo.
Braços inertes na ociosidade não conseguem fugir à paralisia.
Mente prisioneira no mal não amealha recursos para reter o bem
Coração incapaz de sentir a fraternidade pura não se ajusta ao ritmo da esperança e da fé.
Liberte a você de semelhantes flagelos.
Leis indefectíveis de amor e justiça superintendem todos os fenômenos do Universo e fiscalizam
as reações de cada espírito. Assim , pois, no trabalho da própria renovação, a criatura
não pode desprezar nenhuma das suas manifestações pessoais, sem o que dificilmente marchará
para a Vanguarda de Luz.


André Luiz (Waldo Vieira)
De “Estude e Viva”
Emmanuel e André Luiz)
Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

Infância - Emmanuel


Muitos psicólogos modernos acreditam que as crianças devem ser entregues à inclinação espontânea, cabendo aos adultos o dever de auscultar-lhes a vocação, a fim de auxiliá-las a exprimir os próprios desejos.
Esquecem-se, no entanto, de que o trabalho e a reflexão vibram na base de todas as ações alusivas ao aprimoramento da natureza.
Se o cultivador aguarda valioso rendimento da planta, há que propiciar-lhe adubo e carinho.
Se o estatuário concebe a formação da obra prima, não prescinde do amor no trato da pedra.
Se o oleiro aspira a plasmar uma ideia no corpo da argila, necessita condicioná-la em fôrma conveniente.
Se o construtor espera segurança e beleza no edifício que lhe atende à supervisão, não pode afastar-se da disciplina, ante o plano traçado.
Toda obra revela a fisionomia espiritual de quem a executa.
Além disso, treinam-se potros para corridas, instruem-se muares para tração, exercitam-se pombos para correio e amestram-se cães para tarefas salvacionistas.
Como relegar a criança à vala da indiferença?
Do berço humano surgem muitos santos e heróis, para tarefas sublimes, no entanto, em maior proporção, aí respiram, na moldura de temporária inocência, almas comuns que suspiram por libertar-se da ignorância e da delinquência.
Instinto à solta na infância é passaporte para o desequilíbrio.
Menino em desgoverno — celerado em preparação.
Hoje, criança livre — amanhã problema laborioso.
Pequeninos refletem grandes.
Filhos imitam pais.
Os hábitos da madureza criam a moda espiritual para a juventude.
Esclareçamos nossos filhos no livro do exemplo nobre.
Nem freio que o mantenha na servidão, nem licença para que os arremesse ao charco da libertinagem.
Em verdade, a criança é o futuro.
Mas ninguém colherá futuro melhor, sem frutos de educação.


Emmanuel
Livro: “Família”, de Francisco Cândido Xavier — Espíritos Diversos

A Retribuição - Emmanuel

" Pedro disse-lhe: — E nós que deixamos tudo e te seguimos que receberemos?" (Mateus, 19:27)

A pergunta do apóstolo exprime a atitude de muitos corações nos templos religiosos.
Consagra-se o homem a determinado círculo de fé e clama, de imediato:
— "Que receberei?"
A resposta, porém, se derrama silenciosa, através da própria vida.
Que recebe o grão maduro, após a colheita?
O triturador que o ajuda a purificar-se.
Que prêmio se reserva à farinha alva e nobre?
O fermento que a transforma para a utilidade geral.
Que privilégio caracteriza o pão, depois do forno?
A graça de servir.
Não se formam cristãos para adornos vivos do mundo e sim para a ação
regeneradora e santificante da existência.
Outrora, os servidores da realeza humana recebiam o espólio dos vencidos
e, com eles, se rodeavam de gratificações de natureza física, com as quais
abreviavam a própria morte.
Em Cristo, contudo, o quadro é diverso.
Vencemos, em’ companhia dele, para nos fazermos irmãos de quantos nos
partilham a experiência, guardando a obrigação de ampará-los e ser-lhes úteis.
Simão Pedro, que desejou saber qual lhe seria a recompensa pela adesão à
Boa Nova, viu, de perto, a necessidade da renúncia. Quanto mais se lhe acendrou a
fé, maiores testemunhos de amor à Humanidade lhe foram requeridos. Quanto mais
conhecimento adquiriu, a mais ampla caridade foi constrangido, até o sacrifício
extremo.
Se deixaste, pois, por devoção a Jesus, os laços que te prendiam às zonas
inferiores da vida, recorda que, por felicidade tua, recebeste do Céu a honra de
ajudar, a prerrogativa de entender e a glória de servir.

Livro: Fonte Viva
Ditado pelo Espírito: Emmanuel
Psicografada por: Francisco Cândido Xavier

sábado, 26 de novembro de 2016

De Quando em Quando - Irmão José


De quando em quando, é imprescindível que dialogues contigo mesmo.
Que te contemples, a sós, na face espelhada da consciência.
Que te indagues quanto aos teus propósitos na vida.
Que efetues honesto balanço de tuas ações.
Que não sustentes qualquer ilusão a teu respeito.
Que não representes para ti mesmo.
Que te desnudes no silêncio de tuas reflexões.
Que te vejas como não ousas mostrar-te aos outros.
Que analises as tuas tendências e conheça as tuas inclinações.
Que estejas com Deus, sem que ningúem mais esteja contigo

Livro: Vigiai e Orai
Carlos A. Baccelli & Irmão José

Perante as Revelações do Passado e do Futuro - André Luiz

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm.”
— Paulo. (I Coríntios, 6:12.)


Observar o maior critério em tudo o que se refira a revelações do pretérito, fugindo ao reerguimento infrutífero de cadáveres que devem prosseguir sepultados na cinza do tempo.
O passado é a causa viva, mas não soluciona o presente.
Convencer-se de que, por enquanto, ninguém se inteirará de acontecimentos anteriores à encarnação atual, por motivos banais ou frívolos.
A Sabedoria Superior, em revelando o passado de alguém, cogita do bem de todos. Afugentar preocupações com existências transcorridas, de vez que qualquer informação nesse sentido deve ser espontânea por parte do Plano Superior, que julga acertadamente quanto ao que mais convém à responsabilidade.
O que passou está gravado.
Tranquilizar-se quanto a sucessos porvindouros, analisando com lógica rigorosa todos os estudos referentes a predições.
A profecia real tem sinais divinos.
Jamais impressionar- se com prognósticos astrológicos desfavoráveis, na certeza de que, se as influências inclinam, a nossa vontade é força determinante.
Temos conosco a vida que procuramos.
Guardar em mente que muitas almas regressam à Vida Maior carregando consigo enormes frustrações pelos equívocos a que se afeiçoaram, por terem aceitado revelações destituídas de crédito.
Somos herdeiros de nossos próprios atos.

André Luiz / Waldo Vieira

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Para Ser Feliz - Emmanuel

“E não nos cansemos de fazer o Bem, porque a seu tempo ceifaremos,
se não houvermos desfalecido.” Paulo (Gálatas, 6:9)


Confia em Deus.
Aceita no dever de cada dia a vontade do Senhor para as horas de hoje.
Não fujas da simplicidade.
Conserva a mente interessada no trabalho edificante.
Detém-te no “lado bom” das pessoas, das situações e das coisas.
Guarda o coração sem ressentimento.
Cria esperança e otimismo onde estiveres.
Reflete nas necessidades alheias, buscando suprimi-las ou atenuá-las.
Faze todo o bem que puderes, em favor dos outros sem pedir remuneração.
Auxilia muito.
Espera pouco.
Serve sempre.
Espalha a felicidade no caminho alheio, quanto seja possível.
Experimentemos semelhantes conceitos na vida prática e adquiriremos a luminosa ciência de ser feliz.

Emmanuel
Livro: “Caminho Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Sem Caridade - André Luiz


Sem a caridade do trabalho para as suas mãos, o seu descanso pode transformar-se em preguiça.
Sem a caridade da tolerância, o seu trabalho seguirá repleto de entraves.
Sem a caridade da simpatia para com os necessitados de qualquer procedência, as suas palavras de corrigenda serão nulas.
Sem a caridade da gentileza, a sua vida social e doméstica será sempre um purgatório de incompreensões.
Sem a caridade da desculpa fraterna, seus problemas seguirão aumentados.
Sem a caridade da lição repetida, o seu esforço não auxiliará a ninguém.
Sem a caridade da cooperação, a sua tarefa poderá descer ao isolamento enfermiço.
Sem a caridade do estímulo ao companheiro que luta, sofre e chora, no trato com as próprias imperfeições, o orgulho se lhe fará petrificado na própria alma.
Sem a caridade do auxílio incessante aos pequeninos, a vaidade viverá fortalecida em nosso espírito invigilante.
Sem a caridade do entendimento amigo, a sua franqueza será crueldade.
Sem a caridade do concurso desinteressado e fraterno, as suas dificuldades crescerão indefinidamente.
Sem caridade em nosso caminho, tudo se converterá em inquietude, sombra e sofrimento. Por isso mesmo, adverte-nos o Evangelho - "fora da caridade ou fora do amor não existe realmente salvação".

Obra: Caridade.
André Luiz
Francisco Cândido Xavier

Instrução - Emmanuel

Já se disse que duas asas conduzirão o espírito humano à presença de Deus.
Uma chama-se Amor, a outra, Sabedoria.
Pelo amor, que, acima de tudo, é serviço aos semelhantes, a criatura se ilumina e aformoseia por dentro,
emitindo, em favor dos outros, o reflexo de suas próprias virtudes; e, pela sabedoria, que começa na aquisição do
conhecimento, recolhe a influência dos vanguardeiros do progresso, que lhe comunicam os reflexos da própria
grandeza, impelindo-a para o Alto.
Através do amor valorizamo-nos para a vida.
Através da sabedoria somos pela vida valorizados.
Daí o imperativo de marcharem juntas a inteligência e a bondade.
Bondade que ignora é assim como o poço amigo em plena sombra, a dessedentar o viajor sem ensinar-lhe o caminho.
Inteligência que não ama pode ser comparada a valioso poste de aviso, que traça ao peregrino informes de
rumo certo, deixando-o sucumbir ao tormento da sede.
Todos temos necessidade de instrução e de amor.
Estudar e servir são rotas inevitáveis na obra de elevação.
Toda a cultura intelectual é formada em cadeia de gradativa expansão.
As civilizações sucedem-se, ininterruptas, ao influxo da herança mental.
A arte, na palavra ou na música, no buril ou no pincel, evolui e se aprimora, por intermédio da repercussão
a exprimir-se no trabalho dos cultivadores do belo, que se inspiram uns nos outros.
A escola é um centro de indução espiritual, onde os mestres de hoje continuam a tarefa dos instrutores de ontem.
O livro representa vigoroso ímã de força atrativa, plasmando as emoções e concepções de que nascem os grandes
movimentos da Humanidade, em todos os setores da religião e da ciência, da opinião e da técnica, do
pensamento e do trabalho. Por esse dínamo de energia criadora, encontramos os mais adiantados serviços de
telementação, porquanto, a imensas distâncias, no espaço e no tempo, incorporamos as ideias dos espíritos
superiores que passaram por nós, há Séculos.
Sócrates reflete-se nas páginas dos discípulos que lhe comungavam a intimidade, e, ainda hoje,
consumimos os elevados pensamentos de que foi ele o portador.
Retrata-se Jesus nos livros dos apóstolos que lhe dilataram a obra, e temos no Evangelho um
espelho cristalino em que o Mestre se reproduz, por divina reflexão, orientando a conduta humana
para a construção do Reino de Deus entre as criaturas.
Conhecer é patrocinar a libertação de nós mesmos, colocando-nos a caminho de novos horizontes na vida.
Corre-nos, pois, o dever de estudar sempre, escolhendo o melhor para que as nossas ideias e exemplos
reflitam as ideias e os exemplos dos paladinos da luz.


Livro: Pensamento e Vida
Francisco Cândido Xavier
Ditado Pelo Espírito Emmanuel

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Conquistando a Paz - Emmanuel


Existem tribulações e tribulações...
Para extinguir aquelas que conturbam a vida, comecemos a cooperar na construção da paz onde estivermos.
Necessitamos, porém, conhecer as farpas que entretecem as inquietações que nos predispõem ao desequilíbrio e ao sofrimento.
Vejamos algumas:
- a queixa contra alguém;
- a reclamação agressiva;
- o palavrão desatado pela cólera;
- a resposta infeliz;
- a frase de sarcasmo;
- o conceito depreciativo;
- o apontamento malicioso;
- o gesto de azedume;
- a crítica destrutiva;
- o grito de desespero;
- o pensamento de ódio;
- a lamentação do ressentimento;
- a atitude violenta;
- o riso escarninho;
- a fala da irritação;
- o cochicho do boato;
- o minuto de impaciência;
- o parecer injusto;
- a pancada verbal da condenação...
Cada espinho invisível a que nos reportamos é comparável à chispa capaz de atear o incêndio da discórdia. E ganhar a discórdia não aproveita a pessoa alguma.
Tanto quanto possível, aceitemos as tribulações que a vida nos reserve e saibamos usar o amor e a tolerância, a paciência e o espírito de serviço para que estejamos realmente conquistando os valores e bênçãos da paz.
Não esperes que o próximo te solicite cooperação. Colabora voluntariamente, na certeza de que estarás realizando valiosas sementeiras de trabalho e de amor, na construção do futuro melhor.

Livro: Paciência
Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

A Regra Áurea - Emmanuel

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” — Jesus. (Mateus, 22:39)

Incontestavelmente, muitos séculos antes da vinda do Cristo já era
ensinada no mundo a Regra Áurea, trazida por embaixadores de sua sabedoria
e misericórdia. Importa esclarecer, todavia, que semelhante princípio era
transmitido com maior ou menor exemplificação de seus expositores.
Diziam os gregos: “Não façais ao próximo o que não desejais receber
dele.”
Afirmavam os persas: “Fazei como quereis que se vos faça.”
Declaravam os chineses: “O que não desejais para vós, não façais a
outrem.”
Recomendavam os egípcios: “Deixai passar aquele que fez aos outros o
que desejava para si.”
Doutrinavam os hebreus: “O que não quiserdes para vós, não desejeis
para o próximo.”
Insistiam os romanos: “A lei gravada nos corações humanos é amar os
membros da sociedade como a si mesmo.”
Na antiguidade, todos os povos receberam a lei de ouro da
magnanimidade do Cristo.
Profetas, administradores, juízes e filósofos, porém, procederam como
instrumentos mais ou menos identificados com a inspiração dos planos mais
altos da vida. Suas figuras apagaram-se no recinto dos templos iniciáticos ou
confundiram-se na tela do tempo em vista de seus testemunhos fragmentários.
Com o Mestre, todavia, a Regra Áurea é a novidade divina, porque Jesus a
ensinou e exemplificou, não com virtudes parciais, mas em plenitude de trabalho,
abnegação e amor, à claridade das praças públicas, revelando-se aos
olhos da Humanidade inteira.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Francisco Cândido Xavier
Ditado Pelo Espírito Emmanuel.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Incógnitas - Hammed

“... Todos tendes más tendências a vencer defeitos a corrigir hábitos a modificar; todos tendes um fardo mais ou menos pesado a depor para escalar o cume da montanha do progresso. Por que, pois, serdes tão clarividentes para com o próximo e cegos em relação a vós mesmos? (ESE - Capítulo 10, item 18.)

Analisas a obra assistencial e a criticas, afirmando que a tarefa poderia ser muito melhor, que o atendimento requer técnicas mais apropriadas e que, se outras prioridades fossem atingidas, então as metas sociais seriam mais abrangentes.
Mas não te dispões a doar tuas mãos na realização de uma vida melhor aos necessitados.
Analisas o expositor e o criticas, argumentando que a narrativa poderia ser mais convincente e menos enfadonha. Que se ele lançasse mão de recursos de oratória e tivesse um vocabulário mais rico, prenderia mais a atenção e elucidaria melhor os ouvintes.
Mas não te dispões a ler e a estudar, e muito menos a falar em público no serviço de reeducação das pessoas, retirando-as das crenças negativas que bloqueiam vidas.
Analisas o administrador do serviço e o criticas, asseve¬rando que ele mantém posição intransigente e orgulhosa, e julgas que ele deveria ser mais humilde e compreensivo no trato com os dirigidos.
Mas não te dispões a usar a mesma compreensão e humildade exigidas dele, não percebendo que vês o cisco no olho dos outros, e não vês a trave no teu.
Analisas a conduta alheia e a criticas, observando rigorosamente procedimentos e atitudes que julgas inadmissíveis, e te colocas distante e impermeável a condutas levianas.
Mas não te dispões a ajudar sinceramente a ninguém, e te esqueces de que poderás vir a errar, pois todos os que vivem sobre a Terra são passíveis de enganos e desacertos.
Analisas o governo do país e o criticas, julgando pela tua ótica que todos os parlamentares ou ocupantes de cargos gover¬namentais não são confiáveis nem bons servidores, e que a nação está envolvida no caos.
Mas não te dispões a cooperar e nada fazes pela comu¬nidade em que vives, relegando somente aos governantes obrigações e deveres, esquecendo que todos nós vivemos interligados e que depende também de ti o bem-estar e a prosperidade da população.
Analisas dores e sofrimentos e criticas a vida, dizendo-te sozinho e desamparado perante a Providência Divina e que Deus te abandonou.
Mas não te dispões a renovar-te, não te dando conta que, se não fizeres auto-observação em teus atos e atitudes negativas, continuarás atraindo energias desconexas que te descontrolarão o cosmo orgânico.
Incoerente é a posição de toda criatura que reclama, critica, ofende, esbraveja e que nunca se faz apta a fazer algum bem, em favor de si mesma ou dos outros.
Perplexos ficamos todos nós diante das rogativas das pessoas que solicitam ajuda com os lábios, e nunca com ações; que muito pedem e nunca doam; que somente visualizam as necessidades próprias, e nunca vêem a vida como um ritmo cósmico interconectado com todas as coisas, de maneira que o “todo” é mantido pelo apoio das “partes”.
Examinemos, pois, com profundidade nossas críticas, porque elas dificultam a transformação e o progresso de nossa existência, se não forem estruturadas na reflexão e na reparação de nossos erros.
Para que não sejas uma incógnita na vida que Deus te proporcionou, não faças crítica pela crítica, mas sim trabalha como e quanto puderes, sempre em tua órbita de possibilidades, para que a prosperidade seja uma constante em teus caminhos.

Obra: Renovando Atitudes.
Hammed / Francisco do Espírito Santo

Bênçãos da Oração - João Cléofas

Todo esforço que envidarmos para comungar com Jesus é meritória realização que nos situa em paz. Situação, essa, receptiva para desdobrar valores que jazem inatos dentro de nós.
O botão de rosa, osculado pela luz solar, abre-se a desatar perfumes.
O charco em apodrecimento na própria miséria, sob as carícias da luz, renova-se, libertando-se, a pouco e pouco, das condições deploráveis.
O coração humano, visitado pela sublime luz do Céu, amplia as suas fronteiras de amor e agasalha toda uma multidão de aflitos.
Orando, o Cristo falava ao Pai. No intervalo da oração, escutava Deus.
Orando, foi preso numa cruz. Em silenciosa prece, despediu-se dos homens a fim de retornar logo mais.
Oremos, infatigavelmente, e não seremos surpreendidos pela frialdade das lutas anestesiantes.
Oremos, e a ardência das paixões não nos conseguirá aniquilar.
Orando, ofereceremos oportunidade aos nossos irmãos em trevas, para que se penetrem de luz.
Orando, dar-lhe-emos o pão da esperança e o orvalho refrescante da paz, executando o nosso dever puro e simples, no ministério do auxílio fraternal.
Mediante a prece, o cristão decidido se encontra em permanente atitude de doação-recepção, podendo colher as bênçãos que se multiplicam durante o intercâmbio com as usinas poderosas da Vida Maior, enquanto ora.

De: “Intercâmbio Mediúnico”
João Cléofas & Divaldo Pereira Franco

Amor - Léon Denis

" Em todas as nossas relações sociais, em nossas relações com os nossos semelhantes é preciso nos lembremos constantemente disto: Os homens são viajantes em marcha, ocupando pontos diversos na escala da evolução pela qual subimos. Nada devemos exigir, nada devemos esperar deles, que não esteja em relação com seu grau de adiantamento.
A todos devemos tolerância, benevolência e até perdão; porque, se nos causam prejuízo, se encarnecem de nós e nos ofendem, é quase sempre pela falta de compreensão e de saber, resultantes de desenvolvimento insuficiente. Deus não pede aos homens senão o que eles têm podido adquirir à custa de lentos e penosos trabalhos. Não temos o direito de exigir mais.
O amor conjugal, o amor materno, o amor filial ou fraterno, o amor à pátria, da raça, da Humanidade, são refrações, raios refratados do Amor Divino, que abrange, penetra todos os seres, e, difundindo-se neles, faz rebentar e desabrochar mil formas variadas, mil esplêndidas florescências de amor.
É o apelo do ser ao ser, é o amor que provocará, no fundo das almas embrionárias, os primeiros rebentos do altruísmo, da piedade, da bondade. Mais acima, na escala evolutiva, entreverá o ser humano, nas primeiras felicidades, nas únicas sensações de ventura perfeita que lhe é dado gozar na Terra, sensações mais fortes e suaves que todas alegrias físicas e conhecidas somente das almas que sabem verdadeiramente amar.
O Amor é mais forte do que o ódio, mais poderoso que a morte. Se o Cristo foi o maior dos missionários e dos profetas, se tanto império teve sobre os homens, foi porque trazia em si um reflexo mais poderoso do Amor Divino. Jesus passou pouco tempo na Terra; foram bastante três anos de evangelização para que o seu domínio se estendesse a todas as nações. Não foi pela Ciência nem pela arte oratória que ele seduziu e cativou multidões, foi pelo amor!"

Léon Denis

Em Silêncio - Emmanuel

Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos do Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.” – Paulo. (Efésios, 6:6.)

Se sabes, atende ao que ignora, sem ofuscá-lo com a tua luz.
Se tens, ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse.
Se amas, não firas o objeto amado com exigências.
Se pretendes curar, não humilhes o doente.
Se queres melhorar os outros, não maldigues ninguém.
Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contacto não dilacere os que sofrem.
Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou.
É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens.
Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade.
É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas.
Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito…
Vai e serve.
Não te dêem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te consagres aos ruídos da boca.
Faze o bem, em silêncio.
Foge às referências pessoais e aprendamos a cumprir, de coração, a vontade de Deus.


Obra; Vinha de Luz
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Cada Qual - Emmanuel

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”. – Paulo. I Corintios 12:4.


Em todos os lugares e posições, cada qual pode revelar qualidades divinas para a edificação de quantos com ele convivem.
Aprender e ensinar constituem tarefas de cada hora, para que colaboremos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e de amor.
Quem administra, mais freqüentemente pode expressar a justiça e a magnanimidade.
Quem obedece, dispõe de recursos mais amplos para demonstrar o dever bem cumprido.
O rico, mais que os outros, pode multiplicar o trabalho e dividir as bênçãos.
O pobre, com mais largueza, pode amealhar a fortuna da esperança e da dignidade.
O forte, mais facilmente, pode ser generoso, a todo instante.
O fraco, sem maiores embaraços, pode mostrar-se humilde, em quaisquer ocasiões.
O sábio, com dilatados cabedais, pode ajudar a todos, renovando o pensamento geral para o bem.
O aprendiz, com oportunidades multiplicadas, pode distribuir sempre a riqueza da boa-vontade.
O são, comumente, pode projetar a caridade em todas as direções.
O doente, com mais segurança, pode plasmar as lições da paciência no ânimo geral.
Os dons diferem, a inteligência se caracteriza por diversos graus, o merecimento apresenta valores múltiplos, a capacidade é fruto do esforço de cada um, mas o Espírito Divino que sustenta as criaturas é substancialmente o mesmo.
Todos somos suscetíveis de realizar muito, na esfera de trabalho em que nos encontramos.
Repara a posição em que te situas e atende aos imperativos do Infinito Bem. Coloca a Vontade Divina acima de teus desejos, e a vontade Divina te aproveitará.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

sábado, 19 de novembro de 2016

Air - Johann Sebastian Bach

Jesus, em Lucas, 15:11 a 32.

A Parábola do Filho Pródigo

“Um homem tinha dois filhos. O mais jovem disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe.’ E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, ajuntando todos os seus haveres, o filho mais jovem partiu para uma região longínqua a ali dissipou sua herança numa vida devassa. E gastou tudo. Sobreveio àquela região uma grande fome, e ele começou a passar privações. Foi, então, empregar-se com um dos homens daquela região, que o mandou para seus campos cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com as bolotas (cascas) que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E caindo em si, disse: ‘Quantos servos de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome! Vou-me embora, procurar o meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou mais digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados.’ Partiu, então, e foi ao encontro de seu pai. Ele estava ainda longe, quando o seu pai o viu, encheu-se de compaixão, correu e lançou-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. O filho, então. Disse-lhe: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.’ Mas o pai disse aos seus servos; ‘Ide depressa, trazei a melhor túnica e revesti-o com ela, pode-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejamos, pois este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado!’ E começaram a festa. Seu filho mais velho estava no campo. Quando voltava, já perto da casa ouviu músicas e danças. Chamando um servo, perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe disse: ‘É teu irmão que voltou e teu pai matou o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.’ Então ele ficou com muita raiva e não queria entrar. Seu pai saiu para suplicar-lhe. Ele porém, respondeu a seu pai: ‘Há tantos anos eu te sirvo, e jamais transgredi um só dos teus mandamentos, e nunca me deste um cabrito para festejar com meus amigos. Contudo, veio esse teu filho, que devorou teus bens com prostitutas, e para ele matas o novilho cevado!’ Mas o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, pois este teu irmão estava morto e tornou a viver, ele estava perdido e foi reencontrado.”

Jesus, em Lucas, 15:11 a 32.

Na Trilha do Resgate - Emmanuel


Em muitas situações, o cárcere de limitação em que nos debatemos não é senão aquele da ignorância, de que nos cabe sair pelas atividades do estudo ou pelas aulas compulsórias da experiência. E note-se que educação é impraticável sem disciplina.
Noutros casos, achamo-nos magneticamente acorrentados a celas de prova, cumprindo austeras sentenças, lavradas ou solicitadas por nós mesmos, antes da reencarnação, perante as incriminações do foro íntimo, das quais tão só a paciência sem lindes nos pode liberar.
--
Habitualmente, na Terra, porém, somos simultaneamente o aluno matriculado no instituto da evolução e o devedor e compromissos no tribunal. Lutamos pela aquisição de conhecimento, carregando, em contrapeso, o fardo das dívidas que nos compete ressarcir.
--
Tolera, com serenidade, o carnicão dos males que, porventura, te assolem a vida. É por ele que esgotamos os resíduos de sombra em que o passado te embaraçou e é ainda através dele que as Leis Divinas te observam o grau de aproveitamento na escola em que te situas. Muitas vezes, semelhante setor de lições do estágio terrestre é a casa superlotada de sofrimento, a moléstia irreversível, o ostracismo social, a condição de penúria ou o processo obsessivo em que se te acrisolam os pensamentos, e, noutros lances da existência, é o parente difícil que destoa da família correta, o desastre que suprime a alegria do lar ridente e próspero, os conflitos do sentimento entranhados na alma ou o adeus de um ente amado que a provação distancia.
--
Se trazes, em meio do aprendizado que o mundo nos oferece, uma conjuntura assim, qual ponto nevrálgico nas ramificações do destino, ama, suporta, desculpa, serve e auxilia constantemente.
--
Problemas que resolvemos por nós representam quotas de esforço pacífico, pelas quais adquirimos os benefícios do educandário em que nos aprimoramos para o futuro; entretanto, os problemas que nos pesam nos ombros, todos os dias, e que só o tempo consegue solucionar, constituem o preço de nossa libertação.


Emmanuel
Livro: "Caridade”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

No Caminho da Vida - Emmanuel

Reage a vida para nós em toda parte, segundo a nossa própria ação.
Observemos a natureza em sua feição pura e simples.
O rio, quanto mais profundo, mais requisita a contribuição de afluentes.
O incêndio cresce, conforme o combustível de que as suas labaredas se nutrem.
O fruto relegado ao abandono, converte-se em foco infeccioso, cada vez mais virulento.
Assim também nossos gestos de bondade enriquecem-nos o tesouro de simpatia, tanto quanto nossa incompreensão adquire número crescente de desafetos.
Nossa perseverança no dever bem cumprido transforma-se em jubilosa prosperidade ao redor de nossos passos, enquanto que a preguiça, com a indiferença pelas obrigações que o mundo nos confere, depressa, transubstancia-se em penúria e enfermidade, na senda em que jornadeamos.
Habitue-se a procurar espinhos na vida alheia e viverás com um espinheiro no coração.
Procura as pedras da estrada e em pouco tempo respirarás num deserto empedrado.
Buscam no entanto, as boas qualidades do vizinho, e sublime compreensão coroar-te-á a cabeça.
Empenha-te na identificação do melhor, na tela de circunstâncias da vida, e reconhecerás, em todos os acontecimentos de cada dia, a harmoniosa Vontade de Deus, conduzindo-te à paz.
Não nos esqueçamos de que a Lei Divina expressa-se em nós, conosco e por nós, em todos os momentos da nossa existência.
Dela receberemos felicidade ou sofrimento, luz ou treva, ânimo ou desalento, gelo ou calor, segundo as nossas próprias requisições, no uso dos talentos, que o Senhor situou em nossas mãos.
Aprendamos a semear o trigo da boa vontade, com todos, onde estivermos, na certeza de que movimentando no Infinito Bem os recursos que nos foram emprestados na Terra, estaremos amealhando a nossa riqueza imperecível para a glória celestial.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

O Ser Translúcido - Hammed

"(...) comparemos os médiuns a esses frascos de líquidos coloridos e
transparentes que se vêem na vitrine de laboratórios farmacêuticos; pois bem, nós somos como as luzes que clareiam certos pontos de vista morais, filosóficos e internos, através de médiuns azuis, verdes ou vermelhos, de tal sorte que nossos raios luminosos, obrigados a passarem através de vidros mais ou menos bem talhados, mais ou menos transparentes, quer dizer, por médiuns mais ou menos inteligentes, não chegam sobre os objetos que desejamos iluminar, senão tomando a tinta, ou melhor, a forma própria e particular desses médiuns".
(Livro dos Médiuns - 2ª parte - cap. XIX, item 225.)



Qualquer indivíduo que edifique seus relacionamentos sobre alicerces não assentados na honestidade estará construindo em terreno arenoso. Suas relações
— sociais, afetivas, familiares, profissionais, ou mesmo extra-sensoriais -
não resistirão à "fragilidade do solo" e às "intempéries do tempo",
se não utilizar de clareza e franqueza consigo mesmo e com os outros.
Honestidade será sempre a melhor política em todas as situações da vida.
Abandonar o "palco da vida" liberando-se das máscaras requer esforço e coragem.
Confúcio, o mais célebre filósofo chinês, disse:
"Vencer-se a si mesmo, controlar suas paixões, devolver a seu coração a honestidade que ele herdou da Natureza, eis a virtude perfeita.
Que vossos olhos, vossos ouvidos, vossa língua, tudo em vós seja mantido nas regras da honestidade".
O mecanismo psicológico de rejeitar atitudes, impulsos ou sentimentos e culpar os outros, de forma que a autocondenação se torne uma acusação a outra pessoa, se denomina "projeção". Podemos dizer que o indivíduo tenta apaziguar seu suposto "inimigo interior", projetando-o no mundo exterior.
Atribuímos aos outros a responsabilidade por situações desagradáveis e afirmamos que são eles que sentem ou fazem aquilo do qual nos incriminam.
Na infância, esse disfarce psicológico se verifica claramente quando a criança não gosta de alguém, afirmando que essa pessoa a provoca ou hostiliza.
No colégio, quando não consegue boas notas, diz-se tratada injustamente pelos professores, ou mesmo, no surgimento de uma desavença ou discussão, sempre aponta como agressora uma outra criança.
Quando as criaturas usam esse mecanismo de maneira indiscriminada, elas
perpetuam a ignorância de si mesmas,
ou seja, ficam inabilitadas para reconhecer a causa dos fatos e acontecimentos que ocorrem em sua vida.
Negar os próprios sentimentos e emoções indica autodesonestidade.
Ser honestos com nós mesmos implicará, por conseqüência, uma postura interior que dificilmente nos levará a ser falsos com os outros.
Relacionamentos obscuros e mal definidos nos causam fadiga, medo e diversas doenças.
Especialistas da medicina psicossomática dizem que, por não querermos admitir nossos sentimentos, deterioramos certas estruturas íntimas, o que nos desorganiza emocional e psicologicamente.
Sentir casualmente ciúme, medo, raiva, insegurança, desejos sexuais,
não faz de nós indivíduos melhores ou piores. O que moralmente nos afeta é o que vamos fazer ou não fazer com esses mesmos sentimentos ou emoções. Revelá-los não significa que iremos nos tornar indivíduos instintivos, brutos, libertinos ou malcriados, mas, sim, que somos honestos com nós mesmos e sinceros com os outros.
Nossa cruz tem a carga proporcional à ocultação daquilo que atrelamos a ela.
Uma coisa é sentir, outra executar; ainda mais absurdo é projetar nossas falhas nos outros, como se nada tivéssemos a ver com elas.
Na parábola contada por Jesus o fariseu projetou a própria sombra no publicano: isso lhe dava um grande bem-estar e lhe trazia, sob muitos aspectos, uma sensação de supremacia.
Precisamos adquirir o hábito sadio de averiguar como se processa em nossa intimidade a forma de perceber, sentir, justificar e argumentar diante da vida.
É importante saber o porquê de nossas decisões, ações e reações.
Os sentimentos e pensamentos tem odores distintos. Cada criatura possui cheiro característico, que pode ser identificado, pois é estritamente individual.
Não só os sensitivos, mas qualquer um pode distinguir os aromas das auras. Elas emitem vibrações odoríficas, que se desprendem da postura íntima das criaturas.
Nosso sistema nervoso nos dá uma sensibilidade generalizada do cosmo físico e do perispiritual.
Nosso olfato se manifesta através de um complexo de estruturas nervosas — células olfatórias —, o qual nos oferece a capacidade de registrar os odores, não apenas os físicos mas igualmente os astrais,
todos emanados das energias que nos rodeiam.
A atmosfera astral da pessoa íntegra e honesta causa um impacto doce, agradável e perfumado, já que é composta de fragrâncias florais e adocicadas, com efeitos salutares e revigorantes. Enquanto que a das criaturas envolvidas em fluidos pesados exala cheiros de natureza acre,
repelentes e insuportáveis. Interessante notar que é muito comum as pessoas sentirem odores malcheirosos de decomposição — de flores ressequidas, substâncias alcoólicas ou tabaco — em ambientes onde existem entidades de baixo teor vibratório.
"Andai em amor,assim como Cristo também nos amou e se entregou por nós a Deus, como oferta e sacrifício de odor suave."
Amor é o mais honesto e digno dos sentimentos.
O "odor suave" que se desprende da alma de um ser atesta seu grau de espiritualidade ou a grandiosidade de seu amor. Importante observar que amor e espiritualidade têm características
harmônicas e indissociáveis.
"(...) nós somos como as luzes que clareiam certos pontos de vista morais, filosóficos e internos, através de médiuns azuis, verdes ou vermelhos (...)"
Sendo o sensitivo intérprete dos mensageiros espirituais, é compreensível que a palavra articulada ou escrita contenha algo deles:
"(...) nossos raios luminosos, obrigados a passarem através de vidros mais ou menos bem talhados, mais ou menos transparentes, quer dizer por médiuns mais ou menos inteligentes, não chegam sobre os objetos que desejamos iluminar senão tomando a tinta, ou melhor, a forma própria e particular desses médiuns." Porém, o medianeiro que se "autodesconhece" encontrará muito mais dificuldades para diferenciar o que faz parte de seu mundo interior do que pertence realmente aos espíritos comunicantes. Pode alterar de forma significativa o ponto de vista do Espírito, adulterando profundamente seus conceitos, modificando o teor de suas palavras e distorcendo sua informação.
"O ser translúcido" é aquele que adquiriu a qualidade de deixar passar a luz espiritual de forma nítida, sem permitir que obstáculos maiores prejudiquem a autenticidade das manifestações transcendentais. Ele reconhece perfeitamente os próprios sentimentos e emoções.
Por se conhecer relativamente bem, não transfere o "lado desconhecido" de sua personalidade para coisas, situações ou pessoas que vivem fora ou dentro da matéria densa.

De “A imensidão dos sentidos”
Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto

Compaixão em Família - Emmanuel

"Mas se alguém não tem cuidado dos seus e, principalmente dos da sua família, negou a fé...”. Paulo. I Timóteo, 5:8.

São muitos assim...
Descarregam primorosa mensagem nas assembleias, exortando o povo à compaixão, bordam conceitos e citações, a fim de que a brandura seja lembrada; entretanto, no instituto doméstico, são carrascos de sorriso na boca.
Traçam páginas de subido valor, em honra da virtude, comovendo multidões; mas não gravam a mínima gentileza nos corações que os cercam entre as paredes familiares.
Promovem subscrições de auxílio público, em socorro das vítimas de calamidades ocorridas em outros continentes, transformando-se em titulares da grande benemerência; contudo, negam simples olhar de carinho ao servidor que lhes pões a mesa.
Incitam a comunidade aos rasgos de heroísmo econômico, no levantamento de albergues e hospitais, disputando créditos publicitários em torno do próprio nome; entretanto, não hesitam exportar, no rumo do asilo, o avô menos feliz que a provação expõe à caducidade.
Não seremos nós quem lhes vá censurar semelhante procedimento.
Toda migalha de amor está registrada na lei, em favor de quem a emite.
Mais vale fazer bem aos que vivem longe, que não fazer bem algum.
Ajudemos, sim, ajudemos aos outros, quanto nos seja possível; entretanto, sejamos igualmente bons para com aqueles que respiram em nosso hálito.
Devedores de muitos séculos, temos em casa, no trabalho, no caminho, no ideal ou na parentela, as nossas principais testemunhas de quitação.

Livro: Luz no Lar
Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Oração e Provação - Emmanuel

Questão Nº. 663 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.

A oração não suprime, de imediato, os quadros da provação, mas renova-nos o espírito, a fim de que venhamos a sublimá-los ou removê-los.
Repara o caminho que a névoa amortalha, quando a noite escura te distancia do Sol.
Em cima, nuvens extensas furtam-te aos olhos o painel das estrelas e, em baixo, espinheiros e precipícios ameaçam-te os pés.
Debalde, consultarás a bússola que a treva densa embacia.
Se avanças, é possível te arrojes na lama de covas escancaradas; se paras, é provável padeças o assalto de traiçoeiros animais...
Faze, porém, pequenina luz, e tudo se modifica.
O charco não perde a feição de pântano e a pedra mantém-se por desafio que te adverte na estrada; entretanto, podendo ver, surgirás, transformado e seguro, para seguir à frente, vencendo as armadilhas da sombra e as aperturas da marcha.
Assim, também, é a oração nos trilhos da experiência.
Quando a dor te entenebrece os horizontes da alma, subtraindo-te a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável, induzindo-te ao desânimo e insuflando-te o desespero; todavia, se acendes no coração leve flama da prece, fios imponderáveis de confiança ligam-te o ser à Providência Divina.
Exteriormente, em torno, o sofrimento não se desfaz da catadura sombria; a morte, ainda e sempre, é o véu de dolorosa separação; a prova é o mesmo teste inquietante e o golpe da expiação continua sendo a luta difícil e inevitável, mas estarás, em ti próprio, plenamente refeito, no imo das próprias forças, com a visão espiritual iluminada por dentro, a fim de que compreendas, acima das tuas dores, o plano sábio da vida, que te ergue dos labirintos do mundo à bênção do amor de Deus.

Livro: “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Sob Limites - Joanna de Ângelis

O engano de considerar-se invencível, superior, provando o desconhecimento da fragilidade e da impermanência do conjunto que o constitui, especialmente de seu corpo, faculta, ao ser, prazer mentiroso, que o desperta sob grande sofrimento.
Ninguém escapa às conjunturas que constituem a vida.
*
O dia pujante, marcha para o ocaso.
O ano, de largos dias, não excede um minuto na ampulheta do tempo.
A existência física, mesmo duradoura, não logra evitar a morte.
Tudo, na Terra, são limites.
Só a vida em plenitude permanece, mergulhando e liberando-se dos
envoltórios transitórios de que se reveste, para as transformações e avanços
na fatalidade da perfeição que busca e alcançará.
*
Nunca te suponhas indene aos acontecimentos dos processos da
evolução.
Embrulha-te nos tecidos da humildade e avança, trabalhando sem
cansaço.
Conserva o otimismo em tuas realizações, mesmo quando os céus da tua
experiência estejam nublados por espessas sombras de dificuldades.
Quem receia agir no bem, entorpece as resistências da realização.
*
A prepotência age para a loucura.
A presunção atua para o desequilíbrio.
Só o amor, calcado no interesse pelo próximo, logra produzir para a
Vida.
*
Instado a edificar o bem, onde estejas, não postergues a
oportunidade.
Não conseguindo o desiderato, evita lamentar o esforço despendido.
A rosa aromatiza o ar; quantos se inebriam, preferem o aroma. Sê tu
a rosa.
Todos bendizem o ar balsâmico da Natureza que os refrigera e agrada.
Sê tu a brisa abençoada.
Na ambiência da tranqüilidade, todos anelam por fruí-la. Sê tu quem
a propicia.
Melhor ensejar ventura do que gozá-la.
*
Recorda Jesus, que tudo investiu em amor, para, mesmo sofrendo,
ensinar o homem a ser feliz, não ultrapassando os deveres e submetendo-se,
Ele, que é o nosso apoio às limitações do mundo, onde, por enquanto, nos
encontramos a crescer e a evoluir.

De "Alerta", de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito de Joanna de Ângelis

Nos Instantes Difíceis - André Luiz


Nas dificuldades do dia-a-dia, esqueça os contratempos e siga em frente, recordando que DEUS esculpiu em cada um de nós a faculdade de resolver os nossos próprios problemas.
A vida é aquilo que você deseja diariamente.
A renovação autêntica tem de começar em nós mesmos.
Você prepara o caminho para quaisquer ocorrências pensando em torno delas.
A palavra é porta de entrada para as suas realizações.
Carregar ressentimentos é bloquear seus próprios recursos.
Encorelizar-se é dinamitar o seu próprio trabalho.
Não sofra hoje pela neurose que talvez lhe venha comprovar a compreensão e a resistência, em futuro remoto.
Os problemas existirão sempre em redor de nós e apesar de nós.
Olvide ofensas e desgostos, tribulações e sombras e continue trabalhando quanto puder no bem de todos, recordando que o tópico mais importante do seu caminho será sempre servir.

Livro: Respostas da Vida
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Jesus e Desafios - Joanna de Ângelis

O processo de evolução constitui para o Espírito um grande desafio.
Acostumado às vibrações mais fortes no campo dos sentidos físicos, somente quando a dor o visita é que ele começa a aspirar
por impressões mais elevadas, nas quais encontre lenitivo, anelando por conquistas mais importantes.
Vivendo em luta constante contra os fatores constringentes do estágio em que se demora, vez por outra experimenta paz, que
passa a querer em forma duradoura.
No começo, são as dores com intervalos de bem-estar que o assinalam, até conseguir a tranquilidade com breves presenças do
sofrimento, culminando com a plenitude sem aflição.
De degrau em degrau ascende, caindo para levantar-se, atraído pelo sublime tropismo do Amor.
Conseguir o estágio mais alto, significa-lhe triunfar.
*
Aturdido e inseguro, descobre uma conspiração quase geral contra o seu fatalismo. São as suas heranças passadas que agora
ressurgem, procurando retê-lo na área estreita do imediatismo, em nível inferior de consciência, onde apenas se nutre, dorme e se
reproduz, com indiferença pelas emoções do belo, do nobre, do sadio.
Anestesiado pelas necessidades vegetativas, busca apenas o gozo, que termina por causar-lhe saturação, passando a um estado
de tédio que antecipa a necessidade premente de outros valores.
Lentamente desperta para realidades que antes não o sensibilizavam e, de repente, passam a significar-lhe meta a conseguir,
sentindo-se estimulado a abandonar a inoperância.
O psiquismo divino, nele latente, responde ao apelo das forças superiores e desatrela-se do cárcere celular, qual antena que
capta a emissão de mensagens alcançadas somente nas ondas em que sintoniza.
O primeiro desafio, o de penetrar emoções novas, o atrai, impelindo-o a tentames cada vez mais complexos, portanto, mais
audaciosos.
Experimentando este prazer ético e estético, diferente da brutalidade do primarismo, acostuma-se com ele e esforça-se para
novos cometimentos que, a partir de então, já não cessam, desde que, encerrado um ciclo, qual espiral infinita, outro prazer se abre
atraente, parecendo-lhe cada vez mais fácil.
*
Tudo na vida são desafios às resistências.
A “lei de entropia” degrada a energia que tende à consumpção, para manter o equilíbrio térmico de todas as coisas.
O envelhecimento e a morte são fenômenos inevitáveis no cosmo biológico e no universo.
Os batimentos cardíacos são desafios à resistência do músculo que os experimenta; os peristálticos são teste constante para as
fibras que os sofrem; a circulação do sangue é quesito essencial para a irrigação das células; a respiração constitui fator básico,
sem o qual a vida perece. Tudo isso e muito mais, na área dos automatismos fisiológicos, a interferir nos de natureza psicológica.
É natural que o mesmo suceda no campo moral do ser, que nunca retrocede e não deve estacionar sob pretexto algum.
No progresso, a evolução é inevitável.
A felicidade é o ponto final.
*
Não cabe ao homem retroceder na luta, senão para reabastecer-se de forças e prosseguir nos embates.
O crescimento de qualquer ideal é resultado dos estágios inferiores vencidos, das etapas superadas, dos desafios enfrentados.
A sequóia culmina a altura e o volume máximos, célula a célula.
O universo se renova e prossegue, molécula a molécula.
Facilidade é perda de estímulo com prejuízo para a ação.
Toda a vida do Mestre foi um suceder incessante de desafios.
Embates no Seu meio social e familial constituíram-lhe os primeiros impedimentos, que foram ultrapassados, em razão da
superior finalidade para a qual viera.
Ele não aceitou carregar o fardo do mundo em caráter de redenção dos outros, mas ensinou a cada um a conduzir o seu próprio
compromisso em paz de consciência; não assumiu as tarefas alheias, nem deixou de demonstrar como fazê-las; no entanto,
altaneiro, sem presunção, tampouco sem submissão covarde.
Os desafios da sociedade injusta e arbitrária chegaram-Lhe provocadores, mediante situações, pessoas e circunstâncias; apesar
disso, sem deter-se, Ele continuou íntegro, enfrentando-os sem ira ou medo.
Passou aquele tempo; todavia, permanecem os resíduos doentios.
Alterou-se a paisagem, não os valores, que prosseguem relativamente os mesmos, gerando obstáculos e insatisfações.
Enfrenta os desafios da tua vida, serenamente.
Não aguardes comodidades que não mereces. Realiza a tua marcha, indômito, preservando os teus valores íntimos e aumentando-
os na ação diária.
Quem teme a escuridão, perde-se na noite.
Sê tu aquele que acende a lâmpada e clareia as sombras.
Desafiado, Jesus venceu. Segue-O e nunca te detenhas ante os desafios para o teu crescimento espiritual.

Livro - Jesus e Atualidade
Divaldo Pereira Franco Pelo Espírito Joanna de Ângelis

Obstáculos - Emmanuel

Que admitisse no Espiritismo uma doutrina de acomodação com o menor esforço, na qual as inteligências desencarnadas devessem andar cativas aos caprichos dos homens, decerto vaguearia, irresponsável, à distância da Lei.
Descerrando o intercâmbio entre os dois mundos, a nossa fé não vem pulverizar os óbices do caminho que para todos nós funciona à conta de estímulo e advertência, amparo e lição.
Achamo-nos todos, encarnados e desencarnados, na sublime escola da vida.
Cada criatura estagia na experiência que abraçou ou na luta que preferiu.
Não seria lógico subtrair o remédio ao doente, o serviço ao trabalhador e o ensinamento ao aprendiz.
Somos prisioneiros de nossas próprias culpas, não burlaremos a justiça.
Todavia, pela nossa conduta no trilho espinhoso da regeneração, podemos conquistar amplo socorro da confiança divina.
Eis, porque, antes de pedir, devemos merecer, para que nossos apelos não se apaguem no clamor do petitório vazio e inútil.
Para rogar proteção é preciso também proteger.
Somos elos da imensa corrente da evolução que em se perdendo no abismo insondável das origens repousa, com segurança, nas mãos misericordiosas e justas de Deus.
Desse modo, suplicando auxílio aos Benfeitores que nos auxiliam, não nos esqueçamos de que é necessário auxiliar aos irmãos menos felizes que gravitam em torno de nossos passos.
Os obstáculos são bênçãos em que podemos receber e dar, conforme a nossa atitude perante a vida.
Recolhendo sem revolta as pedras do caminho e oferecendo ao espinheiro as flores de nossa fé, atraímos o concurso do Céu e inspiramos a paz e o perdão, a bondade e a renúncia àqueles que nos partilham as dificuldades e o sonho de cada dia.
Cada um de nós permanece, portanto, entre os instrutores do monte da luz e os necessitados do vale das trevas, com a possibilidade de amealhar as bênçãos do Alto e com a obrigação de distribuí-las.
Em razão disso, no estudo da assistência salvadora que nos é administrada, não nos esqueçamos de que outros irmãos, em problemas e lutas mais aflitivas que as nossas, estão esperando por nossa fraternidade e por nosso auxílio que somente ao preço de humildade e de amor conseguiremos distender.

Obra: Doutrina de Luz
Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

Irmão José

Não dês guarita aos maus pensamentos.
Reage contra todo e qualquer estado de abatimento
que persista em ti.
A ideia acalentada tende a se expressar em ação.
A influência espiritual negativa nasce das horas ociosas.
Não te permitas descansar além do devido.
Ocupa as tuas mãos com o bem, e a tentação se afastará.
Na medida de tuas possibilidades, auxilia a quem sofre.
Não te concentres excessivamente nos teus próprios problemas
nem dramatizes a tua dor.
A prova é a tua oportunidade de redenção.
Caminha e chegarás.

Irmão José, Psicografia de Carlos A. Bacelli

Felicidade - André Luiz

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos. Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser. A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros. A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar. A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila. Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém. Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz. Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade. Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova. Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.


André Luiz Psicografia de Francisco Cândido Xavier

O Trabalho - Joanna de Ângelis

Após a tensão experimentada no trânsito sufocante, chegas
invariavelmente ao local de trabalho, com mau humor, cansaço ou
indisposição.
Relacionas então as necessidades que deves suprir, e sofres sob a
conjuntura que se te impõe, no trabalho diário.
Vês outros indivíduos que parecem prósperos e felizes, usufruindo
benefícios da vida, que nunca te chegaram, e a amargura começa a aninhar-se
no teu sentimento doído.
*
Evita cair no desalento, face à insinuação falsa.
O trabalho é dom da vida, que dignifica e mantém o homem.
Em toda parte o trabalho se impõe como lei mantenedora do equilíbrio.
Sem ele tudo retornaria ao caos do princípio, e os objetivos superiores
naufragariam no tédio e na ociosidade doentios.
Busca, portanto, motivação para fazeres bem o teu trabalho, renovando-te
nele e nele colocando os teus melhores empenhos, de modo a te
enriqueceres de justa gratificação emocional em relação ao teu maravilhoso
meio de ganhar com nobreza o pão diário.

Livro: Episódios Diários
Divaldo Pereira Franco Pelo espírito Joanna de Ângelis

domingo, 13 de novembro de 2016

Incompreensão Humana - Palavras de Emmanuel


O homem não sabe dar sem receber, não consegue ajudar sem reclamar e, criando o choque da exigência para os outros, recolhe dos outros os choques sempre renovados da incompreensão e da discórdia, com raras possibilidades de auxiliar e auxiliar-se. (Roteiro)
***

Se Jesus foi chamado feiticeiro, crucificado como malfeitor e arrebatado de sua amorosa missão para o madeiro afrontoso, que não devem esperar seus aprendizes sinceros, quando verdadeiramente devotados à sua causa? (Caminho, Verdade e Vida)
***

Os templos terrestres, por ausência de compreensão da verdade, permanecem repletos de almas paralíticas, que desertaram do serviço por anseio de bem-aventurança. (Pão Nosso)
***

Em todas as épocas, os homens perpetraram erros graves, tentando reprimir a maldade, filha da ignorância, com a maldade, filha do cálculo. E as medidas infelizes, grande número de vezes, foram concretizadas em nome do próprio Cristo. (Vinha de Luz)
***

O delinquente comum, algemado ao cárcere, inspira piedade e sofrimento. O paladino de uma causa nobre, injustamente recluso no mesmo sítio, provoca respeito e imitação. (Pensamento e Vida)


Livro: “Palavras de Emmanuel”, de Francisco Cândido Xavier

O Homem Inteligente


Reunião Pública de 22-5-59 – Questão 592 de “O Livro dos Espíritos”.


Em verdade, o homem inteligente não é aquele que apenas calcula, mas sim o que transfunde o próprio raciocínio em emoção para compreender a vida e sublimá-la. Podendo senhorear as riquezas do mundo, abstém-se do excesso para viver com simplicidade, sem desrespeitar as necessidades alheias. Guardando o conhecimento superior, não se encastela no orgulho, mas aproxima-se do ignorante para auxiliá-lo a instruir-se. Dispondo de meios para fazer com que o próximo se lhe escravize ao interesse, trabalha espontaneamente pelo prazer de servir. E, entesourando virtudes inatacáveis, não se furta à convivência com as vítimas do mal, agindo, sem escárnio ou condenação, para libertá-las do vício. O homem inteligente, segundo o padrão de Jesus, é aquele que, sendo grande, sabe apequenar-se para ajudar aos que caminham em subnível, consagrando-se ao bem dos outros, para que os outros lhe partilhem a ascensão para Deus.

Livro: “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Mediante Esforço - Joanna de Ângelis

A vida responde de acordo com a ação desencadeada.
O violento topa com truculência a cada passo.
A paciência persistente encontra a harmonia.
O sanguinário torna-se vítima da própria impetuosidade.
O pacifista adquire tranquilidade enquanto defende os ideais que o dominam.
O intrigante padece da neurose do medo.
A lealdade produz confiança.
A irritabilidade leva às ulcerações gástricas, duodenais e ao desequilíbrio.
A concórdia cria harmonia em todo lugar.
O bem é luz irradiante a produzir alegria.
Amolda-te ao dever de crescer para Deus, “domando as más inclinações”, a começar pelas pequenas imperfeições.
Mediante esse exercício te condicionarás para a vitória sobre as paixões mórbidas.
O homem torna-se o que ele trabalha em si.
Não há transformação moral em quem não se exercita nas realizações humanas para a própria sublimação pessoal.

Livro: Alegria de Viver.
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O Reverso da Liberdade - Hammed

"Os bons Espíritos jamais ordenam: não se impõem, aconselham, e, se não são escutados, se retiram. Os maus são imperiosos; dão ordens, querem ser obedecidos e permanecem mesmo assim. Todo Espírito que se impõe trai sua origem. São exclusivos e absolutos em suas opiniões, e pretendem ter, só eles, o privilégio da verdade (...)"
(Livro dos Médiuns - 2ª Parte - cap. XXIV, item 267-1 02.)


"Controladores" são indivíduos que possuem um estilo de comportamento que constrange, domina e impõe. Por meio de uma simulação consciente, ou não, tentam forçar os eventos da vida a acontecer quando e como querem. O maior desatino dos "controladores" é que para dominar precisam, antes de tudo, viver distanciados de seus próprios sentimentos, que, acreditam, poderiam deixá-los vulneráveis diante dos outros. Não se arriscam a mostrar como se sentem realmente. Em outras palavras, por medo de serem usados, maltratados ou desmascarados,
escondem seus sentimentos mais profundos para assegurarem- se de que não existe possibilidade de qualquer pessoa ter poder sobre eles. Têm uma enorme necessidade de ordenar e passam anos a fio dizendo a si mesmos que a maneira certa de agir é ter as rédeas de tudo em suas mãos. Os "controladores" fazem o trabalho em segredo, usando técnicas de comando
indiretas, passivas. Agem de maneira tão sutil, dócil e educada, que não são identificados como tais. Podem ter consciência ou não do hábito de controlar, mas uma coisa é certa: esse comportamento faz-lhes muito mal,
pelo desgaste energético em que vivem — impacientes, incapazes de relaxar e ficar sem fazer nada. Procuram exaltar sua importância pessoal, tomando nomes e sobrenomes imponentes para se impor perante os mais
desavisados e crédulos. Alguns se utilizam de argumentos capciosos e aparentemente lógicos, que tornam suas idéias difíceis de ser questionadas. Muitos controlam, expondo fraqueza e dependência; lamentam e choram,
afirmando ser indefesos e vítimas. Às vezes, a "máscara da fragilidade" é um recurso utilizado pelos mais poderosos "controladores" . Usam qualquer tática, desde que funcione; mas, independente dos planos ou meios, os objetivos são os mesmos: obrigar outrem a fazer o que eles querem que seja feito. São mais doentes, ou mais ignorantes de si mesmos, do que propriamente maus. Quase sempre "exigem uma crença cega e não apelam à razão, porque sabem que a razão os desmascararia" . Os "controladores" ,além de guardarem uma convicção inabalável de que o comando de tudo e de todos é essencial, ainda são motivados por recompensas ou estímulos inconscientes que os ajudam a perpetuar o jogo da manipulação.
Aqui estão algumas das atitudes mentais que integram o sistema de sobrevivência psicológica dos indivíduos imponentes:
— satisfazem suas necessidades de poder ou domínio por sentirem enorme vazio interior; — confirmam uma auto-imagem deficiente que idealizaram como maravilhosa;
— fazem com que se sintam respeitados, para se protegerem de uma possível humilhação;
— fortalecem seu desejo de impressionar terceiros, pois se consideram socialmente inadequados;
— têm medo de ser rejeitados, ridicularizados e magoados.
Encontramos os "controladores" não somente no mundo espiritual,
mas também usando a vestimenta carnal de pais, filhos, cônjuges, namorados, parentes e amigos. São tipos autoritários, considerados "egomaníacos com baixa auto-estima" , que empregam o controle para suprir uma vida interior deficitária. Inseguros, receiam ser manipulados, obrigados a fazer o que não desejam ou ficar sobrecarregados com enormes
responsabilidades. Convictos de que a melhor defesa é um bom ataque, tentam impor-se aos outros antes que estes os controlem. Reagem ao medo e à insegurança, recorrendo ao domínio sobre o próximo e sobre as circunstâncias. Isso lhes parece amenizar ou resolver seus conflitos íntimos. "Os bons Espíritos jamais ordenam: não se impõem, aconselham, e,
se não são escutados, se retiram."
Nossa mais devastadora ilusão é pensar que podemos controlar a vida dos outros.
Imposição é o oposto da liberdade e extermina tanto a autonomia do que domina como a do dominado.
Apenas escolhendo o autocontrole é que atingiremos a verdadeira libertação.
Não conseguiremos evoluir emocional, intelectual e espiritualmente se estivermos desgastando nossas energias para comandar a vida dos outros.
"...e onde se acha o Espírito do Senhor aí está a liberdade."
Os bons Espíritos são livres porque dão liberdade a todos que os cercam. Reconheceram a importância de se desvencilharem das afeições possessivas, pois respeitam integralmente a condição natural de todos — seres livres, filhos de Deus.
A Espiritualidade Superior nos ensina que somos convocados a compartilhar com os outros a afetividade e a mútua proteção, mas isso se torna um desequilíbrio quando exigimos apropriação do ser amado. Que deveríamos nos sentir recompensados, e não intimidados, quando constatamos que os que amamos têm interesses independentes,
confiança em si mesmos e auto-suficiência.
Quando delegamos o controle de nós mesmos a uma outra criatura, seja ela quem for, talvez estejamos renunciando ao nosso mais importante direito inato: a liberdade. Ela pressupõe senso de dignidade, escolha e auto-respeito.
Sem senso de valorização próprio, nos julgaremos uma nulidade e sentiremos um grande vazio na alma, isto é, uma sensação de "não ser".
A propósito, recordemos Victor Marie Hugo, o mais ilustre poeta e escritor francês do século XIX, quando escreveu:
"O pior uso que se pode fazer da liberdade é abdicar dela".

De “A imensidão dos sentidos”
Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Em Casa - Emmanuel


Ninguém foge à lei da reencarnação.
Ontem, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral.
Hoje, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.
Ontem, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício.
Hoje, temo-ia de volta por filha incompreensiva, necessitada do nosso amor.
Ontem colocamos, o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes.
Hoje, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho problema, o cálice amargo da redenção.
Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio.
Hoje, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.
Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, a míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência.
Hoje, achamo-ia ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a exigirnos a permanência, no curso infatigável da tolerância.
Ontem, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhe o espírito, a punhaladas de ingratidão.
Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.
À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faze o melhor que possas.
Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para os que te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam.
A humildade é chave de nossa libertação.
E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces invisíveis da luta em casa.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Perseverar - Bezerra de Menezes


...perseveremos no bem sobretudo.

...a estrada provavelmente se nos erigirá lodacenta ou agressiva pelos tropeços e espinhos que apresente ...

Perseveremos servindo para transpô-la.

...o ambiente terá surgido carregado de nuvens, na condensação de injúrias ou incompreensões que nos circundem...

Perseveremos ofertando aos outros o melhor de nós em favor dos outros e os outros nos auxiliarão para vencer as sombras e dissipá-las.

...ansiedades e esperanças nos visitam a alma, transformando-se em obstáculos para a obtenção da alegria que nos propomos alcançar...

Perseveremos agindo na prática do bem e, dentro desse exercício salutar de sublimação, surpreenderemos, por fim, a região de acesso às bênçãos que buscamos.

...as lutas e desafios se nos avolumam na marcha...

perseveremos na humildade e na paciência que nos garantirão a segurança e a tranquilidade das quais não prescindimos para seguir adiante.

...discórdias e problemas repontam das tarefas a que consagramos as nossas melhores forças...

Perseveremos na serenidade e na elevação, dentro dos encargos que nos assinalem a presença onde estivermos, e seremos aqueles ingredientes indispensáveis de união e de paz nos grupos do serviço de que partilhamos atendendo às obrigações que nos competem ao espírito de equipe.

...filhos, provas e tribulações, pedras e espinhos, conflitos e lágrimas, desarmonias e empeços existirão sempre na estrada que se nos desdobra à visão...

no entanto, se é fácil começar o apostolado do amor, é sempre difícil continuar em direção do remate vitorioso.

...perseverar é o impositivo de que não nos será lícito fugir...

Perseverar trabalhando e servindo, entendendo e edificando, aprendendo e redimindo...

...perseverar sempre de modo a nunca desanimar na construção do bem a fim de merecermos o bem maior.

Livro: Bezerra, Chico e Você - Bezerra de Menezes - Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Retificar - Emmanuel

Corrige amando para que a chama de teu auxílio não se apague ao golpe rijo do desespero.
Não prescindirás da bondade e da tolerância na retificação dos elementos mais simples.
O próprio ato de remendar a peça de roupa humilde, recuperada para servir-te, reclama desvelo justo.
Lembra-te de que o cirurgião recorre à anestesia para atender ao órgão doente e recorda que o artista trabalhando a pedra obscura, não a golpeia sem amor, a fim de que o buril, manejado com sabedoria e ternura, dela arranque a obra-prima que lhe expressará o sonho de perfeição e beleza.
Se realmente amas aquele que a sombra afeia e desfigura, não cobri-lo-ás de impropérios e maldições, porquanto, condenar quem já é de si mesmo desorientado e infeliz é o mesmo que precipitar o viajante inseguro no abismo das trevas ou acelerar a agonia do enfermo, arrojando-o ao visco da morte.
Não basta sentir o veneno do mal e perceber-lhe a influência.
É imprescindível descobrir o antídoto do bem para administrá-lo, sem alarme, na hora certa.
Diante dos corações que reconheces transviados em pedregoso caminho, estende em silêncio os braços amigos para que a fraternidade exalte o ministério da salvação, sem os remoques da crueldade que apenas conseguem piorar as moléstias do espírito, assim como a imprudência do enfermeiro alarga a ferida que as suas mãos se propunham a curar.
Guarda a certeza de que à frente do nevoeiro não vale gritar para que a sombra se extinga.
É necessário o socorro da paciência com a firme disposição de acender nova luz.


Livro: Intervalos
Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O Mestre Dialoga - Eros


As ansiedades permaneciam nos corações após os comentários do Mestre.
Um estudante da Verdade, ainda emocionado o inqueriu com respeito:
— Como poderei conceber a pureza de tal forma que reflita a luz divina em meu coração? Vivendo em um planeta sombrio e de dificuldades, onde predomina o mal com o seu séquito de misérias, isto será possível?
O Amigo relanceou o olhar em volta, e notando o desejo de aprender que a indagação despertara em todos, respondeu:
“— O carvão é negro e de aspecto desagradável. A luz solar que o fere, nele não se reflete, embora o penetre. Silenciosamente, no entanto, ele se vai transformando, mudando a constituição até que se converte em um diamante estelar que se deixa atravessar pelo raio luminoso em todas as direções e o devolve iridescente num incêndio fulgurante.
O homem é o Espírito que no seu corpo habita. Lentamente, etapa a etapa reencarnacionista, abandona o limo da terra e se purifica, logrando a transparência para a captação e irradiação do divino pensamento.”
— E a santificação — indagou outro aprendiz interessado — como consegui-la, se a cada instante se cai e o desânimo toma posse da intenção superior?
“— O santo — esclareceu o Sábio — é o combatente que cresceu no solo do erro, libertando-se da escravidão do vício, sem nunca permitir-se desanimar. Quem erra e cai, mas não se dá por vencido, avançando sempre, embora devagar, conquista-se e alcança a vitória total.
Toda marcha resulta dos incontáveis passos que são dados. Ninguém pretenda as alturas sem o esforço da ascensão paulatina.”
— E o paraíso — indagou, ansiosa, uma observadora — é um lugar especial ou não passa de quimera?
“— O paraíso — aclarou o Guru, sem enfado — começa na consciência tranquila, cujos atos estão de acordo com o pensamento reto. Ensejando paz interior irradia-se como bênção e conduz o triunfador a regiões espirituais, nas quais a felicidade é total, e a mente gera, para sua própria sublimação, tudo quanto deseja. Ali não há sombra, nem morte, nem sofrimento, nem ansiedade; só harmonia.”
— Como explicar — adiu, respeitável ancião — a vitória dos maus e o fracasso dos bons, as dores que sofrem os justos e os júbilos que fruem os impiedosos?
O Educador compreendeu a extensão da mágoa que feria o interrogante e explicou, bondosamente:
“Não há efeito sem causa. O homem, nobre e justo de hoje, é o criminoso arrependido de ontem que se recupera. Enquanto o frívolo e pervertido de agora, é o semeador do seu amanhã. Aroda das encarnações sempre traz de volta o infrator ao campo da reabilitação, da mesma forma que o faz com o justo que se liberta das suas injunções.”
Um grande silêncio pairou em derredor e a noite desceu sem preâmbulos sobre a multidão.

Livro: “A um passo da imortalidade”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Eros

Professores Diferentes - Emmanuel

Estudos e dissertações em torno da substância religiosa da Questão Nº 290, de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, pelo Espírito Emmanuel.

Entre familiares e amigos, encontras, na Terra, a oficina do teu burilamento.
Com raras exceções, todos apresentam problemas a resolver.
Problemas na emoção e no pensamento.
Problemas na palavra e na ação.
Problemas no lar e no trabalho.
Problemas no caminho e nas relações.
Prossegues, assim, junto deles, como quem respira ao pé de múltiplos instrutores num instituto de ensino.
Muitos reclamam trabalho, lecionando-te paciência, enquanto outros de ferem a sensibilidade, diplomando-te em sacrifício. Há os que te escandalizam incessantemente, adestrando-se em piedade, e aqueles que te golpeiam a alma, com as lâminas invisíveis da ingratidão, para que aprendas a perdoar.
E as lições vão surgindo, à maneira de testes inevitáveis.
Agora, é o esposo que deserta, dobrando-te a carga de obrigações, ou, noutras circunstâncias, é a esposa que se rebela aos compromissos, agoniando-te as horas...Hoje, ainda, são os pais que te contrariam as esperanças, os filhos que te aniquilam os sonhos ou os amigos que se transformam em duros entraves no serviço a fazer.
Nenhum problema, entretanto, aparece ao acaso, por isso, é imperioso te armes de amor para a luta íntima.
Fugir da dificuldade é, muitas vezes, a ideia que te nasce como sendo o melhor remédio. Semelhante atitude, porém, seria o mesmo que debandar, menosprezando as exigências da educação.
Carrega, pois, com serenidade e valor o fardo de aflições que o pretérito te situa nos ombros, convicto de que os associados complexos do destino são antigos parceiros de tuas experiências, a repontarem do caminho, solicitando contas e acertos.
Seja qual for o ensinamento de que se façam intérpretes, roga à Sabedoria Divina te inspire a conduta, a fim de que não percas o merecimento da escola a que a vida te conduziu.
Ainda mesmo em lágrimas, lê, sem revolta, no livro do coração, as páginas de dor que te imponham, ofertando-lhes por resposta as equações do amor puro, em forma de tolerância e bondade, auxílio e compreensão.
Recorda que o próprio Cristo, sem débito algum, transitou, cada dia, na Terra, entre essesprofessores diferentes do Espírito. E, solucionando, na base da humildade, os problemas que recebia na atitude e no comportamento de cada um, submeteu-se, a sós, à prova final da suprema renúncia, à qual igualmente te submeterás, um dia, na conquista da própria sublimação — o único meio de te elevares ao clima glorioso dos companheiros, já redimidos que te aguardam, vitoriosos, nas eminências da Espiritualidade.

Livro “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
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