terça-feira, 22 de novembro de 2016

Amor - Léon Denis

" Em todas as nossas relações sociais, em nossas relações com os nossos semelhantes é preciso nos lembremos constantemente disto: Os homens são viajantes em marcha, ocupando pontos diversos na escala da evolução pela qual subimos. Nada devemos exigir, nada devemos esperar deles, que não esteja em relação com seu grau de adiantamento.
A todos devemos tolerância, benevolência e até perdão; porque, se nos causam prejuízo, se encarnecem de nós e nos ofendem, é quase sempre pela falta de compreensão e de saber, resultantes de desenvolvimento insuficiente. Deus não pede aos homens senão o que eles têm podido adquirir à custa de lentos e penosos trabalhos. Não temos o direito de exigir mais.
O amor conjugal, o amor materno, o amor filial ou fraterno, o amor à pátria, da raça, da Humanidade, são refrações, raios refratados do Amor Divino, que abrange, penetra todos os seres, e, difundindo-se neles, faz rebentar e desabrochar mil formas variadas, mil esplêndidas florescências de amor.
É o apelo do ser ao ser, é o amor que provocará, no fundo das almas embrionárias, os primeiros rebentos do altruísmo, da piedade, da bondade. Mais acima, na escala evolutiva, entreverá o ser humano, nas primeiras felicidades, nas únicas sensações de ventura perfeita que lhe é dado gozar na Terra, sensações mais fortes e suaves que todas alegrias físicas e conhecidas somente das almas que sabem verdadeiramente amar.
O Amor é mais forte do que o ódio, mais poderoso que a morte. Se o Cristo foi o maior dos missionários e dos profetas, se tanto império teve sobre os homens, foi porque trazia em si um reflexo mais poderoso do Amor Divino. Jesus passou pouco tempo na Terra; foram bastante três anos de evangelização para que o seu domínio se estendesse a todas as nações. Não foi pela Ciência nem pela arte oratória que ele seduziu e cativou multidões, foi pelo amor!"

Léon Denis

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