domingo, 4 de dezembro de 2016

Caridade em Jesus

Recorda a caridade, a irradiar-se em bênçãos do excelso amor do Cristo, para que não te faltem compreensão e força, no culto edificante à caridade humana.
Enjeitado no frio, pelas próprias criaturas a que vinha trazer a luz da redenção, não vacila acolher-se à manjedoura pobre em extrema renúncia.
Atendendo aos enfermos de todos os matizes não lhes nega assistência, dando-lhes alegria e equilíbrio, movimento e visão.
Procurado por mestres e pescadores simples, insufla-lhes no ser a luz da verdade, habilitando-os todos para a Vida Maior.
Ante a aflição da turba que o seguia, irrequieta, multiplica o alimento que lhe sossegue a fome.
Entre o insulto dos maus e a deserção dos bons, sabe entregar-se, em paz, sem mesmo justiçar-se.
Preterido em juízo por rude malfeitor, não se desmanda em queixa.
E, conduzido à morte, sob golpes na cruz longe de reprovar, condenar ou ferir, ergue oração sincera à Eterna Providência, suplicando perdão para os próprios algozes.
A caridade fora-lhe a companheira em todos os instantes...
Contudo, além do túmulo, ei-lo que volta, humilde, estendendo as mãos nobres e o coração celeste àqueles mesmos homens que O haviam deixado em supremo abandono, exclamando, se mágoa:
— “Em verdade convosco estarei para sempre até o fim dos séculos!...”
À vista disso, no caminho, lembra-te sempre de que a caridade pura — a que vence feliz — é sempre o amor perfeito a esquecer todo mal e a olvidar toda sombra, para somente amar, redimir e auxiliar, na contínua extensão do bem, a se converter em luz.

Livro: “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

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