segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Como Vencer - Carlos


Do livro “Gotas de Alegria”, de João Nunes Maia / Carlos


Tenta, em todas as tuas lutas, medidas de prudência, pois ela é a segurança para a tua vitória nos caminhos que percorres.
*
Para que possas vencer em todos os teus empreendimentos com o Bem, não esqueças da ponderação; ela é a companheira indispensável que sustenta e garante o teu equilíbrio.
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Não te deixes abater por simples indisposição; tudo passa, como a chuva e o vento. As leis de Deus são eternas, na eternidade da vida.
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Não dispenses os bons conselhos; eles nunca são demais, para quem deseja acertar; são como gotas de luz que acrescem o teu celeiro.
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Procura acender, por onde passares, a luz da alegria elevada; mais tarde ela refletirá em teu próprio caminho.
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Não te afastes das idéias de reformar-te pelos caminhos do Evangelho, mesmo que te custe sacrifícios e dores.
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Caminha com o bem até o fim, que ele te salvará até a eternidade.
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Domestica os teus impulsos inferiores, convertendo-os na linha do Amor; todos temos poderes para isso.
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Levanta o ânimo todos os dias, que o tempo mostrar-te-á como é compensador, o exercício de melhorar-te.
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Esforça-te para comungar com Deus, que Ele já se encontra contigo.
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Deves manter-te com a consciência pura, e para tanto, somente o amor o conseguirá; procura amar, que ele te libertará de todo o mal.
*
Seguindo Jesus, Ele te ensinará como vencer todas as tempestades que as trevas movimentam; a tua glória depende do respeito às leis universais de Deus.

Trabalhador Voluntário - Joanna de Ângelis

Livro: Libertação pelo Amor
Divaldo Franco / Joanna de Ângelis


Se já podes sentir o hálito do amor do Cristo nos teus sentimentos, transforma-o em
serviço ao teu próximo de maneira voluntária.
Não esperes recompensa de qualquer natureza, porque és tu aquele que pretende
ajudar, e não receber socorro.
É natural que o bem, quando é executado, permeia de felicidade aquele que o pratica.
No entanto, o objetivo não é negociar com a ação fraternal, esperando benefícios e
resultados maiores do que os esforços empregados.
A tua é uma doação valiosa, quando direcionada à vinha do Pai.
Servir é honra que te enriquece de vida e de responsabilidade, amadurecendo os teus
sentimentos e enobrecendo-te interiormente.
Existem aqueles que desejam trabalhar voluntariamente, porém, impondo condições,
paixões, comportamentos. Não são doadores, mas aproveitadores de ocasiões
para autobeneficiar-se.
O maior exemplo de trabalhador voluntário temos em Jesus que somente se dedicou
a todos, sem qualquer pedido de retribuição.
Prometendo o reino dos Céus, modificou as paisagens da Terra.
Trabalhador sem cessar, confirmou que também o Pai até hoje trabalha.
Medita e considera a oportunidade que o Pai te concede desde há muito, e ainda não
te decidiste por ir trabalhar na Sua vinha.
Assim, reflexionando, vai hoje...


Seria Inútil - Emmanuel


Livro: Pão Nosso – Emmanuel 
Psicografia de Francisco Cândido Xavier



“Respondeu-lhes: Já vo-lo disse e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir?” – (João, 9:27.)

É muito frequente a preocupação de muitos religiosos, no sentido de transformarem os amigos compulsoriamente, conclamando-os às suas convicções particularistas. Quase sempre se empenham em longas e fastidiosas discussões, em contínuos jogos de palavras, sem uma realização sadia ou edificante.
O coração sinceramente renovado na fé, entretanto, jamais procede assim.
É indispensável diluir o prurido de superioridade que infesta o sentimento de grande parte dos aprendizes, tão logo se deixam conduzir a novos portos de conhecimento, nas revelações gradativas da sabedoria divina, porque os discutidores de más inclinações se incumbem de interceptar-lhes a marcha.
A resposta do cego de nascença aos judeus argutos e inquiridores é padrão ativo para os discípulos sinceros.
Lógico que o seguidor de Jesus não negará um esclarecimento acerca do Mestre, mas se já explicou o assunto, se já tentou beneficiar o irmão mais próximo com os valores que o felicitam, sem atingir o alheio entendimento, para que discutir? Se um homem ouviu a verdade e não a compreendeu, fornece evidentes sinais de paralisia espiritual. Ser-lhe-á inútil, portanto, escutar repetições imediatas, porque ninguém enganará o tempo, e o sábio que desafiasse o ignorante rebaixar-se-ia ao título de insensato.
Não percas, pois, as tuas horas através de elucidações minuciosas e repetidas para quem não as pode entender, antes que lhe sobrevenham no caminho o sol e a chuva, o fogo e a água da experiência.
Tens mil recursos de trabalhar em favor de teu amigo, sem provocá-lo ao teu modo de ser e à tua fé.



Jesus e Pilatos

Livro: “Vida e Mensagem”
De J. Raul Teixeira,
Pelo espírito de Francisco de Paula Vítor

A passagem do preposto de Cezar na Judeia pela vida do meigo Jesus, está assinalada por triste marca de cobardia, que, lamentavelmente, ainda vem sendo encontrada nos caracteres humanos.
Inumeráveis são os indivíduos que:
não se importam com as lições do bem, se isso não lhes traz prestígio qualquer;
não valorizam os amigos, senão quando deles dependem para algum benefício receber;
não se envolvem nas dificuldades atravessadas pelos seres queridos, para não terem que sair da própria comodidade;
não opinam a favor de alguém, quando sabem que poderão ser malvistos ou reprochados;
não destacam a grandeza das pessoas, se isso puder repercutir, apagando ou pondo em nível secundário a si mesmos.
São muitos os que encontram sempre razões para fugir, lavando as mãos perante as situações mais diversas da existência, se não podem tirar algum lucro, de qualquer modo.
Diante do bem, do amor e do iluminamento, que o Celeste Benfeitor nos sugeriu, para o encontro com a felicidade, ainda são muitos os que preferem não ver, não ouvir, não saber, repetindo o gesto tristemente histórico de Pôncio Pilatos, mergulhando a consciência em profundo fosso de remorsos sem termo, requerendo boa vontade e disposição para retomar o nobre caminho, nas faixas de atrozes expiações, que deverão libertá-los da cobardia e da execrável omissão perante o bem.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O Poder da Amizade - Miramez

Miramez
Psicografia: João Nunes Maia
A amizade converge de pontos afins, onde os corações se unem em plena fraternidade. A afeição mútua é garantia para o amor e o desencanto dos sentimentos é falta de Cristo no coração.
A presença de Jesus altera todo ambiente em dissonância, mudando-o para a cordialidade e o afeto passa a ser a atmosfera comum entre as criaturas. Pressupõe o homem ignorante que aquilo ou aquele que o desagrada deve-se esquecer, senão desprezar, maltratar e perseguir.
Entrementes, a filosofia do Evangelho afirma o contrário: que devemos sempre nos unir e que o amor deve surgir em tudo e em todas as almas, pois para isto fomos criados. O poder da amizade nos leva a crer na felicidade e a esperança nos estimula para as grandes realizações. O agrado de uns para com os outros faz clarear a inteligência, sem subestimar os ideais dos sentimentos elevados.
Cada passo que dermos, no caminho do bem, para granjear amizades, é luz que acendemos em nossa subida para a libertação espiritual.
A atração entre as pessoas tem muito a ver com a presença do amor. Carinho é coisa muito séria. Logo que o recebemos ou doamos, reconhecemos a manifestação do amor que somente existe com abundância nos planos maiores da vida. Ele, na Terra, pode parecer, por vezes, envolvido em fortes interesses físicos, ou exigindo permutas inconfessáveis. No entanto, traz no seu coração, se assim podemos dizer, uma luz imortal, que no amanhã brilhará qual as estrelas, na harmonia divina. Nada se perde, tornamos a dizer. Tudo que plantamos nasce e torna a nascer por mil meios, na multiplicação da vida, em busca do esplendor de Deus.
Não pode existir vida sem convivência, sem aconchego na exuberância da fraternidade. Não pode existir saúde sem a força poderosa da amizade. Ela é que nos oferta o leito para recuperarmos nossas forças quando fracos; nos dá o alimento, quando temos fome; nos fornece agasalho, quando nus; nos oferece água, quando sedentos; nos traz o remédio, quando enfermos; nos manifesta a alegria, quando tristes; nos dispõe à companhia, quando solitários.
A amizade é que nos dá coragem para viver, diante de todos os problemas e infortúnios. Se é esta norma de vida a melhor, granjeemos amigos, nos adverte Pedro, o apóstolo, e, para tanto, é indispensável que surja no coração o amor e que a harmonia se estenda entre os homens.
Porém, toda intimidade requer vigilância, para que ela possa durar, afeiçoando-se com a eternidade. Toda inimizade desconhece o valor do bom comportamento e, se vivemos discutindo, separando-nos dos nossos semelhantes, dando asas à maledicência e fomentando a discórdia, nunca teremos saúde.
Saúde é harmonia em tudo o que pensamos e fazemos. Se estamos alimentando o ódio contra os nossos companheiros, dá-se uma disfunção em todos os nossos corpos, levando-nos à enfermidade, enquanto durar a nossa ignorância.
Jesus nos induz, a cada segundo, para a conjunção dos nossos ideais na amplitude de todos os nossos sentimentos, para a grandeza da amizade.
Sê amigo de tudo e de todas as criaturas, que a saúde surgirá em teus caminhos, como luz do sol a te alegrar.
Cada passo que dermos, no caminho do bem, para granjear amizades, é luz que acendemos em nossa subida para a libertação espiritual.

Olhos - Joanna de Ângelis

Joanna de Ângelis
Psicografia: Divaldo Pereira Franco

Nos apontamentos do evangelista Mateus, encontramos as seguintes palavras proferidas pelo Mestre de Nazaré:Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz.
A frase nos levou a meditar acerca desse patrimônio de todos, que são os olhos.
No mundo encontramos olhos muito diferentes, não somente em formatos e cores, mas em qualidades íntimas.
Encontramos os olhos que veem os quadros da vida pelo prisma da malícia, deturpando tudo que alcançam.
Existem os olhos de ciúme, que despejam chispas de ódio, ante a possibilidade mínima de perderem o que consideram objeto de sua posse.
Há os olhos que ferem, capazes de intimidar subalternos e criaturas de condição social inferior. Olhos de agressão que censuram sem palavras e agridem sem pestanejar.
Olhos de frieza que observam a dor, a desesperança, a miséria sem se comoverem. Despejam tal gelo que impedem o necessitado de estender a mão em súplica ou a expressar o próprio infortúnio em palavras.
Olhos que perturbam quando encaram a outrem e chegam a desencorajar os que estejam tentando realizar algo de bom, e se mostram ainda tímidos.
Olhos de desespero que olham o panorama que os circunda e somente conseguem enxergar aflição e abandono. Levantam o olhar no sentido do firmamento e não percebem as estrelas que iluminam a noite escura, com seus raios brilhantes.
Olhos capazes de registrar os males alheios, desconsiderando as virtudes que se ocultam em todo ser humano.
Olhos de irritação que expressam seu desagrado ante a balbúrdia infantil que extravasa sua alegria de viver, as vozes dos animais que dizem da sua vitalidade, o pequeno esbarrão involuntário na rua, no mercado, na condução urbana.
Olhos de crueldade que ferem a quem atingem, que fazem o animal se encolher a um canto, a criança calar em constrangimento e a própria natureza estabelecer uma pausa no seu concerto constante.
* * *
Como serão os nossos olhos?
Se desejamos enobrecer os recursos da visão que nos enriquecem a vida, amemos e ajudemos, aprendamos a perdoar sempre, cultivemos o bem em nós, pois a expressão do nosso olhar fala do que nos vai na intimidade e nos alimenta a alma.
* * *
Cada um vê a paisagem que observa conforme a cor das lentes que tem sobre os olhos. Isto equivale a dizer que os tristes veem panoramas desoladores, enquanto os otimistas descobrem cores vibrantes e alegria em toda parte.
Somos responsáveis pela forma como utilizamos os nossos olhos, desde que eles são um dos talentos que Deus nos concede para instrumento de progresso.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 71 do livro Palavras de vida eterna, pelo Espírito Emmanuel, psicografia De Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e no verbete Visão do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Ante o Estudo - Joanna de Ângelis

Livro: Celeiro de Bênçãos
Divaldo Pereira Franco
Espírito Joanna de Angelis

Necessário em qualquer mister. Impostergável para o aprimoramento humano. Valioso para
maior integração do indivíduo nos objetivos a que se vincula. Indispensável para a
iluminação interior. Em todo ministério de enobrecimento, o estudo tem regime de urgência
como diretriz de segurança e veículo de libertação íntima.
Ninguém pode vincular-se em definitivo ao ministério redentor sem conhecer as razões
preponderantes da existência espiritual. Evidente que antes de qualquer realização,
programas e projetos devam constituir bases experimentais. O estudo, desse modo, fornece
as coordenadas para maior penetração na tarefa buscada: seja a de ajudar, seja a de ajudar-se.
No que diz respeito à Doutrina Espírita, cabe-nos a todos o dever de mergulhar o
pensamento nas fontes lustrais do conhecimento, a fim de melhor entendermos os quesitos
preciosos da existência, simultaneamente as leis preponderantes da Causalidade, de modo a
podermos dirimir equívocos e dúvidas, colocando balizas demarcatórias no campo das
conquistas pessoais, intransferíveis: um quarto de hora, diariamente, dedicado ao estudo;
pequena página para reflexão, diuturnamente; um conceito espírita como glossário para cada
dia; uma nótula retirada do contexto luminoso da Codificação para estruturar segurança em
cada 24 horas; uma noite por semana para o estudo espírita, no dia reservado ao Culto
Evangélico do Lar, como currículo educativo; uma pausa para a prece e singelo texto para
vigilância espiritual, sempre que possível...
Sim, todos podem realizar curso inadiável para promoção espiritual na escola terrestre. O
estudo do Espiritismo, portanto, hoje como sempre é de imensurável significação. Definiu-lhe
a validade o Espírito de Verdade, no lapidar conceito exarado em "O Evangelho Segundo o
Espiritismo": "Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo."
Estudar sempre e incessantemente a fim de amar com enobrecimento e liberdade.


domingo, 22 de janeiro de 2017

Crise Sem Dor - Emmanuel, André Luiz


Emmanuel
Livro: “Estude e Viva’, 
De Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, 
Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz


Fáceis de reconhecer as crises abertas.
Provação exteriorizada, dificuldade à vista.
Surgem comumente, na forma de moléstias, desencantos, acidentes ou suplícios do coração, atraindo o concurso espontâneo dos circunstantes a que se escoram as vítimas, vencendo, com serenidade e valor, tormentosos dias de angústias, como quem atravessa, sem maiores riscos, longos túneis de aflição.
Temos, porém, calamitosas crises sem dor, as que se escondem sob a segurança de superfície:
— quando nos acomodamos com a inércia, a pretexto de haver trabalhado em demasia...
— nas ocasiões em que exigimos se nos faça o próximo arrimo indébito no jogo da usura ou no ataque da ambição...
— qualquer que seja o tempo em que venhamos a admitir nossa pretensa superioridade sobre os demais...
— sempre que nos julguemos infalíveis, ainda mesmo em desfrutando as mais elevadas posições nas trilhas da Humanidade...
— toda vez que nos acreditemos tão supostamente sábios e virtuosos que não mais necessitemos de avisos e corrigendas, nos encargos que nos são próprios...
Sejam quais sejam os lances da existência em que nos furtemos deliberadamente aos imperativos de autoeducação ou de auxílio aos semelhantes, estamos em conjuntura perigosa da vida espiritual, com a obrigação de esforçar-nos, intensamente, para não cair em mais baixo nível de sentimento e conduta.
Libertemo-nos dos complexos de avareza e vaidade, intransigência e preguiça que nos acalentam a insensibilidade, a ponto de não registrarmos a menor manifestação de sofrimento, porquanto, de modo habitual, é através deles que se operam, em nós e em torno de nós, os piores desastres do espírito, seja pela fuga ao dever ou pela queda na obsessão.

Observa Hoje - Lancellin

Lancellin / João Nunes Maia

Não te preocupes muito com o ontem, nem tampouco com o amanhã.
O que passou nos serve, de vez em quando, para uma avaliação dos nossos deveres nos certames futuros, sem que a nossa visão ou a nossa sensibilidade se atrofie em falsas apreensões.
Trabalha no hoje, analisa a tua própria personalidade e vê o que nela tens a consertar, na seqüência que as leis da serenidade nos ensinam, para que não haja violência em qualquer sentido.
Hoje é o campo, não só de observação, mas de execução, de aprimoramento das nossas qualidades e o engenho deste trabalho se manifesta pela nossa vontade.
Já que aceitamos o progresso e a evolução de tudo o que nos cerca, por que permanecermos estacionados em regime de conservação em relação à nossa moral?
Será que a razão não participa do homem quando se trata de regras de religião, regras essas que obedecem ao tempo e ao próprio empuxo do mesmo progresso?
As leis são as mesmas em todas as dimensões da vida. Elas acompanham a escala de aperfeiçoamento com perfeita justiça.
A imparcialidade é, pois, o maior sintoma da perfeição.
Não queiras viver o hoje obedecendo as regras humanas do ontem e não intentes colocar em teus passos as conjecturas de conceitos de um futuro distante.
Muitos entram em desequilíbrio por quererem viver o presente sob a influência do passado ou então passar os dias de hoje viajando em carros invisíveis do futuro.
Certamente que somos influenciados pela conduta que tivemos. No entanto, o agora serve para limparmos estas mazelas, sem lhes darmos maior atenção.
Com a modificação dos nossos sentimentos, identificamos os tempos do terceiro milênio que se aproxima como a era da renovação das criaturas que anseiam pela felicidade.
Estamos trabalhando em uma época para acordar os que dormem, ajudando-os a pensar e a falar, a conhecer a verdade, para que essa verdade os torne livres das pesadas algemas da incompreensão.
Estamos entrando na época de luz, onde nunca mais se poderá esconder a Sabedoria. Ela se apresenta por si mesma, sob a égide do Grande Mestre da fraternidade cósmica, com a mensagem do Amor para todas as criaturas.
Concentra-te no que deves fazer agora e faze-o bem, primeiramente a ti mesmo, sem que o egoísmo invada o teu coração.
Investe, com todas as tuas forças, para a conquista dos bens imperecíveis que devem ser entregues aos sentimentos, sem que o orgulho interrompa os teus esforços.
Depois de preparado para o grande empenho de servir, faze-o sem constrangimento em todos os lados em que fores convocado para ajudar.
Nesta hora, alimenta o desprendimento e evoca as forças do Amor, para que o Perdão entre em evidência, fazendo a transformação devida: morre o homem velho e nasce o novo homem, forjado pelos cromossomos divinos para o futuro.
Assim, estarás em condições de ajudar, por amor e sem exigência,as futuras gerações.
Faze alguma coisa, hoje mesmo, por ti próprio, sem pensar no que vais receber amanhã. A natureza cuida disso e te entregará tudo o que for teu, pela lei da justiça palpitante em todo o Universo, regendo a integração do espaço cósmico.

Consciência e Conveniência - André Luiz

Do livro "Estude e Viva"
André Luiz
Francisco Cândido Xavier / Waldo Vieira


As boas soluções nem sempre são as mais fáceis e as manifestações corretas nem sempre as mais agradáveis...
A trilha do acerto exige muito mais as normas do esforço maior que as saídas circunstanciais ou os atalhos do oportunismo.
Nos mínimos atos, negócios, resoluções ou empreendimentos que você faça, busque primeiro a substância "post-mortem" de que se reveste, porquanto, sem ela, seu tentame será superficial e sem consequências produtivas para o seu espírito.
Hoje como ontem, a criatura supõe-se em caminho tedioso tão só quando lhe falta alimento espiritual aos hábitos.
Alegria que dependa das ocorrências do terra a terra não tem duração.
Alegria real dimana da intimidade do ser.
Não há espetáculo externo de floração sem base na seiva oculta.
Meditação elevada, culto à prece, leitura superior e conversação edificante constituem adubo precioso nas raízes da vida.
Ninguém respira sem os recursos da alma.
Todos carecemos de espiritualidade para transitar no cotidiano, ainda que a espiritualidade surja para muitos, sob outros nomes, nas ciências psicológicas de hoje que se colocam fora dos conceitos religiosos para a construção de edifícios morais.
À vista disso, criar costumes de melhoria interior significa segurança, equilíbrio, saúde e estabilidade à própria existência.
Debaixo de semelhante orientação, realmente não mais nos será possível manter ambiguidade nas atitudes.
Em cada ambiente, a cada hora, para cada um de nós, existe a conduta reta, a visão mais alta, o esforço mais expressivo, a porta mais adequada.
Atingido esse nível de entendimento, não mais é lícita para nós a menor iniciativa que imponha distinção indevida ou segregação lamentável, porque a noção de justiça nos regerá o comportamento, apontando-nos o dever para com todos na edificação da harmonia comum.
Estabelecidos por nós, em nós mesmos, os limites de consciência e conveniência, aprendemos que felicidade, para ser verdadeira, há de guardar essência eterna.
Constrangidos a encontrar a repercussão de nossas obras, além do plano físico, de que nos servirá qualquer euforia alicerçada na ilusão? De que nos vale o compromisso com as exterioridades humanas, quando essas exterioridades não se fundamentam em nossas obrigações para com o bem dos outros, se a desencarnação não poupa a ninguém? Cogitemos de felicidade, paz e vitória, mas escolhamos a estrada que nos conduza a elas sob a luz das realidades que norteiam a vida do Espírito, de vez que receberemos de retorno, na aduana da morte, todo o material que despachamos com destino aos outros, durante a jornada terrestre.
Não basta para nenhum de nós o contentamento de apenas hoje.
É preciso saber se estamos pensando, sentindo, falando e agindo para que o nosso regozijo de agora seja também regozijo depois.


sábado, 21 de janeiro de 2017

Ponderação - Carlos

Do livro “Gotas de Ouro”,
De João Nunes Maia & Carlos


Pondera a vereda dos teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos.
Pv. 4:26

Toda avaliação é útil desde que não atinja a censura em se referindo aos outros, mas a advertência conosco mesmo, deve ser enérgica e decidida. Se não tiveste forças para disciplinar os teus maus pendores, cuida urgentemente de não os anunciar, pois o verbo em desalinho castigar-te-á mais ainda.
**
Considera o que vais falar ao próximo: a tua palavra, desconhecendo a educação, pode feri-lo e, por vezes, ele não está preparado para o perdão. Quem não medita no que fala, pode ouvir o que não quer, ficando devendo, na escrita divina, o que fez.
***
Procura examinar as tuas idéias nas conversações com os teus companheiros e faze uma seleção como se estivesse preparando a tua comida. Se a tua palavra for agradável, otimista e educativa, deixará esperança nos corações que te ouvirem.
***
Quando lembrar do teu irmão, sozinho ou acompanhado, esquece suas fraquezas e comenta as virtudes que ele se esforça por conquistar. Se fores cego aos direitos dos outros, coloca-te no lugar dele.
***
Ponderação é acerto, é a procura do acertar e, nessa busca, Deus te ajuda pelas linhas do teu próprio esforço.
***
Mede o que tua boca se propõe a falar e corrige antes que o verbo seja ouvido, porque depois de anunciado somente existe um recurso muito raro entre as almas: o perdão.
***
Pensa bem na importância dos teus diálogos, pois eles mostrarão aos outros o que verdadeiramente és. Quem conhece a ciência da palavra, conhece a ciência de viver.
***
Se queres que os outros falem bem de ti, faze o mesmo com relação a eles.
***



Os Infortúnios Ocultos - Allan Kardec

Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e observam-se impulsos generosos, no sentido de reparar os desastres. Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um grabato sem se queixarem. Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir, sem esperar que peçam assistência.
Quem é esta mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida, pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Aonde vai ela? Sobe até a mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada, refulge a alegria naqueles rostos emagrecidos. E que ela vai acalmar ali todas as dores. Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover às necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranquiliza-lo sobre a sorte da família. No canto da rua, uma carruagem a espera, verdadeiro armazém de tudo o que destina aos seus protegidos, que todos lhe recebem sucessivamente a visita. Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada indica; mas é o anjo da consolação. A noite, um concerto de bençãos se eleva em seu favor ao Pai celestial: católicos, judeus, protestantes, todos a bendizem.
Por que tão singelo traje? Para não insultar a miséria com o seu luxo. Por que se faz acompanhar da filha? Para que aprenda como se deve praticar a beneficência. A mocinha também quer fazer a caridade. A mãe, porém, lhe diz: "Que podes dar, minha filha, quando nada tens de teu? Se eu te passar às mãos alguma coisa para que dês a outrem, qual será o teu mérito? Nesse caso, em realidade, serei eu quem faz a caridade; que merecimento terias nisso? Não é justo. Quando visitamos os doentes, tu me ajudas a tratá-los. Ora, dispensar cuidados é dar alguma coisa. Não te parece bastante isso? Nada mais simples. Aprende a fazer obras úteis e confeccionarás roupas para essas criancinhas. Desse modo, darás alguma coisa que vem de ti." É assim que aquela mãe verdadeiramente cristã prepara a filha para a prática das virtudes que o Cristo ensinou. E espírita ela? Que importa!
Em casa, é a mulher do mundo, porque a sua posição o exige. Ignoram, porém, o que faz, porque ela não deseja outra aprovação, além da de Deus e da sua consciência. Certo dia, no entanto, imprevista circunstância leva-lhe a casa uma de suas protegidas, que andava a vender trabalhos executados por suas mãos. Esta última, ao vê-la, reconheceu nela a sua benfeitora. "Silêncio! ordena-lhe a senhora. Não o digas a ninguém." Falava assim Jesus.

Considerando a Reencarnação - Joanna de Ângelis

Psicografado por Divaldo Pereira Franco
Espírito: Joanna de Ângelis


A reencarnação é Lei da Vida.
Impositivo estabelecido, irrefragavelmente, constitui processo de evolução, sem o qual a felicidade seria impossível.
Programada pelo Criador, faculta os mecanismos naturais de desenvolvimento dos valores que jazem latentes, no ser espiritual, que assim frui, em igualdade de condições, dos direitos que a todos são concedidos.
A reencarnação favorece com dignidade os códigos da Justiça Divina, demonstrando as suas qualidades de elevação e de amor.
Sem a reencarnação – que proporciona a liberdade de opção, com as consequências decorrentes da escolha – a vida não teria sentido para os párias sociais, os homens primitivos, os limitados mentais, os amargurados e infelizes...
Sem a reencarnação, o ódio inato e o amor espontâneo constituiriam aberração perturbadora em a natureza humana.
Da mesma forma, as tendências e propensões que comandam a maioria dos destinos, seriam fenômenos cruéis de um determinismo absurdo, violentador das consciências e dos sentimentos.
Sem a reencarnação, permaneceriam como incógnitas geradoras de revolta, as razões dos infortúnios morais, das enfermidades de alto porte, mutiladoras e degradantes, da miséria social e econômica que vergastam expressivas massas e grupos da sociedade terrestre.
Sem a reencarnação, os laços de família se diluiriam aos primeiros impactos defluentes dos acontecimentos danosos...
A reencarnação enseja reequilíbrio, resgate, reparação.
Faculta o prosseguimento das atividades que a morte pareceria interromper.
Proporciona restabelecimento da esperança, entrelaçando as existências corporais que funcionam como classes para o aprendizado evolutivo no formoso Educandário da vida terrestre.
Oferece bênçãos, liberando de qualquer fatalidade má, que candidataria o Espírito a um estado permanente de desgraça.
A reencarnação enobrece o calceta, santifica o vilão, eleva o caído, altera a paisagem moral do revoltado, dulcificando-o ao largo do tempo, sem pressa, nem violência.
A reencarnação é convite ao aproveitamento da oportunidade e do tempo, que sempre devem ser colocados a serviço do progresso espiritual e da perfeição, etapa final da contínua busca do ser.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Mar Alto - Emmanuel

Livro: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier


“E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as
vossas redes para pescar.” — (Lucas, Capítulo 5, Versículo 4.)


Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem
abandonados na experiência humana.
Inquietante sensação de soledade lhes corta o coração.
Choram de saudade, de dor, renovando as amarguras próprias.
Acreditam que o destino lhes reservou a taça da infinita amargura.
Rememoram, compungidos, os dias da infância, da juventude, das esperanças
crestadas nos conflitos do mundo.
No íntimo, experimentam, a cada instante, o vago tropel das reminiscências que lhes
dilatam as impressões de vazio.
Entretanto, essas horas amargas pertencem a todas as criaturas mortais.
Se alguém as não viveu em determinada região do caminho, espere a sua
oportunidade, porquanto, de modo geral, quase todo Espírito se retira da carne,
quando os frios sinais de inverno se multiplicam em torno.
Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua
alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o
incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te
sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te
assistem e esperam carinhosamente.
O Pai nunca deixa os filhos desamparados, assim, se te vês presentemente sem laços
domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te
enviou a pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas
lições.



O Grande Educandário - Emmanuel

Livro: Roteiro
Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier


De portas abertas à glória do ensino, a Terra, nas linhas da atividades carnal, é,
realmente, um universidade sublime, funcionando, em vários cursos e disciplinas, com
dois bilhões de alunos, aproximadamente, matriculados nas várias raças e nações.
Mais de vinte bilhões de almas conscientes, desencarnadas, sem nos reportarmos aos
bilhões de inteligências sub-humanas que são aproveitadas nos múltiplos serviços do
progresso planetário, cercam o domicílio terrestre, demorando-se noutras faixas de
evolução.
Para a maioria dessas criaturas, necessitadas de experiência nova e mais ampla, a
reencarnação não é somente um impositivo natural mas também um prêmio pelo ensejo
de aprendizagem.
Assim é que, sob a iluminada supervisão das Inteligências Divinas, cada povo, no
passado ou no presente, constitui uma seção preparatória da Humanidade, à frente do
porvir.
Ontem, aprendíamos a ciência no Egito, a espiritualidade na Índia, o comércio na Fenícia,
a revelação em Jerusalém, o direito em Roma e filosofia na Grécia. Hoje, adquirimos a
educação na Inglaterra, a arte na Itália, a paciência na China, a técnica industrial na
Alemanha, o respeito à liberdade na Suíça e a renovação espiritual nas Américas.
Cada nação possui tarefa especifica no aprimoramento do mundo. E ainda mesmo
quando os blocos raciais, em desvairo, se desmandam na guerra, movimentam-se à
procura de valores novos no próprio engrandecimento.
Nós círculos do Planeta, vemos as mais primitivas comunidades dirigindo-se para as
grandes aquisições culturais.
Se é verdade que a civilização refinada de hoje voa, pelo mundo, contornando-o em
algumas horas, caracterizando-se pelos mais altos primores da inteligência, possuímos
milhões de irmãos pela forma, infinitamente distantes do mundo moral. Quase nada
diferindo dos irracionais, não conseguiram ainda fixar a mínima noção de
responsabilidade.
Os anões docos da Abissínia, sem qualquer vestuário e pronunciando gritos estranhos à
guisa de linguagem, mais se assemelham aos macacos.
Os nossos irmãos negros de Kytches passam os dias estirados no chão, à espera de
ratos com que possam mitigar a própria fome.
Entre grande parte dos africanos orientais, não existe ligação moral entre pais e filhos.
Os Latucas, no interior da África, não conhecem qualquer sentimento de compaixão ou
dever.
Remanescentes dos primitivos habitantes das Filipinas erram nas montanhas, à maneira
de animais indomesticáveis.
E, não longe de nós, os botocudos, entregues à caça e à pesca, são exemplares terríveis
de bruteza e ferocidade.
No imenso educandário, há tarefas múltiplas e urgentes para todos os que aprendem que
a vida é movimento, progresso, ascensão.
Na fé religiosa como na administração dos patrimônios públicos, na arte tanto quanto na
indústria, nas obras de instrução como nas ciências agrícolas, a individualidade encontra
vastíssimo campo de ação, com dilatados recursos de evidenciar-se.
O trabalho é a escada divina de acesso aos lauréis imarcescíveis do espírito.
Ninguém precisa pedir transferência para Júpiter ou Saturno, a fim de colaborar na
criação de novos céus. A Terra, nossa casa e nossa oficina, em plena paisagem cósmica,
espera por nós, a fim de que a convertamos em glorioso paraíso.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Doenças - Joanna de Ângelis

Livro: “Episódios diários”,
De Divaldo Pereira Franco,
Pelo Espírito Joanna de Ângelis.


Qualquer equipamento de uso sofre os efeitos do tempo, o desgaste dos serviços, os desajustamentos, caminhando para a superação, o abandono.
O que hoje é de relevante importância, amanhã encontra-se ultrapassado, e assim, sucessivamente.
O corpo humano, da mesma forma, não pode permanecer indene às injunções naturais da sua aplicação e das finalidades a que se destina.
Elaborado pelos atos pretéritos, é resistente ou frágil, conforme o material com que foi constituído em razão dos valores pertinentes a cada ser.
Muito justo, portanto, que enferme, se estropie, se desgaste e morra.
Transitório, em razão da própria função, é, todavia, abençoado instrumento do progresso para o Espírito na sua marcha ascensional.
Chamado à reflexão, por esta ou aquela enfermidade, mantém-te sereno.
Vitimado por uma ou outra mutilação, aprofunda o exame dos teus valores íntimos e busca retirar da experiência as vantagens indispensáveis.
Surpreendido pelos distúrbios da roupagem física ou da tecelagem no sistema eletrônico do psiquismo, tenta controlá-los e, mesmo lutando pela recuperação, mantém-te confiante.
Não te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.
Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da situação. E se fores atingido na área da razão, desde hoje entrega-te a Deus e confia Nele.
A doença faz parte do processo normal da vida, como parcela integrante do fenômeno da saúde.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A Presença do Amor - Joanna de Ângelis

Joanna de Ângelis
Psicografia de: Divaldo Pereira Franco



O amor — alma da vida — é o hálito divino a espraiar-se em toda parte, manifestando a Paternidade de Deus.
Onde quer que se expresse, imanta quantos se lhe acercam, modificando a estrutura e a realidade para melhor.
No amor se encontram todas as motivações para o progresso, emulando ao avanço, na libertação dos atavismos que, por enquanto, predominam em a natureza humana.
Por não se identificar com o amor na sua realização incessante, a criatura posterga a conquista dos valores que a alçam à paz e a engrandecem.
Sem o amor se entorpecem os sentimentos, e a marcha da sensação para a emoção torna-se lenta e difícil.
Em qualquer circunstância o amor é sempre o grande divisor de águas.
Vivendo-o, Jesus modificou os conceitos então vigentes, iniciando a Era do Espírito Imortal, que melhor expressa todas as conquistas do pensamento.
Se te encontras sob a alça de mira de injunções dolorosas, sofrendo incompreensões e dificuldades nos teus mais nobres ideais, não te abatas, ama.
A noite tempestuosa e sombria não impede que as estrelas brilhem acima das nuvens borrascosas.
Se o julgamento descaridoso te perturba os planos de serviço, intentando descoroçoar-te, mediante o ridículo que te imponham, mesmo assim, ama.
O sarçal aparentemente amaldiçoado, no momento oportuno abre-se em flor.
Se defrontas a enfermidade sorrateira que intenta dominar as tuas forças, isolando-te no leito da imobilidade e reduzindo as tuas energias, renova-te na prece e ama.
O deserto de hoje foi berço generoso de vida e pode, de um momento para outro, sob carinhoso tratamento, reverdecer-se e florir.
O amor é bênção de que dispões em todos os dias da tua vida para avançares e conquistares espaços no rumo da evolução.
Não te canses de amar, sejam quais forem as circunstâncias por mais ásperas se te apresentem.
A Doutrina de Jesus, ora renascida no pensamento espírita, é um hino-ação de amor, assinalando a marcha do futuro através das luzes da razão unida à fé em consórcio de legítimo amor.

Todos Engajados - Bezerra de Menezes

Do Livro: “Bezerra, Chico e Você”
Bezerra de Menezes
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.


... “Amai os inimigos”, disse-nos o Senhor.
Nestas palavras, surpreendemos também um divino apelo, qual seja o de amarmos nossos percalços e provas na vida,
porquanto são eles os climas em que demonstraremos a própria fé.

... O Sol projeta luz dissipando a sombra.
A caridade é o Amor Divino a expressar-se, através do coração, extinguindo os espinheiros do sofrimento.

... achamo-nos todos engajados na luta do bem para que o mal desapareça, luta difícil mas luminosa em que todos
somos chamados a oferecer o melhor de nós.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

É Razoável Pensar Nisto - André Luiz

De “Agenda Cristã”
André Luiz
Psicografia de: Francisco Cândido Xavier



A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer. É amparo destinado aos obstáculos.
A serenidade não é jardim para os seus dias dourados. É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.
A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis. É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.
A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem. É porta valiosa para que você demonstre boa-vontade, ante os companheiros menos evolvidos.
A boa cooperação não é processo fácil de receber concurso alheio. É o meio de você ajudar ao companheiro que necessita.
A confiança não é um néctar para as suas noites de prata. É refugio certo para as ocasiões de tormenta.
O otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os seus crepúsculos de anil. É manancial de forças para os seus dias de luta.
A resistência não é adorno verbalista. É sustento de sua fé.
A esperança não é genuflexório de simples contemplação. É energia para as realizações elevadas que competem ao seu espírito.
Virtude não é flor ornamental. É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar e engrandecer no momento oportuno.

Como Perdoar - Emmanuel

Emmanuel
Livro: Alma e Coração
Diversos Espíritos
Psicografia de Francisco Cândido Xavier


Na maioria dos casos, o impositivo do perdão surge entre nos e os
companheiros de nossa intimidade, quando o suco adocicado da confiança se nos azeda
no coração.
Isso acontece porque, geralmente, as magoas mais profundas repontam entre
os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.
Quando nossas relações adoeçam, no intercambio com determinados amigos
que, segundo a nossa opinião pessoal, se transfiguram em nossos opositores,
perguntemo-nos com sinceridade: “como perdoar, se perdoar não se resume a questão
de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento?”.
Feito isso, demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto
pertencem a Deus e não a nós; que também temos erros a corrigir e reajustes em
andamento; que não e justo retê-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos
acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria que mais convém a cada um, nas trilhas
do burilamento e do progresso. Em seguida, recordemos as bênçãos de que semelhantes
criaturas nos terão enriquecido no passado e conservemo-las em nosso culto de gratidão,
conforme a vida nos preceitua.
Lembremo-nos também de que Deus já lhes terá concedido novas
oportunidades de ação e elevação em outros setores de serviço e que será desarrazoado
de nossa parte manter processos de queixa contra elas, no tribunal da vida, quando o
próprio Deus não lhes sonega Amor e Confiança.
Quando te entregares realmente a Deus, a Deus entregando os teus adversários
como autênticos irmãos teus, - tão necessitados do Amparo Divino quanto nos mesmos,
penetraras a verdadeira significação das palavras de Cristo: “Pai, perdoa as nossas
dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, reconciliando-te com a vida e
com a tua própria alma.
Então, saberás oscular de novo a face de quem te ofendeu, e quem te ofendeu
encontrara Deus contigo e te dirá com a mais pura alegria no coração: “bendito sejas...”.-

Convite à Calma - Joanna de Ângelis

Livro: Convites da Vida
Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo


“Não resistais ao mal que vos queiram fazer.” (Mateus: capítulo 5º, versículo 39.)

O espinho do ciúme vence-a; o estilete da ira dilacera-a o ácido da inveja corrói-a, os vapores do ódio enlouquecem-na; a
agressão da calúnia despedaça-a; o tóxico da maledicência perturba-a; a rama da suspeita inquieta-a; o petardo da censura fere-a; as
carregadas tintas do pessimismo tisnam-na se o cristão decidido não se resolve mantê-la a qualquer preço.
Não importa que exsudes, agoniado, em quase colapso periférico, ou estejas com a pulsação alterada, ou, ainda, sofras o travo
nem conclusões aligeiradas, nem desesperações injustificáveis.
Não nos reportamos à posição inerme, à aparência, pois o pântano que parece tranquilo é abismo, reduto de miasmas
morte traiçoeira.
Aludimos a um espírito confiante, fixado nas diretrizes do Cristo, sem receios íntimos, sem ambições externas. Equilibrado
pela reflexão, possuidor de probidade pela ponderação.
Calma significa segurança de fé, traduzindo certeza sobre a Justiça Divina.
Ante o dominador tíbio que lavava as mãos, em referência à Sua vida, Jesus se fez o símbolo da calma integral e da absoluta
certeza da vitória da verdade.
Cultiva, portanto, os sentimentos e mantém os propósitos edificantes.
Perceberás, surpreso, que as atitudes dos maus não te atingirão, facultando-te através da calma não resistir ao mal que te
queiram fazer, conforme lecionou o Senhor, porquanto a integridade da fé em exteriorização de calma dar-te-á forças para vencer
as próprias limitações e prosseguir resolutamente, em qualquer circunstância.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Destruição e Miséria - Emmanuel

Do Livro: Fonte Viva
Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier


“Em Seus Caminhos há Destruição e Miséria.” Paulo (Romanos. 3:16)

Quando o discípulo se distancia da confiança no Mestre e se esquiva à ação nas linhas do exemplo que o seu divino apostolado nos legou, preferindo a senda vasta de infidelidade à própria consciência, cava, sem perceber, largos abismos de destruição e miséria por onde passa.
Se cristaliza a mente na ociosidade, elimina o bom ânimo no coração dos trabalhadores que o cercam e estrangula as suas próprias oportunidades de servir.
Se desce ao desfiladeiro da negação, destrói as esperanças tenras no sentimento de quantos se abeiram da fé e tece vasta rede de sombras para si mesmo.
Se transfere a alma para a residência escura do vício, sufoca as virtudes nascentes nos companheiros de jornada e adquire débitos pesados para o futuro.
Se asila o desespero, apaga o tênue clarão da confiança na alma do próximo e chora inutilmente, sob a tormenta de lágrimas destrutivas.
Se busca refúgio na casa fria da tristeza, asfixia o otimismo naqueles que o acompanham e perde a riqueza do tempo, em lamentações improfícuas.
A determinação divina para o aprendiz do Evangelho é seguir adiante, ajudando, compreendendo e servindo a todos.
Estacionar é imobilizar os outros e congelar-se.
Revoltar-se é chicotear os irmãos e ferir-se.
Fugir ao bem é desorientar os semelhantes e aniquilar-se.
Desventurados aqueles que não seguem o Mestre que encontraram, porque conhecer Jesus Cristo em espírito e viver longe dele será espalhar a destruição, em torno de nossos passos, e conservar a miséria dentro de nós mesmos.


Orgulho - Hammed

Livro: As Dores da Alma
Francisco do Espírito Santo Neto
Pelo espírito Hammed


Na vida nada está perdido; aliás, existe a época certa para cada um saber o que é preciso para se
desenvolver.
Desprezar é sentir ou manifestar desconsideração por alguém ou por alguma coisa; portanto,
é uma atitude sempre inadequada nas estradas de nossa existência evolutiva. Menosprezar é um
sentimento pelo qual nos colocamos acima de tudo e de todos, avaliando com arrogância os
acontecimentos e os fatos do alto da “torre do castelo” de nosso orgulho.
A nenhuma coisa ou criatura deve-se atribuir o termo “desprezível”, pois tudo o que existe
sobre a Terra é criação divina; logo, útil e proveitosa, mesmo que agora não possamos compreender
seu real significado.
Talvez não entendamos de imediato nosso papel na vida, mas podemos ter a certeza de que
todos somos importantes e todos fomos convocados a dar nossa contribuição ao Universo.
A cada instante, estamos criando impressões muito fortes na atmosfera espiritual,
emocional, mental e física da comunidade onde vivemos. Todo envolvimento na vida tem um
propósito determinado cujo entendimento, além de esclarecer nosso valor pessoal, favorecerá o
amor, o respeito e a aceitação de cada um de nossos semelhantes.
Freqüentemente, dizemos que certas pessoas são indispensáveis e que muitos indivíduos são
improdutivos, e perguntamos mais além: qual o propósito da vida para com estas criaturas ociosas?
Não julguemos, com nossos conceitos apressados, os acontecimentos em nosso derredor;
antes, aguardemos com calma e façamos uma análise mais profunda da situação. Assim agindo,
poderemos avaliar melhor todo o contexto vivencial.
“Desempenham função útil no Universo os Espíritos inferiores e imperfeitos. Todos têm
deveres a cumprir. Para a construção de um edifício, não concorre tanto o último dos serventes de
pedreiro, como o arquiteto?” (O Livro dos Espíritos)
Nenhuma ocorrência, fato ou pensamento deverá ser sentido ou analisado separadamente,
pois o “Grande Sistema”, que nos rege, age de forma interdependente.
Apesar de sermos únicos, todos fomos criados para contribuir coletivamente no mundo e
para usar as possibilidades de nossa singularidade.
Para tudo há um sentido e uma explicação no Universo. Sempre estará implícita uma
mensagem proveitosa para nosso progresso espiritual, muitas vezes, porém, de forma inarticulada e
silenciosa
Nunca nos esqueçamos de que a vida sempre agirá em nosso benefício, quer nos setores da
solidão, quer nos de muitas companhias, ou seja, entre encontros, desencontros e reencontros. A
aflição também é um benefício: “Todo sofrimento é um ato importantíssimo de conhecimento e
aprendizagem.”
Se bem entendermos, no entanto, as verdadeiras intenções das lições a nós apresentadas,
retiraremos tesouros imensos de progresso e amadurecimento espiritual.
As dificuldades que a vida nos apresenta têm sempre um caráter educativo. Mesmo que as
vejamos agora como castigo ou punição, mais tarde tomaremos consciência de que eram
unicamente produtos de nosso limitado estado de compreensão e discernimento evolutivo.
Descobrir a vida como um todo será sempre um constante processo de trabalho dos homens.
Efetivamente, a vida é trabalho e movimento, e para fazermos nosso aprendizado evolutivo há um
certo “tempo de gestação”, se assim podemos dizer. Na vida nada está perdido; aliás, existe a época
certa para cada um saber o que é preciso para se desenvolver.
Nosso orgulho quer transformar-nos em super-homens, fazendo-nos sentir “heroicamente
estressados”, induzindo-nos a ser cuidadores e juízes dos métodos de evolução da Vida Excelsa e,
com arrogância, nomear os outros como desprezíveis, ociosos, improdutivos e inúteis.
Poderemos “agir no processo” de formação e progresso das criaturas, nunca “forçar o
processo” ou criticar o seu andamento.
A pretensão do orgulhoso leva-o a acreditar que existe uma “santidade desvinculada da
realidade humana”, ou seja, organizada e estruturada de forma diferente dos princípios pertencentes
à Natureza; portanto, não é de ordem divina, mas é da mentalidade deturpada de alguns místicos do
passado.
Nada é inútil no Universo. A Divindade age sem cessar em solicitude e consideração a cada
uma de suas criaturas e criações. O progresso da humanidade é inevitável. Todos estamos
progredindo e crescendo, ainda que, algumas vezes, não nos apercebamos disso.



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Observa Hoje - Lancellin

De “Cirurgia moral”
Lancellin & João Nunes Maia



Não te preocupes muito com o ontem, nem tampouco com o amanhã.
O que passou nos serve, de vez em quando, para uma avaliação dos nossos deveres nos certames futuros, sem que a nossa visão ou a nossa sensibilidade se atrofie em falsas apreensões.
Trabalha no hoje, analisa a tua própria personalidade e vê o que nela
tens a consertar, na seqüência que as leis da serenidade nos ensinam, para que não haja violência em qualquer sentido.
Hoje é o campo, não só de observação, mas de execução, de aprimoramento das nossas qualidades e o engenho deste trabalho se manifesta pela nossa vontade.
Já que aceitamos o progresso e a evolução de tudo o que nos cerca,
por que permanecermos estacionados em regime de conservação em relação à nossa moral?
Será que a razão não participa do homem quando se trata de regras de religião, regras essas que obedecem ao tempo e ao próprio empuxo do mesmo progresso?
As leis são as mesmas em todas as dimensões da vida. Elas acompanham a escala de aperfeiçoamento com perfeita justiça.
A imparcialidade é, pois, o maior sintoma da perfeição.
Não queiras viver o hoje obedecendo as regras humanas do ontem e não intentes colocar em teus passos as conjecturas de conceitos de um futuro
distante.
Muitos entram em desequilíbrio por quererem viver o presente sob a influência do passado ou então passar os dias de hoje viajando em carros
invisíveis do futuro.
Certamente que somos influenciados pela conduta que tivemos. No entanto, o agora serve para limparmos estas mazelas, sem lhes darmos maior atenção.
Com a modificação dos nossos sentimentos, identificamos os tempos do terceiro milênio que se aproxima como a era da renovação das criaturas que anseiam pela felicidade.
Estamos trabalhando em uma época para acordar os que dormem,
ajudando-os a pensar e a falar, a conhecer a verdade, para que essa verdade os torne livres das pesadas algemas da incompreensão.
Estamos entrando na época de luz, onde nunca mais se poderá esconder a Sabedoria. Ela se apresenta por si mesma, sob a égide do Grande Mestre da fraternidade cósmica, com a mensagem do Amor para todas as
criaturas.
Concentra-te no que deves fazer agora e faze-o bem, primeiramente a ti mesmo, sem que o egoísmo invada o teu coração.
Investe, com todas as tuas forças, para a conquista dos bens imperecíveis que devem ser entregues aos sentimentos, sem que o orgulho interrompa os teus esforços.
Depois de preparado para o grande empenho de servir, faze-o sem constrangimento em todos os lados em que fores convocado para ajudar.
Nesta hora, alimenta o desprendimento e evoca as forças do Amor, para que o Perdão entre em evidência, fazendo a transformação devida: morre o homem velho e nasce o novo homem, forjado pelos cromossomos divinos para o futuro.
Assim, estarás em condições de ajudar, por amor e sem exigência,
as futuras gerações.
Faze alguma coisa, hoje mesmo, por ti próprio, sem pensar no que vais receber amanhã. A natureza cuida disso e te entregará tudo o que for teu, pela lei da justiça palpitante em todo o Universo, regendo a integração do espaço cósmico.


Cooperação - Emmanuel

Livro: Pensamento e Vida
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel


Para que alguém dirija com êxito e eficiência uma empresa importante, não
lhe basta a nomeação para o encargo.
Exige-se-lhe um conjunto de qualidades superiores para que a obra se
consolide e prospere. Não apenas autoridade, mas direção com discernimento.
Não só teoria e cultura, mas virtude e juízo claro de proporções.
Dilatados recursos nas mãos, a serviço de uma cabeça sem rumo,
constituem tesouros nos braços da insensatez, assim como a riqueza sem
orientação é navio à matroca.
Quem governa emitirá forças de justiça e bondade, trabalho e disciplina,
para atingir os objetivos da tarefa em que foi situado.
Quando o poder é intemperante, sofre o povo a intranquilidade e a
mazorca, e, quando a inteligência não possui o timão do caráter sadio, espalha,
em torno, a miséria e a crueldade.
Daí, conhecermos tantos tiranos nimbados de grandeza mental e tantos
gênios de requintada sensibilidade, mas atolados no vício.
No mundo íntimo, a vontade é o capitão que não pode relaxar no mister
que lhe é devido.
E assim como o administrador de um serviço reclama a ajuda de
assessores corretos, a vontade não prescindirá da ponderação e da lógica,
conselheiros respeitáveis na chefia das decisões.
No entanto, urge que o senso de cooperação seja chamado a sustentar-lhe
os impulsos.
Nas linhas da atividade terrestre, quem orienta com segurança não ignora
a hierarquia natural que vige na coexistência de todos os valores
indispensáveis à vida.
Na confecção do agasalho comum, o fio contará com o apoio da máquina,
a máquina esperará pela competência do operário, o operário edificar-se-á no
técnico que lhe supervisiona o trabalho, o técnico arrimar-se-á na diretoria da
fábrica e a diretoria da fábrica equilibrar-se-á no movimento da indústria, dele
extraindo o combustível econômico necessário à alimentação do núcleo de
serviço que lhe obedece aos ditames.
Observamos, assim, que no Estado Individual a vontade, para satisfazer à
governança que lhe compete, sem colapsos de equilíbrio, precisa socorrer-se
da colaboração a fim de que se lhe clareie a atividade.
A cooperação espontânea é o supremo ingrediente da ordem.
Da Glória Divina às balizas subatômicas, o Universo pode ser definido
como sendo uma cadeia de vidas que se entrosam na Grande Vida.
Cooperação significa obediência construtiva aos impositivos da frente e
socorro implícito às privações da retaguarda.
Quem ajuda é ajudado, encontrando, em silêncio, a mais segura fórmula
de ajuste aos processos da evolução.


Calamidades e Provações - André Luiz

Livro: Buscas e Acharás
André Luiz / Francisco Cândido Xavier


O homem desejou recursos para mais facilmente abrir estradas e a Divina Providência lhe suscitou a ideia de reunir areia a nitroglicerina, em cuja conjugação despontou a dinamite. A comunidade beneficiou-se da descoberta, no entanto, certa facção organizou com ela a bomba destruidora de existências humanas.
O homem pediu veículos que lhe fizessem vencer o espaço, ganhando tempo, e o Amparo Divino ofereceu-lhe os pensamentos necessários à construção das modernas máquinas de condução e transporte. Essas bênçãos carrearam progresso e renovação para todos os setores das aquisições planetárias, entretanto, apareceram aqueles que desrespeitam as leis do trânsito, criando processos dolorosos de sofrimento e agravando débitos e resgates, nos princípios de causa e efeito.
O homem solicitou apoio contra a solidão psicológica e a Eterna Bondade, através da ciência, lhe concedeu o telégrafo, o rádio e o televisor, aproximando as coletividades e integrando no mesmo clima de aperfeiçoamento e cultura. Apesar disso, junto desses nobres empreendimentos, surgiram aqueles que se valem de tão altos instrumentos de comunicação e solidariedade para a disseminação da discórdia e da guerra.
O homem rogou medidas contra a dor e a Compaixão Divina lhe enviou os anestésicos, favorecendo-lhe o tratamento e o reequilíbrio no campo orgânico. Ao lado dessas concessões, porém, não faltam aqueles que transformam os medicamentos da paz e da misericórdia em tóxicos de deserção e delinquência.
O homem pediu a desintegração atômica, no intuito de senhorear mais força, a fim de comandar o progresso, e a desintegração atômica está no mundo, ignorando-se que preço pagará o Orbe Terrestre, até que essa conquista seja respeitada fora de qualquer apelo à destruição.
Como é fácil observar, Deus concede sempre ao homem as possibilidades e vantagens que a Inteligência Humana resolve requisitar à Sabedoria Divina. Por isso mesmo, as calamidades que surjam nos caminhos da evolução no mundo, não ocorrem obviamente, sob a responsabilidade de Deus.

Nos Diversos Caminhos - Emmanuel

Livro: Vinha de Luz
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier


"Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós
mesmos." - Paulo. (II Coríntios, 13:5.)


Diversas atitudes caracterizam os estudantes da Revelação Nova.
Os que permanecem na periferia dos ensinamentos exigem novas
Demonstrações fenomenológicas, sem qualquer propósito de renovação interior.
Aqueles que se demoram na região da letra estimam as longas discussões
Sem proveito real.
Quantos preferem a zona do sectarismo, lançam-se às lutas de
separatividade, lamentáveis e cruéis. Todos os que se cristalizam no "eu" dormitam
nos petitórios infindáveis, a reclamarem proteção indébita, adiando a solução
dos seus problemas espirituais.
Os que se retardam nos desvarios passionais rogam alimento para as
emoções, mantendo-se distantes do legítimo entendimento.
Os que se atiram às correntes da tristeza negativa gastam o tempo em
lamentações estéreis.
Aqueles que se consagram ao culto da dúvida perdem a oportunidade da
edificação divina em si mesmos, convertendo-se em críticos gratuitos,
ferindo companheiros e estraçalhando reputações.
Quantos se prendem à curiosidade crônica, borboleteiam aqui e ali, longe do
trabalho sério e necessário.
Aqueles que se regozijam na presunção, passam o dia zurzindo o próximo,
Quais se tossem inquisidores permanentes do mundo.
Os que vivem na fé, contudo, acompanham o Cristo, examinam a si próprios
E experimentam a si mesmos, convertendo-se em refletores da Vontade
Divina, cumprindo-a, fielmente, no caminho da redenção.


sábado, 7 de janeiro de 2017

A Arte da Aceitação - Hammed

De: Renovando Atitudes
Hammed / Francisco do Espírito Santo Neto

“O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...”
“...contentar-se com sua posição sem invejar a dos outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...” Cap. 5 ESE. item 13)


Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, a fim de que visualizemos o ponto principal da partida, e utilizemos satisfatoriamente nossa transformação interior.
Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, conseqüentemente, não depararemos com a realidade.
A propósito, muitos de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real desgastando desta forma uma enorme energia, por carregar constantemente uma série de máscaras como se fossem utilitários permanentes.
A atitude de aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, e soma-se também a ela o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade. Esses indivíduos retêm considerável "coeficiente evolutivo", do qual se deduz que possuem um potencial de aceitação pois aprenderam a respeitar os mecanismos da vida, acumulando pacificamente as experiências necessárias ao seu amadurecimento e desenvolvimento espiritual.

Respostas de Deus - André Luiz

Obra: Respostas da Vida
André Luiz / Francisco Cândido Xavier


Eis algumas das respostas de Deus, nos fundamentos da vida, através da Misericórdia Perfeita:
o bem ao mal;
o amor ao ódio;
luz às trevas;
equilíbrio à perturbação;
socorro à necessidade;
trabalho à inércia;
alegria à tristeza;
esquecimento às ofensas;
coragem ao desânimo;
fé à descrença;
paz discórdia;
renovação ao desgaste;
esperança ao desalento;
recomeço ao fracasso;
consolo ao sofrimento;
justiça à crueldade;
reparação aos erros;
conhecimento à ignorância;
bênção à maldição
amparo ao desvalido;
verdade à ilusão;
silêncio aos agravos;
companhia à solidão;
remédio à enfermidade;
e sempre mais vida aos processos da morte. Efetivamente, podemos afirmar que Deus está sempre do nosso lado, mas pelas respostas de Deus, no campo da vida, ser-no-á possível medir sempre as dimensões de nossa permanência pessoal ao lado de Deus.




Paciência e Prodígio - Emmanuel

Livro: A Semente da Mostarda
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier


O homem perguntou ao trabalho: - Qual o elemento mais resistente que encontraste, observando a natureza?
- A pedra, respondeu o trabalho.
A água que corria brandamente em derredor; escutou o que se dizia e, em silêncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra e, com algum tempo, abriu-lhe grande brecha, através da qual a água passava de um lado para outro.
O homem anotou o acontecido e indagou da água sobre o instrumento que ela usara para realizar aquele prodígio:
- A água humilde respondeu simplesmente: - Foi a Paciência.



Pensamentos - Emmanuel

Livro: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” – Paulo. (Filipenses, 4:8.)


Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental quê os produziu, nos movimentos incessantes da vida.
O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão-somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração.
É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências redentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos.
Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção.
O conselho de Paulo aos filipenses apresenta sublime conteúdo. Os discípulos que puderem compreender-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-o, em cada dia, terão encontrado a divina equação.

Anti a Lei do Bem - Emmanuel

Livro: Alma e Coração
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier


Em verdade, quando as aflições se sucedem umas às outras, simultaneamente,
em nossa vida, sentimo-nos à feição do viajor perdido na selva, intimado pelas
circunstâncias a construir o próprio caminho.
Quando atinjas um momento, assim obscuro, em que as crises aparecem
gerando crises, não atribuas a outrem a culpa da situação embaraçosa em que te vejas e
nem admitas que o desânimo se te aposse das energias. Analisa o valor do tempo e não
canalizes a força potencial dos minutos para os domínios da queixa ou da frustração. Ora,
levanta-te dos obstáculos em pensamento e age em favor da própria libertação na
certeza de que, por trás da dificuldade, a lei do bem está operando.
Certifica-te, sobretudo, de que Deus, Nosso Pai, é o autor e o sustentador do
Sumo Bem. Nenhum mal lhe poderia alterar o governo supremo, baseado em amor
infinito e bondade eterna. À vista de semelhante convicção, o que te parece doença é
processo de recuperação da saúde. Pequenos dissabores que categorizas por ofensas,
serão convites a reexame dos empeços que te crivam a estrada ou apelos à oração por
aqueles companheiros de Humanidade que levianamente se transformam em
perseguidores das boas obras que ainda não conseguem compreender. Contratempos que
interpretas como sendo ingratidão de pessoas queridas, quase sempre apenas significam
modificações dos Desígnios Superiores, em benefício dos entes que amamos e que
prosseguem credores de nosso entendimento e carinho. Discórdia é problema que te
pede ação pacificadora. Desarmonias domésticas mais não são que exigência de mais
serviços aos familiares para que te concilies em definitivo com adversários do pretérito,
suprimindo possibilidades de retorno a causas de sofrimento e desequilíbrio que já te
induziram à quedas e obsessões em existências passadas, e até mesmo a presença da
morte não se define senão por mais renovação e mais vida.
Sempre que aflições te visitem na forma de enfermidade ou tristeza, humilhação
ou penúria, perseguição ou tentação, prejuízo ou desastre, não te rendas às sugestões
de rebeldia ou desalento. Trabalha e espera, entre o prazer de servir e a felicidade de
confiar, recordando que, se procuras pelo socorro de Deus, o socorro de Deus também te
procura. E se a tranquilidade parece tardar, porque privações e provações se
multipliquem, persevera com o trabalho e com a esperança, lembrando-te de que a lei do
bem opera sempre e de que o amparo de Deus está oculto ou vem vindo.


Na Propaganda - Emmanuel

“E dir-vos-ão: Ei-lo aqui, ou, ei-lo ali; não vades, nem os sigais.” — Jesus. (Lucas, capítulo 17, versículo 23.)

As exortações do Mestre aos discípulos são muito precisas para
provocarem qualquer incerteza ou indecisão.
Quando tantas expressões sectárias requisitam o Cristo para os seus
desmandos intelectuais, é justo que os aprendizes novos, na luz do
Consolador, meditem a elevada significação deste versículo de Lucas.
Na propaganda genuinamente cristã não basta dizer onde está o Senhor.
Indispensável é mostrá-lo na própria exemplificação.
Muitos percorrem templos e altares, procurando Jesus.
Mudar de crença religiosa pode ser modificação de caminho, mas pode ser
também continuidade de perturbação.
Torna-se necessário encontrar o Cristo no santuário interior.
Cristianizar a vida não é imprimir-lhe novas feições exteriores. É reformá-la
para o bem no âmbito particular.
Os que afirmam apenas na forma verbal que o Mestre se encontra aqui ou
ali, arcam com profundas responsabilidades. A preocupação de proselitismo
ésempre perigosa para os que se seduzem com as belezas sonoras da palavra
sem exemplos edificantes.
O discípulo sincero sabe que dizer é fácil, mas que é difícil revelar os
propósitos do Senhor na existência própria. É imprescindível fazer o bem,
antes de ensiná-lo a outrem, porque Jesus recomendou ninguém seguisse os
pregoeiros que somente dissessem onde se poderia encontrar o Filho de Deus.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Na Senda do Cristo - Emmanuel

“Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.”
– Jesus. (Mateus. 5:44.)

O caminho de Jesus é de vitória da luz sobre as trevas e, por isso mesmo, repleto de
obstáculos a vencer.
Senda de espinhos gerando flores, calvário e cruz indicando ressurreição...
O próprio Mestre, desde o início do apostolado, desvenda às criaturas o retiro da
elevação pelo sacrifício.
Sofre, renunciando ao divino esplendor do Céu, para acomodar-se à sombra terrestre na
estrebaria.
Experimenta a incompreensão de sua época.
Auxilia sem paga.
Serve sem recompensa.
Padece a desconfiança dos mais amados.
Depois de oferecer sublime espetáculo de abnegação e grandeza, é içado ao madeiro por
malfeitor comum.
Ainda assim, perdoa aos verdugos, olvida as ofensas e volta do túmulo para ajudar.
Todos os seus companheiros de ministério, restaurados na confiança, testemunharam a
Boa Nova, atravessando dificuldade e luta, martírio e flagelação.
Inúteis, desse modo, nos círculos de nossa fé, os petitórios de protecionismo e vantagens
inferiores.
Ressurgindo no Espiritismo, o Evangelho faz-nos sentir que tornamos à carne para
regenerar e reaprender.
Com o corpo físico, retomamos nossos débitos, nossas deficiências, nossas fraquezas e
nossas aversões...
E não superaremos os entraves da própria liberação, providenciando ajuste inadequado
com os nossos desejos inconsequentes.
Acusar, reclamar, queixar-se, não são verbos conjugáveis no campo de nossos princípios.
Disse-nos o Senhor -"Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.”
Isso não quer dizer que devamos ajoelhar em pranto de penitência pé de nossos
adversários, mas sim que nos compete viver de tal modo que eles se sintam auxiliados
por nossa atitude e por nosso exemplo, renovando-se para a o bem, de vez que,
enquanto houver crime e sofrimento, ignorância e miséria no mundo, não podemos
encontrar sobre a Terra a luz do Reino do Céu.

Livro: Palavras da Vida Eterna
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

domingo, 1 de janeiro de 2017

Amar ao Próximo Como a si Mesmo... - Victor Hugo


O Cristianismo, fundamentado no conceito sublime do "amar ao próximo como a si mesmo", abriu as primeiras portas da compaixão e da misericórdia aos portadores de lepra, nos dias difíceis dos séculos passados. Proliferaram, assim, os lazaretos,onde cada recém-chegado era considerado como "se fosse o próprio Cristo que ali se hospedava", passando a receber a caridade da assistência e o socorro do amor fraterno. Muito deve a Humanidade a esses primeiros hospitais, se levarmos em consideração a época de ignorância e promiscuidade, de imundície e indiferença humana, em que se multiplicaram.
Se o passado é nossa sombra de dor, o futuro significa a nossa primavera de bênçãos, conforme o presente ao nosso alcance. As trevas cedem ante a luz, e o sofrimento desaparece em face à alegria da esperança e ao consolo da consciência em tranqüilidade. Ninguém paga além do débito a que se vincula. O amor, porém, é o permanente haver, em clima de compensação de todas as desgraças quer por acaso hajamos semeado, recompensando-nos o espírito pelo que fizermos em nome do bem e realizarmos em prol de nós mesmos.
Não receies, nem temas, nunca! O pântano desprezível é desafio ao nosso esforço para mudar-lhe o aspecto, e a aridez do deserto é incitação à nossa capacidade de transformá-la em jardim de esperanças e em pomar de bênçãos...Imprescindível começar agora a nossa obra de aprimoramento interior, enquanto surge a oportunidade favorável. Amanhã, talvez seja tarde demais, e o minuto valioso já se terá esvaído na ampulheta do tempo. Cada coração é nosso momento de produzir. Cada sofrimento é a nossa quota de reparação. O adversário significa o solo a trabalhar, esperando por nós, enquanto o amigo é dádiva de que nos devemos utilizar com respeito e elevação.

Divaldo Pereira Franco.
Do livro: Sublime Expiação

Caminhando Com Jesus - Amélia

Segues, com o passo acelerado, o caminho que traçaste para ti;
Destemido, olhas ao teu redor, como que desafiando os que intentam seguir-te;
Sempre cauteloso, desvias-te das armadilhas que pressentes em torno de ti;
Se, por acaso, te chamam, evitas parar a fim de não te atrasares.
Segues, assim, confiante, apressado e improdutivo.
Experimenta diminuir a marcha acelerada, e deixa desafogar o olhar; abandona a posição defensiva em que te colocas.
Ampara o irmão que sofre bem ao teu lado; sê para ele o abençoado bordão, ao qual ele poderá arrimar-se.
É meritória a tua pressa em alcançar os nobres objetivos a que te propuseste, mas, hoje, em que a luz do Evangelho já clareia o teu caminho, não podes mais, ou não deves mais, seguir sozinho.
Seguir, sim, naturalmente, mas seguir com Jesus, olhando para os que estão à margem da vida, para auxiliá-los. Muitos já passaram por ti e te ajudaram; faze o mesmo.
Não cogites sobre atrasos, nem desperdices oportunidades. Os que caminham praticando o Bem, nunca se atrasam. Ao contrário, toda ação boa, praticada, gera, sem dúvida nenhuma, progresso evolutivo.
Almejas a reforma moral, assim como desejas alcançar a paz na Vida espiritual; pois, então, inicia pela ação construtiva do amor ao próximo.
A vida, construída em torno do amor, da caridade e da fé, é progresso ascensional na caminhada.
Os que andam apressados e indiferentes às necessidades do próximo, atrasam os planos de Deus para com eles.
Os que encontram Jesus e O amam, empreendem, de imediato, a modificação dos hábitos; aprendem a servir e anseiam auxiliar os sofredores.
A construção dessa nova perspectiva, dessa nova visão, deve ser a meta de todo cristão. Almejar apenas a reta de chegada é esquecer de caminhar, firme e constantemente.
Se temes as armadilhas do caminho, protege-se delas pela sólida aplicação do Evangelho. Divulga o que aprendeste, auxilia os que te estendem as mãos, e verás que Jesus, o divino peregrino, te acompanhará.
Confia n' Ele e segue sereno.

Amélia & Vera Cohim

Let it Rain - Jon Bon Jovi & Pavarotti

Estejamos Contentes - Emmanuel

Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes..” Paulo ( I Timóteo, 6:8)

O monopolizador de trigo não poderá abastecer¬se à mesa senão de algumas fatias de pão, para saciar as exigências da sua fome.
O proprietário da fábrica de tecidos não despenderá senão alguns metros de pano para a confecção de um costume, destinado ao próprio uso.
Ninguém deve alimentar¬se ou vestir¬se pelos padrões da gula e da vaidade, mas sim de conformidade com os princípios que regem a vida em seus fundamentos naturais.
Por que esperas o banquete, a fim de ofereceres algumas migalhas ao companheiro que passa faminto?
Por que reclamas um tesouro de moedas na retaguarda, para seres útil ao necessitado?
A caridade não depende da bolsa. É fonte nascida no coração.
É sempre respeitável o desejo de algo possuir no mealheiro para socorro do próximo ou de si mesmo, nos dias de borrasca e insegurança, entretanto, é deplorável a subordinação da prática do bem ao cofre recheado.
Descerra, antes de tudo, as portas da tua alma e deixa que o teu sentimento fulgure para todos, à maneira de um astro cujos raios iluminem, balsamizem, alimentem e aqueçam. . .
A chuva, derramando¬se em gotas, fertiliza o solo e sustenta bilhões de vidas.
Dividamos o pouco, e a insignificância da boa¬vontade, amparada pelo amor, se converterá com o tempo em prosperidade comum..
Algumas sementes, atendidas com carinho, no curso dos anos, podem dominar glebas imensas.
Estejamos alegres e auxiliemos a todos os que nos partilhem a marcha, porque, segundo a sábia palavra do apóstolo, se possuímos a graça de contar com o pão e com o agasalho para cada dia, cabe¬nos a obrigação de viver e servir em paz e contentamento.


Livro: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

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