quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Caridade e Presença - Joanna de Ângelis

Livro: Celeiro de Bênçãos
Joanna de Angelis
Psicografia de:Divaldo Pereira Franco

Valioso o mister da caridade, quando encaminhas víveres e medicamentos aos padecentes
das aflições sem nome. Expressiva a solidariedade que doas, através da contribuição de
moedas que se convertem em aluguéis dignos, como alavancas impulsionantes, que erguem
da mendicância os que estão na inclinada da queda e permaneceriam no solo do desastre
moral e humano. Representativa a ajuda com pão e tecido que doas aos que se debatem na
fome e na nudez. Nobre a mensagem que endereças aos que choram e se rebolcam nos
pauis da desesperação.
Sanadores de males, as orações e os pensamentos salutares com que intercedes à
Divindade pelos caídos e desafortunados do caminho por onde segues. Muito mais
importante, no entanto, será o teu auxílio direto, representado pela tua presença no tugúrio
onde a dor permanece dominadora, ou junto ao grabato em que a enfermidade manieta
sofredores, ou por meio do verbo morno da amizade, com que expões a esperança aos
ouvidos da desdita, ou a moeda que convertes em salário honroso, de modo a libertá-los da
constrição da miséria econômica e social, na dinâmica da fraternidade legítima,
Entre ajudar por intermédio de alguém ou deixar de fazê-lo, por não poderes amparar
diretamente, sempre é melhor socorrer de qualquer modo... Todavia, considerando o valor do
bem, que é sempre melhor para quem o exercita, merece considerares a extensão do
esforço pessoal de que se enriquece o benfeitor.
Visitando o casebre em ruína onde um coração jaz, vencido, meditarás. Ombreando com o
aflito e o amparando, refletirás. Conhecendo a dificuldade de alguém e sanando-a, pensarás.
Urge, desse modo, participares dos problemas do próximo em agonia, a fim de aprofundares o
exame da situação em que estagiarás, valorizando melhor as concessões que usufruis.
Muitas pessoas generosas oferecem o que abunda em suas mãos, mas não doam o tempo,
a presença, o esforço, permanecendo solidárias, mas distantes; gentis, mas distantes;
fraternas, mas distantes, como receando o contágio dos que estacionam nas preciosas
provações redentoras. Não te negues, destarte, ao trabalho eficiente de conduzires o pão da
vida e a palavra de luz do Evangelho aos pardieiros sombrios e tristes onde se alojam os
irmãos da retaguarda espiritual. Unge-te de amor e faze-te médium da alegria como da
caridade superior, vivendo, por alguns momentos embora, as dificuldades dos que sofrem e
clareando-os com a dádiva da tua auto-oferta, para que te tenham verdadeiramente como
amigo e sejas realmente irmão de todos eles.

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