sábado, 20 de maio de 2017

Ante a Luz da Verdade - Emmanuel


Livro: “Fonte Viva”
Pelo Espírito Emmanuel
Psicografado por Francisco Cândido Xavier

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” Jesus (João, 8:32)

A palavra do Mestre é clara e segura.
Não seremos libertados pelos “aspectos da verdade” ou pelas “verdades provisórias” de que sejamos detentores no círculo das afirmações apaixonadas a que nos inclinemos.
Muitos, em política, filosofia, ciência e religião, se afeiçoam a certos ângulos da verdade e transformam a própria vida numa trincheira de luta
desesperada, a pretexto de defende-la, quando não passam de prisioneiros do “ponto de vista”.
Muitos aceitam a verdade, estendem-lhe as lições, advogam-lhe a causa e proclamam-lhe os méritos, entretanto, a verdade libertadora é aquela que
conhecemos na atividade incessante do Eterno Bem.
Penetrá-la é compreender as obrigações que nos competem.
Discerni-la é renovar o próprio entendimento e converter a existência num campo de responsabilidade para ’com o melhor.
Só existe verdadeira liberdade na submissão ao dever fielmente cumprido.
Conhecer, portanto, a verdade é perceber o sentido da vida.
E perceber o sentido da vida é crescer em serviço e burilamento constantes.
Observa, desse modo, a tua posição diante da Luz...
Quem apenas vislumbra a glória ofuscante da realidade, fala muito e age menos.
Quem, todavia, lhe penetra a grandeza indefinível, age mais e fala menos.


Caridade - Humberto de Campos

Livro: Lazaro Redivivo
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Humberto de Campos

Em todos os tempos, há exércitos de criaturas que ensinam a caridade, todavia, poucas pessoas praticam-na verdadeiramente. Torquemada, organizando os serviços da Inquisição, dizia-se portador da divina virtude. A caminho de terríveis suplícios, os condenados eram compelidos a agradecer aos verdugos. Muitos deles, em plena fogueira ou atados ao martírio da roda, acicatados pela flagelação da carne, eram obrigados a louvar, de mãos postas, a bondade dos inquisidores que os ordenava morrer. Essa caridade religiosa era irmã da caridade filosófica da Revolução Francesa. A guilhotina funcionou em Paris, muito tempo, cortando cabeças de homens e mulheres em nome da renovação espiritual da política administrativa. Engrandeciam-se verbalmente os ideais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, compunham-se hinos de glorificação do Grande Ser e erguiam-se altares à Deusa Razão e, para que se fizesse o reajustamento dos princípios humanitários do mundo, a navalha decepava a cabeça do próximo. Os líderes revolucionários, belos idealistas talvez, pugnavam também pela evolução da arte de matar, em Franca. A forca e o machado eram excessivamente antigos. Convinha um processo mais rápido, mais eficiente. E, em nome da caridade renovadora, procurou-se a colaboração de um professor de anatomia da Faculdade de Medicina de Faria, o médico José Inácio Guillotin, que lembrou aos políticos a adoção da navalha de decapitar, já conhecida, aliás, dos italianos. Na base, colocar-se-ia um cesto que recolhesse piedosamente a cabeça em sangue dos condenados à morte. Desde tempos imemoriais, abusa-se do conceito de virtude na prática de inomináveis desvarios. Os imperadores romanos, por exemplo, determinavam o suplício dos cristãos, em nome da caridade política. E, ainda hoje, em nome dela, em todos os países, por vezes, surgem medidas que clamam aos céus. É por isso que a caridade, antes de tudo, pede compreensão. Não basta entregar os haveres ao primeiro mendigo que surja à porta, para significar a posse da virtude sublime. É preciso entender-lhe a necessidade e ampará-lo com amor. Desembaraçar-se dos aflitos, oferecendo-lhes o supérfluo, é livrar-se dos necessitados, de maneira elegante, com absoluta ausência de iluminação espiritual. A caridade é muito maior que a esmola. Ser caridoso é ser profundamente humano e aquele que nega entendimento ao próximo pode inverter consideráveis fortunas no campo de assistência social, transformar-se em benfeitor dos famintos, mas terá de iniciar, na primeira oportunidade, o aprendizado do amor cristão, para ser efetivamente útil. Calar a tempo, desculpar ofensas, compreender a ignorância dos outros e tolerá-la, sofrer com serenidade pela causa do bem comum, ausentar-se da lamentação, reconhecer a superioridade onde se encontre e aproveitar-lhe as sugestões e exercer o ministério sagrado da divina virtude. 46 46 Há muita gente habilitada a participar dos sofrimentos do vizinho, mas raras pessoas sabem partilhar-lhe o contentamento. Em frente dos corpos mutilados, ante feridas que sangram e infortúnios angustiosos, ouvem-se exclamações da piedade, mais fingida que verdadeira; entretanto, em torno do bem-estar de um homem honesto e trabalhador, que sacrificou seus melhores anos ao espírito de serviço, comumente caem pedras da calúnia e brotam espinhos da inveja, do ciúme, do despeito. “Caridade, caridade, quantos crimes se cometem no teu nome!” poderíamos repetir a frase famosa de Madame Roland, referindo-se à liberdade, diante da morte. Frei Bartolomeu doa Mártires, o santo arcebispo de Braga, certa vez foi visitado por um fidalgo que lhe pediu a aplicação dos dinheiros da Igreja, na construção de uma nova e suntuosa basílica destinada à aristocracia da velha cidade portuguesa. Teria, capitéis dourados, luxuosos altares, torres maravilhosas e naves resplandecentes. O generoso eclesiástico ouviu, em silêncio, recordou as fileiras de necessitados que lhe batiam diariamente as portas, castigados pela nudez e pela fome, e pediu tempo a fim de estudar o assunto Continuava a distribuir os bens que lhe vinham às mãos, em obras de socorro, ante as necessidades prementes da pobreza que lhe buscava o coração e, mensalmente, lá vinha o amigo, renovando o petitório. Braga necessitava de um templo novo e amplo, cheio de arte, beleza e pedrarias. O prelado rogava sempre mais tempo para decidir, até que, um dia, resolveu ser mais claro e, depois de ouvir pacientemente a ovelha atacada pela mania de grandezas, respondeu com serenidade cristã: – Não sei como atender as exigências de Vossa Senhoria. Quando o diabo tentou Nosso Senhor Jesus Cristo, pediu-lhe transformasse as pedras em pães. Veja lá que era uma obra meritória que Satanás esperava do divino poder, mas Vossa Senhoria faz muito pior que o demônio, pois vem reclamar sempre para que os pães dos pobres se convertam em pedras. Como o fidalgo de Braga, há muita gente sedenta de dominação que não realiza senão obras exclusivistas do “eu” ao invés de serviços da benemerência legítima. Fora da caridade não existe, efetivamente, salvação para os que perderam a luz. O manto dessa virtude sublime cobre a multidão dos pecados, conforme o ensinamento evangélico. Entretanto, em todas as ocasiões, é preciso muito discernimento para que o nosso coração não transforme os pães da possibilidade divina em pedras da vaidade humana.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Em Busca da Felicidade - Sergito de Souza Cavalcanti


Procuremos esquecer nosso passado sombrio, pois como diz o ditado:"águas passadas não movem moinho".
Sofrer, reviver o passado, repisar erros e dificuldades de nada adiantará. Jesus disse que: ninguém que tendo posto a mão no arado, olhar para trás, será apto para ao reino de Deus". Vivermos preso ao passado, sem produtividade e sem retirarmos benefícios das lições vividas, de nada nos servirá.
Saulo perseguiu por muito tempo o cristianismo, entretanto, quando se encontrou com o Cristo na estrada de Damasco, transformou-se por completo. Para sepultar definitivamente seu passado, mudou até de nome, vindo a se chamar Paulo.
Deixou tudo pela causa do Cristo e passou a ser um dos mais importantes divulgadores das mensagens do Mestre. Acolheu em seu coração a novidade do evangelho, dizendo:"Esquecendo-me do que fica para trás, laço-me para frente".
libertemo-nos do nosso passado e de tudo aquilo que ficou velho e que vem atrapalhando nossa vida.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Defenda-se - André Luiz


Mensagem retirada do livro "Agenda Cristã"
André Luiz / Francisco Cândido Xavier


Não converta seus ouvidos num paiol de boatos.
A intriga é uma víbora que se aninhará em sua alma.
Não transforme seus olhos em óculos da maledicência.
As imagens que você corromper viverão corruptas na tela se sua mente.
Não Faça de suas mãos lanças para lutar sem proveito.
Use-as na sementeira do bem.
Não menospreze sua faculdades criadoras, centralizando-as nos prazeres fáceis.
Você responderá pelo que fizer delas.
Não condene sua imaginação às excitações permanentes.
Suas criações inferiores atormentarão seu mundo íntimo.
Não conduza seus sentimentos à volúpia de sofrer.
Ensine-os a gozar o prazer de servir.
Não procure o caminho do paraíso, indicando aos outros a estrada para o inferno. A senda para o Céu será construída dentro de você mesmo.

Como Amar - Carlos


Livro:“Gotas do Bem”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos

O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina. Pv. 13:24

Não deves reter a disciplina ante teu filho, quando se fizer necessário. Ele reconhecerá, no decorrer do tempo.
Ajuda-o sem o falso amor de tudo aceitar.
O amor chega ao entendimento de variados meios e incontáveis modos, porém, devemos entendê-lo como o Cristo ensinou, com o amor livre, aquele que brilha qual o sol na Universalidade.
O teu filho é uma peça de valor na tua família. Ele é carente do teu afeto, mas espera da tua experiência o que aprendeste com sacrifício.
Ampara o Espírito que veio sob a tua responsabilidade, mostrando a ele os caminhos corretos, e esforça-te para exemplificar o que ensinas.
O lar é uma escola divina, célula de harmonia universal.
Os pais são instrutores e guardiães para os que ali chegam, e frente aos filhos têm muitas obrigações que devem cumprir.
Cuidar deles é uma obrigação humana, e saber cuidar é um dever divino.
Quando o momento pede energia e a tolerância se transforma em conivência, o amor foge do coração e a incompetência domina os sentimentos.
Tudo que os pais pensam, falam e fazem, estão transmitindo em código, mesmo no silêncio, para os filhos, como sementes que poderão nascer na lavoura dos seus sentimentos.
A herança em tudo é uma realidade; ela é força que avança dentro de nosso mundo íntimo, nos beneficiando ou dificultando a nossa marcha, se já despertamos para Cristo.
Ele em nós nos ajudará a selecionar as investidas de todas as ideias, colhendo somente as sugestões boas.
Se não despertarmos para o bem, somos envolvidos pelo ambiente que vivemos e pela vida daqueles que vivem conosco, muitos dos quais ainda não aprenderam a viver. E se não construímos o nosso próprio céu, mesmo que andemos nas sombras dos Espíritos puros, permanecemos presos pela ignorância.


Pensa um Pouco - Emmanuel

Livro: Pão Nosso
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” – Jesus. (João, 10:25.)

É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos convencionais que lhe identificam a personalidade.
Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.
Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino, tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.
A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-lhe as dificuldades e impedimentos?
O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores humildes e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.
Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te do Mestre e pensa um pouco.

Com Ardente Amor - Emmanuel

Livro: Pão Nosso
Francisco C. Xavier / Emmanuel

“Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros.” — Pedro.
(1ª Epístola a Pedro, Capítulo 4, Versículo 8.)

Não basta a virtude apregoada em favor do estabelecimento do Reino Divino entre as criaturas.
Problema excessivamente debatido — solução mais demorada...
Ouçamos, individualmente, o aviso apostólico e enchamo-nos de ardente caridade, uns para com os outros.
Bem falar, ensinar com acerto e crer sinceramente são fases primárias do serviço.
Imprescindível trabalhar, fazer e sentir com o Cristo.
Fraternidade simplesmente aconselhada a outrem constrói fachadas brilhantes que a experiência pode consumir num minuto.
Urge alcançarmos a substância, a essência...
Sejamos compreensivos para com os ignorantes, vigilantes para com os transviados na maldade e nas trevas, pacientes para com os enfermiços, serenos para com os irritados e, sobretudo, manifestemos a bondade para com todos aqueles que o Mestre nos confiou para os ensinamentos de cada dia.
Raciocínio pronto, habilitado a agir com desenvoltura na Terra, pode constituir patrimônio valioso; entretanto, se lhe falta coração para sentir os problemas, conduzi-los e resolvê-los, no bem comum, é suscetível de converter-se facilmente em máquina de calcular.
Não nos detenhamos na piedade teórica.
Busquemos o amor fraterno, espontâneo, ardente e puro.
A caridade celeste não somente espalha benefícios. Irradia também a divina luz.


Instrução - Emmanuel

Livro: Pensamento e Vida
Francisco Cândido Xavier
pelo Espírito Emmanuel

Já se disse que duas asas conduzirão o espírito humano à presença de Deus.
Uma chama-se Amor, a outra, Sabedoria.
Pelo amor, que, acima de tudo, é serviço aos semelhantes, a criatura se ilumina e aformoseia por dentro, emitindo, em favor dos outros, o reflexo de suas próprias virtudes; e, pela sabedoria, que começa na aquisição do conhecimento, recolhe a influência dos vanguardeiros do progresso, que lhe comunicam os reflexos da própria grandeza, impelindo-a para o Alto.
Através do amor valorizamo-nos para a vida.
Através da sabedoria somos pela vida valorizados.
Daí o imperativo de marcharem juntas a inteligência e a bondade.
Bondade que ignora é assim como o poço amigo em plena sombra, a dessedentar o viajor sem ensinar-lhe o caminho.
Inteligência que não ama pode ser comparada a valioso poste de aviso, que traça ao peregrino informes de rumo certo, deixando-o sucumbir ao tormento da sede.
Todos temos necessidade de instrução e de amor.
Estudar e servir são rotas inevitáveis na obra de elevação.
Toda a cultura intelectual é formada em cadeia de gradativa expansão.
As civilizações sucedem-se, ininterruptas, ao influxo da herança mental.
A arte, na palavra ou na música, no buril ou no pincel, evolui e se aprimora, por intermédio da repercussão a exprimir-se no trabalho dos cultivadores do belo, que se inspiram uns nos outros.
A escola é um centro de indução espiritual, onde os mestres de hoje continuam a tarefa dos instrutores de ontem.
O livro representa vigoroso ímã de força atrativa, plasmando as emoções e concepções de que nascem os grandes movimentos
da Humanidade, em todos os setores da religião e da ciência, da opinião e da técnica, do pensamento e do trabalho.
Por esse dínamo de energia criadora, encontramos os mais adiantados serviços de telementação, porquanto, a imensas distâncias, no espaço e no tempo, incorporamos as idéias dos espíritos superiores que passaram por nós, há Séculos.
Sócrates reflete-se nas páginas dos discípulos que lhe comungavam a intimidade e, ainda hoje, consumimos os elevados pensamentos de que foi ele o portador.
Retrata-se Jesus nos livros dos apóstolos que lhe dilataram a obra e temos, no Evangelho, um espelho cristalino em que o
Mestre se reproduz, por divina reflexão, orientando a conduta humana para a construção do Reino de Deus entre as criaturas.
Conhecer é patrocinar a libertação de nós mesmos, colocando-nos a caminho de novos horizontes na vida.
Corre-nos, pois, o dever de estudar sempre, escolhendo o melhor para que as nossas idéias e exemplos reflitam as idéias e os exemplos dos paladinos da luz.

Ama e Serve - Emmanuel

Livro: “Instrumentos do Tempo”
de Francisco Cândido Xavier
pelo Espírito Emmanuel

A grandeza do amor repousa invariavelmente na conjugação do verbo servir.
Sem atividade incessante no bem, não conseguiremos derramar os valores do coração.
A própria natureza é um livro aberto nesse sentido.
Tudo, em torno de nós, é um cântico de trabalho em doações da Eterna Bondade que se evidencia no mundo, de mil modos diferentes em cada instante de nossa vida...
Por amar, em nome do Pai Misericordioso,
serve o sol, sustentando todas as criaturas;
serve o chão, nutrindo a sementeira;
serve a nuvem, criando a chuva benéfica;
serve o vento, a serviço de abençoadas fecundações;
serve a árvore, para que o bem-estar do homem se consolide;
serve a flor, preparando a colheita;
serve a fonte, socorrendo a terra necessitada;
serve a pedra, garantindo a segurança do lar;
serve o pássaro, cooperando com o lavrador;
serve o mar, serve o rio, serve o adubo, serve o fogo...
Forças de Deus amparando a Humanidade ajudam em silêncio, sem retribuição e sem queixa...
Tudo porque o Divino Amor é devotamento, carinho, providência, abnegação...
Se desejas partilhar o concerto das bênçãos divinas, ama e serve, sem cogitar de ser amado e sem a expectação de ver-se servido...
Quem ama realmente nada pede, nada reclama, nada exige e nada procura senão a alegria do objeto amado, para que o amor se estenda, a multiplicar-se, soberano e sem fim.
Enquanto esperas o manto ilusório das considerações humanas, teu amor sofre a vizinhança da vaidade.
Enquanto aguardas a compreensão dos outros, o teu amor experimenta a inquietante aproximação do egoísmo...
Ama simplesmente.
Ajuda sem paga.
Dá sem reclamação.
Auxilia sem exigência.
E, servindo cada vez mais, serás um dia surpreendido, em pleno campo de trabalho, pelo Divino Servidor que te converterá com a sua luz em nova luz para a Terra e para os Céus.


sábado, 13 de maio de 2017

Muralha do Tempo - Emmanuel

O Espírito da Verdade - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Cap. XVIII – Item 3
“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta que conduz à perdição.” – Jesus.(Mateus, 7: 13)

Em nos referindo a semelhante afirmativa do Mestre, não nos esqueçamos de que toda porta constitui passagem incrustada em
qualquer construção, a separar dois lugares, facultando livre curso entre eles.
Porta, desse modo, é peça arquitetônica encontradiça em paredes, muralhas e veículos, permitindo, em todos os casos,
franco passadouro.
E as portas referidas por Jesus, a que estrutura se entrosam?
Sem dúvida, a porta estreita e a porta larga pertencem à muralha do tempo, situada à frente de todos nós.
A porta estreita revela o acerto espiritual que nos permite marchar na senda evolutiva, com o justo aproveitamento das horas.
A porta larga expressa-nos o desequilíbrio interior, com que somos forçados à dor da reparação, com lastimáveis perdas de tempo.
Aquém da muralha, o passado e o presente.
Além da muralha, o futuro e a eternidade.
De cá, a sementeira do “hoje”.
De lá, a colheita do “amanhã”.
A travessia de uma das portas é ação compulsória para todas as criaturas.
Porta larga – entrada na ilusão – saída pelo reajuste...
Porta estreita – saída do erro – entrada na renovação...
O momento atual é de escolha da porta, estreita ou larga.
Os minutos apresentam valores particulares, conforme atravessemos a muralha, pela porta do serviço e da dificuldade ou através da porta dos caprichos enganadores.
Examina, por tua vez, qual a passagem que eleges por teus atos comuns, na existência que se desenrola, momento a momento.
Por milênios, temos sido viajores do tempo a ir e vir pela porta larga, nos círculos de viciação que forjamos para nós mesmos, engodados na autoridade transitória e na posse amoedada, na beleza física e na egolatria aviltante.
Renovemo-nos, pois, em Cristo, seguindo-o, nas abençoadas lições da porta estreita, a bendizer os empecilhos da marcha, conservando alegria e esperança na conversão do tempo em dádivas da Felicidade Maior.



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Linhas de Evolução - Marco Prisco

Livro: Glossário Espírita-Cristão
Marco Prisco & Divaldo Pereira Franco


"Caridade e humildade, tal a senda única da salvação." (Alan Kardec. E.S.E. Cap.XV. Item 5.)

Observando os companheiros a quem você deseja ajudar, seja breve na exposição e demorado no socorro.
Sem o suor do exemplo, os mais belos comentários perdem a legitimidade.
Utilize-se do poço do caminho, sem lhe tisnar a limpidez das águas. Mais tarde você poderá necessitar dele novamente.
Seu vestuário desvela para os outros suas íntimas inclinações. Use a roupa, sem a ela escravizar-se.
Mantenha a higiene de seu corpo para preservar a saúde. No entanto, viver excessivamente preocupado com a limpeza é sintoma de desequilíbrio.
Cobiçando o melhor de cada dia, viva cada minuto nobremente, como se fosse o último a que você tivesse direito. O depois começa agora.
Pare para refletir, não obstante sabendo refletir para não parar. Quem avança, sem estacionar, pára sem forças para avançar.
Planifique, antes de agir, e demonstrará respeito pelo serviço. Evite, porém, planificar assoberbado de preocupações, pois que assim você jamais realizará algo.
Se você acredita em felicidade vivendo a sós, disponha-se para inquietantes aflições. A gota de orvalho no deserto reflete a glória de longínqua estrela, mas não dá vitalidade à terra onde se aquieta e consome, sem ajudar.
Em todas as conjunturas de sua vida, recorde-se da caridade, primeiro, e da humildade, logo depois.
"Caridade e humildade, tal a senda única da salvação."

Nosso Dever - Albino Teixeira

Albino Teixeira
Livro: “Caminho Espírita”,
de Francisco Cândido Xavier
Autores diversos

Por mais humilde, quando confrontando com as atividades que nos pareçam superiores, amemos o dever que a vida nos reservou.
No Plano do Universo, todo encargo é digno de apreço.
O firmamento agasalha o mundo sob imensa abóbada de estrelas; no entanto, não desempenha as atribuições do telhado doméstico.
O Sol é um espetáculo permanente de luz, mas não realiza o serviço da lâmpada.
O grande rio é um gigante de água movente; contudo, não executa em casa a função da bica.
O celeiro guarda os ingredientes do pão, mas não consegue amassá-lo.
O transatlântico transporta o salva-vidas, sem tomar-lhe a prerrogativa.
Cultivemos o nosso dever por mandato da Providência Divina.
O esforço anônimo do verme, na fecundação da terra, jaz revestido de extrema significação para ele e para ele.
Assim também, a nossa tarefa particular pode não aparecer aos olhos dos outros, no desdobramento da vida, entretanto, ela é sumamente importante para a vida e para nós.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

O Problema da Igualdade - Emmanuel

Livro: “Trilha de Luz”,
de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Emmanuel

A igualdade, sem dúvida, é realidade nas raízes da existência.
Todos os seres possuem direitos idênticos de acesso à elevação, sob qualquer prisma, entretanto, é preciso considerar que os deveres graduam as vantagens, dentro da vida.
No caminho da evolução, desse modo, a teoria igualitária absoluta é invariável utopia que nenhum sistema político poderá materializar.
A experiência e o esforço pessoal são as duas alavancas da diferenciação à cuja influência decisiva não conseguiremos fugir.
Mas, se é verdade que não podemos improvisar a ancianidade do Espírito, que só o tempo confere a cada criatura, na jornada para a maturação, o trabalho é sempre a riqueza real, suscetível de ser ampliada em nosso destino, ao preço de nossa boa vontade.
Assim sendo, não te esqueças das oportunidades que a Divina Providência te oferece cada dia, em favor do teu crescimento.
Os degraus da subida de nossa alma no rumo da perfeição destacam-se, hora a hora, através das situações e das pessoas que nos rodeiam.
Não residem nas facilidades que nos acomodam o coração com as linhas inferiores do mundo. Salientam-se nos obstáculos com que somos defrontados.
Cada problema e cada aflição, cada prova mais rude e cada luta mais árdua representam pontos vivos de ascensão que podemos aproveitar, em favor do próprio aprimoramento.
Aprendamos a respeitar o próximo e auxiliá-lo, na convicção de que amparando os nossos irmãos de caminho, auxiliaremos a nós mesmos, de vez que adquiriremos o tesouro da experiência, que nos enriquecerá de visão para os cimos que nos cabe alcançar.
Cada fonte vive em seu nível.
Cada projeção de luz caracteriza-se por determinado potencial de radiação.
Cada flor guarda o perfume que lhe é próprio.
Cada árvore produz segundo a espécie a que se subordina.
Cada Espírito respira na esfera que elege para clima ideal da própria existência.
Compete-nos buscar a posição de superioridade que Jesus nos oferece, aceitando o sacrifício pelo bem que a vida nos impõe, a fim de que nos façamos hoje desiguais da personalidade que ostentávamos ontem, perdendo os envoltórios pesados que ainda nos imantam à zonas escuras da Terra e tentando a sintonia com os benfeitores que nos esperam na Glória Espiritual.


Grandezas - Emmanuel

Emmanuel
Livro: “Mentores e Seareiros”,
de Francisco Cândido Xavier
Autores Diversos

O Sol que nos garante a existência, no distrito do Universo em que estagiamos é, aproximadamente, um milhão e trezentas mil vezes maior que a nossa Terra, entretanto, com toda essa grandeza não é capaz de cumprir a missão da vela na vastidão noturna, quando te dispões a socorrer um enfermo desamparado.
O antigo palácio do Louvre, em Paris, é um dos mais amplos do mundo, porquanto, a sua área cobre o espaço aproximado de duzentos mil metros quadrados, mas, apesar disso, não se desloca para desempenhar o papel do telheiro humilde em que abrigas os que jazem sem teto.
A catarata de Paulo Afonso, no Brasil, é das mais possantes do Planeta, com cerca de oitenta metros de altura e capacidade aproximada de dois milhões de cavalos-vapor, todavia, embora o imenso potencial de força em que se caracteriza, não te substitui a energia, quando sustentas uma criança doente, na concha dos braços, acalentando-lhe os dias.
A maior bacia hidrográfica do Orbe Terrestre é a Bacia Amazônica, com cerca de sete milhões de quilômetros quadrados, apresentando o Amazonas como sendo o seu rio soberano, contudo, apesar de sua glória fluvial não é capaz de estender o copo de água pura que sentes a alegria de ofertar ao sedento que te bate à porta.
Segundo é fácil de observar, há grandezas e grandezas, no entanto, a maior de todas é a do amor com que renovas e engrandeces a vida.
Com esse recurso sublime, colocas-te sobre a majestade das próprias estrelas, de vez que, em nome de Deus, consegues aproximar-te dos irmãos do caminho, com o poder de servir e compreender, abençoar e auxiliar.

Libertemo-nos - Margarida

Livro: “Aceitação e Vida”,
de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Margarida

— A cabeça algemada às recordações angustiosas costuma derrotar as melhore esperanças do coração.
Por isso mesmo, todos necessitamos de trabalho que nos enriqueça o campo mental, a fim de que a tristeza e a aflição não nos absorvam a vida.
Libertemo-nos, trabalhando e servindo no bem.

Fugas e Realidade - Joanna de Ângelis

Livro: Amor, Imbatível Amor
Divaldo Pereira Franco
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis

Graças ao processo da individualização do ser, superando as etapas primárias, na fase animal, o predomínio do ego desempenhou papel de primordial importância, trabalhando-o para vencer o meio hostil e os demais espécimes, usando a inteligência e o raciocínio como forças que o tornavam superior, deixando os remanescentes da falsa condição de dominador do meio ambiente e de tudo quanto o cerca.
Como consequência, passou a acreditar que também poderia dominar o corpo, estabelecendo suas metas sem lembrar-se da transitoriedade e da fragilidade da maquinaria orgânica.
Impossibilitado de governá-lo, quanto gostaria, já que o organismo tem as suas próprias leis, que independem da consciência, como a respiração, a circulação, a digestão, a assimilação e outras, esses fenômenos ferem-lhe o egotismo e levam-no, não raro, a estados depressivos perturbadores.
A mente, encarregada de proceder ao comando, experimenta então um choque com os equipamentos que direciona, em razão de ser metafísica, enquanto esses são de estrutura física, portanto, ponderáveis.
Ante a impossibilidade de exercer o seu predomínio total sobre o corpo, o ego estabelece mecanismos patológicos inconscientes de depressão, desejando extinguir aquilo que o impede de governar soberano. Trata-se de uma forma de autopunição, porquanto, dessa maneira, se realiza interiormente.
Como, porém, a mente não depende do corpo, quando esse sobrevive à patologia autodestrutiva, o ego esmaece e abrem-se perspectivas de ampliação dos sentimentos, como altruísmo, fraternidade, interesse pelos demais.
O egoísmo é invejoso, porque aspirando tudo para si, lamenta o prejuízo de não conseguir quanto gostaria de deter, e por isso, inveja o corpo que não se lhe submete, preferindo matá-lo, na insânia em que se debate.
Lutar pela sobrevivência é tarefa específica da mente, entre outras, com objetivo essencial de tudo empenhar por consegui-lo. Por isso, logra superar as injunções egotistas e ampliar o sentido e o significado da vida.
O ser humano está fadado à glória solar, acima das vicissitudes, às quais se encontra submetido momentaneamente, como resultado do seu processo evolutivo, que o domina em couraças, de que se libertará, a pouco e pouco, utilizando-se dos recursos bioenergéticos e outros que as modernas ciências da alma lhe colocam ao alcance, ajudando-o no crescimento interior e na conquista do superego.

Família - Emmanuel



Livro: Vida e Sexo 
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Há, pois, duas espécies de família: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual. O Evangelho Segundo o Espiritismo Allan Kardec – Cap. XIV, Item 8


De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a Humanidade – nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual. Por intermédio da paternidade e da maternidade, o homem e a mulher adquirem mais amplos créditos da Vida Superior. Daí, as fontes de alegria que se lhes rebentam do ser com as tarefas da procriação. Os filhos são liames de amor conscientizado que lhes granjeiam proteção mais extensa do Mundo Maior, de vez que todos nós integramos grupos afins. Na arena terrestre, é justo que determinada criatura se faça assistida por outras que lhe respiram a mesma faixa de interesse afetivo. De modo idêntico, é natural que as inteligências domiciliadas nas Esferas Superiores se consagrem a resguardar e guiar aqueles companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento. A parentela no Planeta faz-se filtro da família espiritual sediada além da existência física, mantendo os laços preexistentes entre aqueles que lhe comungam o clima. Arraigada nas vidas passadas de todos aqueles que a compõem, a família terrestre é formada, assim, de agentes diversos, porquanto nela se reencontram, comumente, afetos e desafetos, amigos e inimigos. Para os ajustes e reajustes indispensáveis, ante as leis do destino. Apesar disso, importa reconhecer que o clã familiar evolve incessantemente para mais amplos conceitos de vivência coletiva, sob os ditames do aperfeiçoamento geral, conquanto se erija sempre em educandário valioso da alma. Temos, dessa forma, no instituto doméstico uma organização de origem divina, em cujo seio encontramos os instrumentos necessários ao nosso próprio aprimoramento para a edificação do Mundo Melhor.


Entendimento - Emmanuel

Livro: “Pão Nosso”,
de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Emmanuel

“Transformai-vos pela renovação do vosso entendimento.” — Paulo (Romanos, 12:2.)

Quando nos reportamos ao problema da transformação espiritual, a comunidade dos discípulos do Evangelho concorda conosco, quanto a semelhante necessidade, mas nem todos demonstram perfeita compreensão do assunto.
No fundo, todos anelam a modificação, no entanto, a maioria não aspira senão à mudança de classificação convencional.
Os menos favorecidos pelo dinheiro buscam escalar o domínio das possibilidades materiais, os detentores de tarefas humildes pleiteiam as grandes posições e, num crescendo desconcertante, quase todos pretendem a transformação indébita das oportunidades a que se ajustam, mergulhando na desordem inquietante. A renovação indispensável não é a de plano exterior flutuante. Transformar-se-á o cristão devotado, não pelos sinais externos, e sim pelo entendimento, dotando a própria mente de nova luz, em novas concepções.
Assim como qualquer trabalho terrestre pede a sincera aplicação dos aprendizes que a ele se dedicam, o serviço de aprimoramento mental exige constância de esforço no bem e no conhecimento.
Ainda aqui, é forçoso reconhecer que a disciplina entrará com fatores decisivos.
Não te cristalizes, pois, em falsas noções que já te prejudicam o dia de ontem.
Repara a estrutura dos teus raciocínios de agora, ante as circunstâncias que te rodeiam. Pergunta a ti próprio quanto ganhaste no Evangelho para analisar retamente esse ou aquele acontecimento de teu caminho. Faze isto e a Bondade do Senhor te auxiliará na esclarecida resposta a ti mesmo.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Na Seara do Amor - Joanna de Ângelis

Livro: “Messe de Amor”
de Divaldo Franco
pelo Espírito Joanna de Ângelis

Não gastes o tempo no exame dos erros alheios, porque o criminoso responderá pelo tempo usado negativamente.
Não apontes os espinhos da estrada, demorando-te à distância deles.
Não argumentes com malfeitores, convencido da própria segurança.
Não duvides do poder da oração.
Não arregimentes adversários para a paz da consciência, porque o ódio é incêndio destruidor.
Não esperes pela fortuna para o enriquecimento do bem, porque moeda insignificante aplicada na beneficência é mais valiosa do que qualquer fortuna morta em cofres invioláveis.
Não reclames, para a satisfação pessoal, os excessos que podem atender a múltiplas necessidades dos outros.
Não ajudes sem a contribuição estimulante da alegria.
Não uses o conhecimento da verdade para exibição vulgar ou para afligir os companheiros.
Não menosprezes o tesouro dos minutos. A Eternidade é feita de segundos.
Não reivindiques afetos ou aplausos para a vaidade, mesmo que todos exaltem a excelência do teu labor.
Não ministres programas ásperos e rígidos sem que possas selar as palavras com a ação bem desenvolvida.
Não desrespeites o suor alheio, granjeado na luta e na dor.
Não reclames referências especiais.
Não exibas, mesmo discretamente, os teus feitos, porque qualquer bom pregão perde o valor quando nasce no interessado.
Não exijas a presença dos amigos onde não te levaram os pés.
Não dês entrada ao mal na residência da tua alma.
Não abras os ouvidos ao vozerio da maledicência.
Não valorizes o mal a ponto de duvidar da vitória final e certa do bem, vivido por Jesus, o Mestre e Senhor.



Bem Viver Para Viver Bem - Marco Prisco

Livro: “Momentos de Decisão”
de Divaldo Pereira Franco
pelo Espírito Marco Prisco

“...Vivamos no presente mundo sóbria, reta e piamente.” (Paulo – Tito – 2:12)
A pretexto de libertar-se do problema não fuja à sua correta solução.
O que agora você faça mal, volverá depois mais complicado.
Dissimulando a irritação que a presença de certas pessoas cansativas lhe produz, não cultive a intolerância.
Os que lhe causam desagrado constituem salutar exercício à sua paciência, preparando-o para tentames mais difíceis.
Defrontando situações graves, não estime a evasiva nem encete a fuga hábil.
Você não deve buscar levianamente o perigo, todavia não se pode eximir ao dever de resolver as dificuldades que surjam.
Inquieto, em razão dos circunlóquios e complexidades com que um amigo lhe apresenta uma questão, sem ferir diretamente o assunto, não se permita a animosidade ou o azedume.
Talvez o outro não possua a facilidade de expressão, como você a possui.
Consultado como equacionar uma dificuldade, não compare o consulente com você.
Recorra ao Evangelho e sugira o ensino que encontre na palavra do Mestre.
Não diga:
Se fora eu...
Se isto acontecesse comigo...
Sempre ajo assim...
Sou homem decidido...
Comigo as coisas são às claras...
Agora ou nunca...
Prefiro a morte a uma situação dessas...
Cada caso impõe suas regras próprias.
O que você diga, nem sempre se verificará nesses termos.
Use a prudência nas palavras, o equilíbrio nas atitudes e o discernimento junto ao seu próximo.
A vida é, em si mesma, o grande desafio para todos nós.
Viver por viver não basta.
Bem viver, vinculado ao amor e a todos amando, eis como alcançar a posição ideal, enquanto na Terra, para realmente viver bem.

sábado, 6 de maio de 2017

Apoio Divino - Emmanuel

Livro: “Rumo Certo” – Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Seja onde seja, recorda que Deus está sempre em nós e agindo por nós.
Para assegurar-nos, quanto a isso, bastar-nos-á a prática da oração, mesmo ligeira ou
inarticulada, que desenvolverá em nós outros a convicção da presença divina, em todas
as faixas da existência.
* * *
Certamente, a prece não se fará seguida de demonstrações espetaculares, nem de
transformações externas imprevistas.´
Pensa, todavia, no amparo de Deus e, em todos os episódios da estrada, senti-lo-ás
contigo no silêncio do coração.
Nos obstáculos de ordem material, esse apoio não te chegará na obtenção do dinheiro
fácil que te solva os compromissos, mas na força para trabalhar a fim de que os recursos
necessários te venham às mãos; na hora de dúvida, não te virá em fórmulas verbais
diretas que te anulem o livre arbítrio e sim na inspiração exata que te ajude a tomar as
decisões indispensáveis à paz da própria consciência; nos momentos de inquietação, não
surgirá em acontecimentos especiais que te afastem dos testemunhos de fé, mas
percebê-los-ás contigo em forma de segurança e bom animo, na travessia da aflição; nos
dias em que o mal te pareça derrotar a golpes de incompreensão ou de injúria, não se te
expressará configurado em favores de exceção que te retirem dos ombros a carga das
provas redentoras e sim na energia bendita da fé viva que te restaure a esperança,
revestindo-te de coragem, a fim de que não esmoreças na rude jornada, em direção à
vida nova.
* * *
Seja qual seja a dificuldade em que te vejas ou a provação que experimentes, recorda
que Deus está contigo e nada te faltará, nos domínios do socorro e da bênção, para que
atravesses todos os túneis de tribulação e de sombra, ao encontro da paz e a caminho da
luz.

Iniciação Mediúnica - Emmanuel

Livro: Temas da Vida
Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Assinalas contigo o fenômeno mediúnico e ante as emoções diferentes que te invadem o mundo íntimo, experimentas a perturbação e a dor...
Em vista disso, rogas orientação e socorro. Não olvides, porém, que o problema reside em ti mesmo e que não te reajustarás sem a própria cooperação.
O médico poderá ser competente e caritativo, entretanto, não dispõe de recursos para salvar o enfermo que não deseja curar-se.
Se pretendes equilíbrio e segurança, antes de tudo, através da oração, solicita à Divina Providência te auxilie a policiar a própria mente, sustentando o bem a teu próprio favor.
Em seguida, trabalha na extensão desse mesmo bem, quanto estiver ao teu alcance, porque todos os processos de obsessão, quase sempre nascidos da força mediúnica inconsciente, crescem na medida de tuas horas inúteis.
Assim sendo, ainda mesmo com sacrifício cumpre teus deveres no lar ou no círculo de trabalho em que o Senhor te situou a existência, empregando o cérebro e o coração naquilo que possas realizar de melhor. E, além das obrigações naturais que te enriquecem a luta, refugia-te no estudo nobre e na caridade incansável, alavancas seguras de tua libertação.
O livro edificante opera o saneamento da alma, descerrando-te os mais elevados caminhos da Terra e o serviço prestado desinteressadamente ao próximo ampara-te com os valores da simpatia, angariando-te as bênçãos do Céu.
O doente a quem ajudas será remédio em tuas feridas e o desesperado a quem reconfortas será consolo em teu coração.
Não reclames do Cristo o milagre de teu reajuste. Pede ao Mestre Divino te conceda serviço e entendimento, para que restaures a ti próprio, enfileirando-te entre os servidores leais da luz.
Não te queixes dos adversários e perseguidores desencarnados. Eles são nossos próprios companheiros, afetos do nosso “ontem”, que deixamos à retaguarda, em muitas circunstâncias, envenenados por nossas próprias ações destrutivas.
Se aguardamos proteção e carinho dos benfeitores que se erguem na Altura, acima de nós, como fugir ao concurso aos nossos irmãos menos felizes, que sofrem, dementados, entre a delinquência e a miséria, para que se retirem do tenebroso vale das sombras, ao qual, muitas vezes, se arrojaram com o impensado impulso de nossas mãos?
Oferece-lhes, assim, o teu exemplo vivo na paciência e na abnegação, na fé e na caridade, na tolerância e no dever dignamente cumprido, para que leiam em tua vida a cartilha da própria transformação.
Não basta, pois, desenvolver a mediunidade que trazes, latente. É indispensável te aprimores, através do trabalho e da prece, com bases na fraternidade e no estudo, para que te faças operário do Cristo com que o Cristo possa contar.
Não percas tempo, entre o anestésico do desânimo e o fel da lamentação.
Devotemo-nos ao bem de todos, aprendendo e auxiliando, amando e servindo sempre.
Ser “médium” significa ser “medianeiro”.
Não vale, desse modo, apenas guardar o título. É imprescindível a nossa expansão no discernimento e no mérito, na compreensão e na bondade, com utilidade para os outros e aperfeiçoamento de nós mesmos, que nos habilitem a ser devotados artífices do amor e fiéis mensageiros da luz.

Solidariedade - André Luiz e Emmanuel

Emmanuel
Livro: “Estude e Viva”,
de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira,
pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz


Não exijas, inconsequentemente, que os outros te deem isso ou aquilo, como se o amor fosse artigo de obrigação.
Muitos falam de justiça social nas organizações terrestres, centralizando interesse e visão exclusivamente em si próprios, qual se os outros não fossem gente viva, com aspirações e lutas, alegrias e dores iguais às nossas.
-o-
Como entender aqueles que nos compartilham a estrada, sem largarmos a carapaça das vantagens pessoais, a fim de penetrar-lhes o coração?
Efetivamente, não possuímos fortuna capaz de suprimir-lhes todos os problemas de ordem material e nem as leis do Universo conferem a alguém o poder de atravessar por nós o dédalo das provas de que somos carecedores; entretanto, podemos empregar verbo e atitude, olhos e ouvidos, pés e mãos, de maneira constante, na obra do entendimento.
Inicia-te ao apostolado da confraternização, meditando nas dificuldades aparentemente insignificantes de cada um, se nutres o desejo de auxiliar.
Não reclames contra o verdureiro, que te não reservou o melhor quinhão, atarantado, qual se encontra, no serviço, desde os primeiros minutos do amanhecer; endereça um pensamento de simpatia para a lavadeira, cujos olhos cansados não te viram a nódoa na roupa; considera o funcionário que te serve, apressado ou inseguro, por alguém de ideia presa a tribulações no recinto doméstico; aceita o amigo que te não pode atender numa solicitação como sendo criatura algemada a compromissos que desconheces; escuta os companheiros de ânimo triste, como quem se sabe também suscetível de adoecer e desanimar-se; interpreta o colega irritado por enfermo a rogar-te os medicamentos da tolerância; cala o apontamento desairoso, em torno daqueles que ainda não se especializaram em conversar com o primor da gramática; não te ofendas com o gesto infeliz do obsidiado, que transita na rua, sob a feição de pessoa equilibrada e sadia...
-o-
Todos sonhamos com o império da fraternidade, todos ansiamos por ver funcionando, vitoriosa, a solidariedade entre todos os seres, na exaltação dos mais nobres princípios da Humanidade... Quase todos, porém, aguardamos palácios e milhões, títulos e honrarias, para contribuir, de algum modo, na grande realização, plenamente esquecidos de que um rio se compõe de fontes pequenas e que nenhum de nós, no que se refere a fazer o melhor, em louvor do bem, deve esperar o amanhã para começar.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O Próximo e Nós - Emmanuel


Livro: “Rumo Certo”
Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Esperas ansiosamente encontrar o Senhor e um dia chegarás à Divina Presença;
entretanto, antes de tudo, a vida te encaminha à presença do próximo, porque o próximo
é sempre o degrau da bendita aproximação.
* * *
Mas quem é o meu próximo? - perguntarás decerto, qual ocorreu ao Doutor da Lei nas
luzes da parábola.
Todavia, convém saber que, além do próximo mais próximo a quem nomeias como sendo
o coração materno, o pai querido, o filho de nossa bênção, o irmão estimável e o amigo
íntimo, no clima doméstico, o próximo é igualmente o homem que nunca vista, tanto
aquele que te fixa indiferente em qualquer canto da rua. É a criança que passa, o chefe
que te exige trabalho, o subordinado que te obedece, o sócio de ideal, o mendigo que te
fala a distância...
É a pessoa que te impõe um problema, verificando-te a capacidade de auxílio; é quem te
calunia, medindo-te a tolerância; quem te oferece alegria, anotando-te o equilíbrio; é a
criatura que te induz à tentação, testando-te a resistência... É o companheiro que te
solicita concurso fraterno, tanto quanto o inimigo que se sente incapaz de pedir-te o mais
ligeiro favor.
Às vezes tem um nome familiar que te soa docemente aos ouvidos; de outras, é
categorizado por ti à conta de adversário, que não te aprova o modo de ser. Em suma, o
próximo é sempre o inspetor da vida que nos examina a posição da alma nos assuntos da
Vida Eterna. Entre ele e nós se destacam sempre a necessidade e a oportunidade a que
se referia Jesus na parábola inesquecível.
Isto porque o Bom Samaritano foi efetivamente o socorro para o irmão caído na estrada
de Jerusalém para Jericó, mas o irmão tombado no caminho de Jerusalém para Jericó foi
para o Bom Samaritano, o ponto de apoio para mais um degrau de avanço, no caminho
para o encontro com Deus.


terça-feira, 2 de maio de 2017

Jesus em Casa - Irene S. Pinto

Irene S. Pinto
Livro: Luz no Lar. Por espíritos diversos
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

O culto do Mestre, em casa,
É novo sol que irradia
A música da alegria
Em santa e bela canção.
É glória de Deus que vaza
O Dom da Graça Divina,
Que regenera e ilumina
O tempo do coração.

Ouvida a benção da prece,
Na sala doce e tranquila,
A lição do bem cintila
Como um poema a brilhar.
O verbo humano enaltece
A caridade e a esperança.
Tudo é bendita mudança
No plano familiar.

Anula-se a malquerença,
A frase é contente e boa.
Quem guarda ofensas, perdoa,
Quem sofre, agradece à cruz.

A maldade escuta e pensa
É o vício da rebeldia
Perde a máscara sombria...
Toda névoa faz-se luz!

Na casa fortalecida
Por semelhante alimento,
Tudo vibra entendimento
Sublime e renovador.
O dever governa a vida,
Vozes brandas falam calmas...
É Jesus chamando as almas
Ao reino do Eterno Amor!

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